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Archive for dezembro \27\-03:00 2008

selo_regganata_blogoriginal2

Mais uma vez ganhamos um prêmio, da nossa amiga Renata, do site Regganata´s  Weblog.

O principal motivo do prêmio é prover a união dos blogueiros e homenagear as pessoas que trabalham duro pra manter os seus blogs atualizados, respeitando sempre os leitores, fazendo e escrevendo coisas que gostam e que irá ajudar alguém de alguma forma, ou seja amor entre as pessoas, amor pelo que fazem.

As regras são as seguintes:

1- publicar o selo em seu blog e dizer de que blog recebeu, colocando o link do mesmo.

2-publicar a história e o motivo do selo.

3-repassar o prêmio selo a três blogs, sendo que o selo não pode ser enviado ao mesmo blog por mais de uma vez(assim mais blogs poderão ser homenageados)

4-publicar no blog o endereço dos homenageados e avisá-los que receberam o selo.

então gente eu desejo que esse selo sirva de exemplo e que consiga conquistar o seu objetivo que é a união de todos e o amor ao proximo.

Obrigado Renata e os meus indicados são:

Blog Da Morg

Blog do Rafael Gimenes

A vida e a Obra de…

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jesus_cristo

Qual o verdadeiro motivo de comemorarmos o Natal? Não é Papai Noel, muito menos presentes, carro novo, boneca nova, etc e tal, simplesmente comemoramos um aniversário, como disse meu tio ontem:  “Jesus Cristo, o maior religioso de todos os tempos”, algumas pessoas ficam tristes neste dia, porque pensam como era antigamente, quando tinham todos os familiares reunidos, outros fazem festa como se fosse a virada de ano, mas este dia é para somente reverenciarmos um ser que no mínimo,  deve ser respeitado e idolatrado.

É, Jesus Cristo está completando 2008 anos de seu aparecimento na terra, parabéns a ele e para todos nós, que neste dia podemos confraternizar com nossos parentes e amigos, um dia que se pode até deixar de lado algumas mágoas antigas.

Portanto, Feliz Natal a todos que estão lendo este humilde blog.

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Existem várias formas de arte, e esta requer muito talento e um grande conhecimento em alguns softwares de desenho digital e edição de imagens, como o Photoshop e o 3ds max, por exemplo.

Em alguns trabalhos, chegamos a duvidar de que se trata apenas de um desenho, devido as técnicas usadas para obter tal realismo.

Abaixo, alguns desses trabalhos:

morgan_endMorgan Freaman de Jose M. Lazaro

barbarian_warriorBarbarian_warrior de Silvia Fusetti

beanpod_bloomingBeanpod Blooming de Wang Xiauyo

blackmaleBlack Male de Wayne Robson

resistance_is_futileVeda de Royal Ghost

mongrel_gDaemon de Dmitriy Kuznetsov

girl_naoakiGirl de Naoaki Kawamura

kjun_healing_faceHealing de Kim Hyung Jun

keyboardKeyboard de Spike Kwon

creature2Creature de Billy Butler

kitchenKitchen de Nguyen Manh Hung

old_elf2Old Elf de Thaddeus Mitra Maharaj

Em breve mais alguns.

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Já postei vários saxofonistas aqui, como Milton Guedes, Kenny G, Marcelo Martins, entre outros, mas hoje vou colocar um áudio onde participo tocando sax em uma gravação em estúdio com amigos aqui da minha cidade, a música é de autoria de Jarbas Pedroso e onde interpreta a sua criação. O legal é que me deixaram fazer alguns solos na música.

Tocar, é bom demais, criar melhor ainda, e quando se tem avós e tios músicos também, não sei se sou a oitava maravilha da música, mas acho que me defendo bem.

Bem, vamos lá, meu amigo Jarbas interpretando “Dona do meu coração”:

Já este daqui foi uma gravação ao vivo com o cantor gospel Carlos Fernandes de Barra Bonita – SP, no lançamento de seu CD, ficou legal principalmente esta música, toquei com uma banda super entrosada, muito boa.

A apresentação foi no Teatro Municipal de Barra Bonita – São Paulo.

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felicidade

Sempre que tiver uma dificuldade, um amor mal resolvido, uma doença que incomoda, o que devemos fazer e dizer: Bola pra frente!!! Porque nunca devemos nos abater por qualquer obstáculo que apareça em nossa frente, e com certeza estas pedras que surgem em nosso caminho, são o nosso aprendizado para crescermos como pessoas.

Claro que quanto mais velhos ficarmos, mais saberemos lidar com dificuldades, quando se é jovem, muitas vezes não sabemos administrar nossas frustrações como uma pessoa já experiente, as perdas para os jovens doem muito mais, claro isto é a minha opinião, mas você ser experiente te dá uma bagagem importante quando surgi uma dificuldade.

É claro que não somos de ferro, alguma coisa ou situação inesperada pode te abalar, mas não como antigamente, algumas pessoas tentam te levar para baixo, sendo ciúmes e brigas com uma namorada, seja por um suposto amigo invejoso, sendo por um chefe que só pega no teu pé, aquela vizinha chata que reclama do barulho e etc e tal, devemos nos concentrar em nós psicologicamente, para podermos isolar estas pessoas, não deixando elas tomarem posse de nossa felicidade de viver.

Portanto, se está com alguma dificuldade, você deve dar um bico naquela bola chamada problema e fazer o gol da sabedoria, porque o quê a gente leva para toda a vida, é o que aprendemos no decorrer de nossa existência.

Bola pra frente, sempre!!!

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banho-na-pia

Três jovens americanas perderam o emprego após tomarem banho na pia da cozinha de um restaurante da rede de fast-food KFC e publicar as fotos na internet.

As três funcionárias demitidas pelo KFC após tomarem banho em pia de lanchonete. Uma delas postou fotos da ‘brincadeira’ em página pessoal no MySpace.

Depois que as imagens foram descobertas, na última terça-feira (9), as três funcionárias foram suspensas e demitidas, afirmou uma porta-voz do KFC.

Em agosto, um funcionário do Burger King em Ohio, também nos EUA, foi gravado em situação semelhante, e postou o vídeo na internet. Timothy Tackett, de 25 anos, estava nu nas imagens.

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ronaldotimao

Se alguém procurava por um esportista que seja o mais popular do Brasil, um jogador que esteja acima dos outros atuando no Brasil, que seja unânimidade entre todos os outros, quem seria esta pessoa? Não existia até terça-feira passada. Pois Ronaldinho, um legítimo pop star, está entre nós pobres mortais.

Ninguém no Brasil ou especificamente em São Paulo, sabia até outro dia, a dimensão do que é ter um jogador com o currículo e a categoria de uma estrela como Ronaldo jogando no país, nunca no Brasil, uma apresentação de jogador de futebol, teve tamanha repercussão, inclusive com transmissão ao vivo, pelas TVs.

Sim, a apresentação de Romário no Flamengo em 1995, mas o Fenômeno tem um poder mídia muito maior.

Jogada de marketing fantástica, segundo notícias, o Ronaldo vai ser uma espécie de sócio do Corinthians.  A apresentação de Ronaldo ofuscou até a chegada de Madonna no Brasil.

Nos dois primeiros dias do anúncio da contratação do craque, foram vendidas mais de 200 camisas, como o nº9 e o nome de Ronaldo.

A contratação de Ronaldo foi destaque em mais de 100 países, inclusive com alguns jornalistas  estrangeiros em sua apresentação como jogador do Corinthians ontem, que no total entre brasileiros e estrangeiros haviam mais 120 credenciados para o acontecimento. No estádio havia mais 8000 mil entre sócios e torcedores esperando Ronaldo no gramado.

E quando atuar, como vai ser? Os estádios vão estar totalmente lotados, numa cidade do interior, por exemplo Bauru, com certeza, muitos torcedores ou somente fãs do jogador, que moram em outras cidades da região, estarão no estádio.

Com certeza a palavra mais pronunciada nesta semana, foi o nome Ronaldo.

E de minha parte, acho que desta vez, eu vou em São Paulo, ver o timão numa final de campeonato, se Deus quiser!!!

Videos da apresentação de Ronaldo aos jornalistas e torcedores:

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Por Wagner Andriote

segunda_divSabe que todo grande acontecimento, seja ele positivo ou negativo, nos serve para descobertas e constatações. Com o fenômeno da queda do Corinthians para a segundona eu descobri duas coisas. A primeira diz respeito a mim mesmo. Juro que eu nem desconfiava que tanta gente sabia que eu era corinthiano. Até me senti importante hoje. Nunca falei com tanta gente como neste dia: senhoras da terceira idade, o pipoqueiro da praça, andarilhos, viajantes, funcionários públicos, bancários, até gente que eu pensava que era mudo, que não devolvia meu bom dia quando cruzava pela rua. Até as múmias do Egito, se lá eu estivesse hoje, teriam me gozado. Pra vocês terem uma idéia, nem a injusta fama de mau, de truculentos, granjeadas pelos conselheiros ao longo dos anos fez com que eu escapasse das brincadeiras de algumas crianças do grupo e do ginásio… Por um instante eu me senti um pouco Dualib, como se esse humilde causídico e modesto conselheiro personificasse o eterno Corinthians… e o pior que foi até uma sensação prazerosa, de onipotência – eu sou o Corinthians e o Corinthians sou eu.

Quem me dera, meus amigos, eu ser o chefe, o dono, o representante único, o mandatário maior dessa Nação. Talvez até seja esse o motivo de tanta paixão que esse time envolve, porque o Corinthians, na verdade é um pouquinho de todos nós, corinthianos… é do homem que reza e sofre, solitário, é da multidão que canta e incentiva, em som uníssono. A segunda “descoberta” diz respeito ao tamanho desse clube, desse time, ou dessa religião, para alguns. Eu jamais poderia imaginar, mesmo depois de mais de 30 anos de engajamento clubista, que a simples troca de divisão poderia causar tanto estrondo na Cidade, no Estado, no País e porque não até no mundo inteiro. Só mesmo a mística e a imensidão de um Corinthians poderia unir, mesmo por algumas horas, cruzeirenses e atleticanos, são-paulinos, palmeirenses e santistas, botafoguenses e vascaínos, gremistas e colorados, negros e brancos, judeus e mulçumanos… nem Cristo, nem Gandhi, nem Madre Teresa, nem Luther King conseguiram… o Corinthians o fez…

Nem a queda do Império Romano, a Queda da Bastilha, a Revolução Russa, o fim do Muro de Berlim, a Descoberta do Fogo, da Roda, da Penicilina, dos Transistores ao Microchip, foram mais importantes do que o tombo do Corinthians… Como é importante, como é gigante, como é infinito esse Corinthians. E eu, meio bobo e ingênuo, nem sabia disso…

O que eu não entendo é a euforia indisfarçável da outra metade da torcida, porque na verdade só existem duas: a do Corinthians e a contra o Corinthians, como sempre me dizia meu primo Orestes, de Americana. Pra mim não muda nada, só mudam os dias dos jogos e o canal de TV, isso se os dias e os canais não mudarem por causa do Corinthians. No mais, o amor é o mesmo… indescritível, inexplicável, imensurável, em fim, eterno. Eu acho, meus amigos, que essa outra metade da torcida aí, a qual me referi linhas atrás, não tem idéia mesmo do que é ser corinthiano. Pra quem não sabe eu vou dizer: é como amar uma mulher. É sentir aquele frio na barriga e aquele arrepio na alma só de olhar pra ela, mesmo sem tocá-la. É aquela certeza de que você estará sempre junto, mesmo que ela esteja naqueles dias, mesmo que ela esteja de mal com o mundo, mesmo que ela seja fã do Reynaldo Giannechini, mesmo que ela esteja ali, triste, definhada ou moribunda… é a convicção que trocaríamos nossa vida pela dela, mesmo sabendo que ela não nos corresponde à altura, mesmo sabendo que ela pouco tem para nos dar em troca. É o carinho que não cessa, é a chama da paixão que não se apaga, nem arrefece, nem se finda, mesmo que a mais abominável e mais terrível tragédia aconteça. E você sabe que existem outras melhores, mais bonitas, mais interessantes e legais até, mas você sabe que nada disso interessa e vai amá-la até o último instante de sua vida. Por isso, meus amigos da outra metade oposicionista, suas alegrias, não são nossa tristeza, porque nosso amor é infinito e incondicional e nunca vai se acabar. Na primeira ou não, tu és nossa paixão, pra sempre, Corinthians!

Wagner Andriote é um grande colaborador deste blog, seu email de contato é:  andriote@gmail.com

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ronaldo

Ronaldo fenômeno nesta terça-feira, acertou contrato com o Corinthians por um ano, numa grande jogada de marketing, confesso que não acreditei, mas aí surgiram várias notícias em alguns sites esportivos, inclusive com uma declaração do seu empresário Fabiano Farah.

Ronaldo é o maior artilheiro em copas do mundo, foi bi-campeão mundial, entre outros títulos.

É claro que tudo isso foi possível por que ele precisa se recuperar e nada melhor para ele recomeçar em um clube como o Corinthians, onde vai ter uma visibilidade íncrivel.

Já o Timão, se souber aproveitar a ocasião, vai faturar muito com tudo isso, porque só de um cidadão do mundo, como Ronaldo, vestir só a camisa já seria um ganho fabuloso.

Por outro lado, nós somos exigentes, queremos ver o Ronaldo voando em campo, mas acredito que ele vai se dar bem. Todos tem a ganhar com essa negociação, inclusive o futebol paulista e brasileiro.

O empresário de Ronaldo Fenômeno já confirmou a negociação:

“Chegamos a um acordo verbal com o Corinthians para o Ronaldo jogar lá. Estamos apalavrados, há um acordo verbal, que nos próximos dois dias será refletido em um contrato para Ronaldo ser considerado o quanto antes o mais novo contratado do Timão. O Corinthians está com pessoas muito sérias e determinadas no seu comando e ficamos muito felizes com isso”, disse Farah por telefone.

Uma nota no site oficial do Corinthians disse que a negociação estava sendo tratada entre o presidente do clube, Andrés Sanchez, e os diretores de futebol e marketing da equipe.

“Nas próximas horas, as partes deverão providenciar as últimas formalidades para a o fechamento da transação e agendarão a apresentação do atleta”, diz a nota.

Seja bem vindo Ronaldo Fenômeno, esperamos que ele seja feliz no Timão e nós também, é claro.

Mais em: Ronaldo marca primeiro gol pelo Timão!!!

Video da nike homenageando o craque Ronaldo:

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arara-azul

Vários pássaros do nosso Brasil estão na região do Pantanal,  existem milhares de espécies de aves, vou postar alguns nesta primeira parte.  Aliás, quem sabe este post ajude a concientizar as pessoas de como a natureza pode ser muito bela e que deve ser conservada como está.

Tem alguns pássaros conhecidos em todo Brasil e no mundo, como a Arara Azul, a Andorinha, o  Anu, etc…,  que também aparecem em vários estados.

São todos pássaros silvestres, é proibida a criação em cativeiro, só mediante a aprovação do Ibama.

O PANTANAL

Mas antes de relatar alguns pássaros do Pantanal, um pouco de conhecimento sobre a região.

pantanal2

O Complexo do Pantanal, ou simplesmente Pantanal, é um ecossistema com 250 mil km² de extensão, situado no sul de Mato Grosso e no noroeste de Mato Grosso do Sul, ambos Estados do Brasil, além de também englobar o norte do Paraguai e leste da Bolívia (que é chamado de chaco boliviano), considerado pela UNESCO Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera.

O Pantanal é uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta e está localizado no centro da América do Sul, na bacia hidrográfica do Alto Paraguai. Sua área é de 138.183 km², com 65% de seu território no estado de Mato Grosso do Sul e 35% no Mato Grosso. A região é uma planície pluvial influenciada por rios que drenam a bacia do Alto Paraguai, onde se desenvolve uma fauna e flora de rara beleza e abundância, influenciada por quatro grandes biomas: Amazônia, Cerrado, Chaco e Mata Atlântica.

O Pantanal é um paraíso para os ornitologistas e para os observadores de pássaros. Ver e fotografar belas aves aquáticas e paludícolas não é difícil nesta região. Desde a maior cegonha do mundo, símbolo do Pantanal, o tuiuiú ou jaburu Jabiru mycteria cuja figura sonolenta, descansando sobre somente uma perna, faz parte integrante da paisagem pantaneira, até as pequenas jaçanãs, que não param de mover-se sobre plantas aquáticas capturando insetos.

OS PÁSSAROS

ARARA AZUL

arara-azul2

Em todo o mundo, essa é a maior ave da família das araras e papagaios. Com a cauda, alcança um metro de comprimento de corpo. Seu vôo é muito majestoso, produzindo uma das mais espetaculares visões no Pantanal. Perseguida pelo comércio de aves vivas, foi, igualmente, afetada pelas alterações de ambiente em grande parte de sua zona original de ocorrência no Brasil. Distribuía-se do extremo oeste de São Paulo ao Piauí, por todo o Brasil Central, até o rio Tapajós, na Amazônia. Fora do Pantanal, poucas populações isoladas ainda subsistem.

Ameaçada de extinção, encontra no Pantanal as melhores condições de sobrevivência, podendo ser detectada em vários pontos da planície. Alimenta-se, quase exclusivamente, dos cocos das palmeiras acuri e bocaiúva. Seu bico é tão poderoso que corta o acuri ao meio, um dos coquinhos mais duros existentes.

Os ninhos são construídos em ocos nas árvores de capão e cordilheira, no meio da planície, ou no interior das matas secas. Uma árvore com grande número de ninhos é o Manduvi ou Amendoim-de-bugre. Usa, entretanto, também a ximbuva e a mulateira.

O casal aumenta o ninho a cada ano, produzindo uma fina serragem de cobertura. Sobre a serragem são postos 2 ou 3 ovos, chocados durante cerca de um mês. O choco começa com o primeiro ovo e há um intervalo de postura de 2 a 3 dias entre os ovos.

Depois de cerca de 3 meses, o filhote começa a voar. Em geral, um filhote consegue sair por ninho, em um bom ano reprodutivo.

Saem dos ninhos com a plumagem semelhante à do adulto. O enorme bico é negro, mesma cor dos pés. Ao redor dos olhos e na base do bico, a característica pele nua e amarela.Os fortes gritos, arrastados, são ouvidos muito antes de vermos as aves. Além de usá-los no vôo, esses gritos também servem de alarme. Curiosas, aproximam-se, voando, de qualquer intruso e circulam alto, gritando muito. Sociáveis, possuem áreas de dormida comunitárias. Para reprodução, o casal afasta-se do bando e estabelece seu ninho em locais tradicionais, de onde as outras araras são afastadas. Nos bandos em vôo, os casais mantêm-se próximos.

BEIJA-FLÔR TESOURA

beija-flor-tesoura

Ao contrário de outras espécies de beija-flores, vive, principalmente, na borda da mata, cerradões e cerrados. Acostuma-se com os ambientes urbanos e penetra nas cidades. Muito agressivo, ataca outros beija-flores e cambacicas ou sebinhos visitando as “suas” flores. Ágil, mete-se no meio dos arbustos nessas lutas rápidas; chega a acompanhar a fuga do opositor.

Também ataca aves maiores, inclusive gaviões e tucanos, quando aproximam-se do ninho.
Em julho/agosto visita as flores do cambará, mantendo territórios de alimentação fortemente defendidos. Tanto em vôo quanto pousado, a longa cauda em forma de tesoura (razão do nome comum) destaca-se em sua silhueta (foto). Comumente, cruza o rio Cuiabá ou o São Lourenço, em vôos altos, rápidos, quando a silhueta característica permite identificá-lo.

Nas horas mais quentes do dia, pousa no interior de arbustos ou árvores e pode ficar chilreando longamente. Antes de fazer os vôos de ataque, emite um dois estalos rápidos e sai em perseguição. Se o outro beija-flor pousa, fica rodeando-o até esse retomar o vôo, escoltando-o para fora do território imaginário.

O tom esverdeado da plumagem, como acontece nas cores iridescentes dos beija-flores, aparece unicamente sob condições perfeitas de iluminação. Fora essas situações, geralmente é percebido como de um tom azul marinho ou negro, com um tufo branco na base das pernas.

CABECINHA VERMELHA

cabecinha-vermelha

Além de ser uma das aves mais coloridas do Pantanal, também é das mais comuns ao longo dos rios, corixos e baías de toda a planície. Forma grupos de até algumas dezenas em comedouros, como no hotel em Porto Cercado e sobre as mantas de carne salgadas secando ao sol.

Habita os saranzeiros da beira dos rios e, à noite, é possível vê-los dormindo nesses arbustos sobre o rio, alguns cobertos pelos bandos maiores. Durante o período de cheias, acompanham a subida das águas, atingindo locais distantes dos rios. Colonizam casas de fazenda e outras estruturas criadas pela ação humana, permanecendo o ano todo no local, quando há alimentação.

Apanham insetos, outros invertebrados e sementes no chão. Vivem em grupos durante todo o ano, embora haja forte disputas entre eles por espaço ou alimento.

Macho e fêmea são idênticos, com o característico vermelho da cabeça contrastando com o restante das cores e com o bico amarelo alaranjado.

As aves juvenis saem do ninho com as costas e o babador acinzentados. Cabeça parda. Os filhotes estão com os pais nos bandos a partir de dezembro. Nos meses seguintes, começam a mudar e aparecem penas com as cores definitivas. Entre janeiro e julho, os juvenis estão com uma mescla de plumagem, parecendo estar “sujos”.

CARCARÁ

carcara

Uma das aves mais generalistas em seus hábitos alimentares, aproveita, literalmente, todas as fontes disponíveis. Come a polpa externa do coco acuri, insetos apanhados no solo, peixes morrendo em poças secando, lagartos, cobras, minhocas e caranguejos. Saqueia ninhos de outras aves, mesmo os ninhos de tuiuiú. Fica nas proximidades dos ninhais para comer restos de comida caídos no chão, ovos ou filhotes deixados sem a presença dos pais. Chega a reunir-se a outros carcarás para matar uma presa maior. É também uma ave comedora de carniça, chegando logo a uma carcaça. Afasta os urubus e outros carcarás agressivamente.

Ocorre em todos os ambientes abertos do Pantanal, sobrevoando as matas mais densas e pousando em clareiras.
Busca seu alimento no solo, seja no meio da vegetação, seja em praias de rios. Adaptou-se à presença humana, comendo restos de comida no lixo das casas ou vísceras de peixes nos acampamentos de pescadores. Atrevido, pode roubar comida exposta dos acampamentos.

É inconfundível. A pele nua em volta da narina é, geralmente, vermelha ou carmim. No entanto, a ave pode, em questão de segundos, mudar para amarelo.

Provavelmente, essa mudança ocorre com aumento ou redução da quantidade de sangue circulando na superfície, com essa variação atendendo ao estado emocional do momento. Muito agressivo, mesmo assim concentra-se em grupos para alimentar-se de carniça ou nas áreas em volta das casas.

A ave juvenil diferencia-se pelo peito sem o padrão de listras e o branco do peito e cabeça. Essas áreas são claras, com riscas longitudinais mais escuras, além do corpo ser cinza escuro, quase negro. Em qualquer idade, é notável a área clara na ponta da asa negra. Esse contraste permite sua identificação, mesmo voando a grande altura. Voa com batidas rápidas de asas ou aproveitando as correntes de ar ascendente.

Durante a noite ou nas horas mais quentes do dia, costuma ficar pousado nos galhos mais altos, sob a copa de árvores isoladas ou nas matas ribeirinhas.

Para avisar os outros carcarás de seu território ou comunicação entre o casal, possui uma chamado que origina o seu nome comum, caracará no Pantanal, carcará em outras partes do centro-oeste e nordeste. Nesse chamado, dobra o pescoço e mantém a cabeça sobre as costas, enquanto emite o som. O nome carancho é usado no sul do país, também de origem onomatopéica.

Constrói um ninho com galhos em bainhas de folhas de palmeiras ou usa ninhos de outras aves. Os dois ovos são incubados durante 28 a 32 dias, com o filhote voando no terceiro mês de vida.

CARDEAL

cardeal

No Brasil, essa espécie ocorre no Rio Grande do Sul e no Pantanal, acompanhando o vale do rio Paraguai, sem existir nos estados intermediários. A RPPN está nos limites setentrionais do cardeal, apresentando uma população naturalmente rarefeita. Pode ser visto na região entre os rios Cuiabá e o Riozinho, além de alguns pontos esparsos na parte oeste da RPPN, sempre em ambientes abertos.

A principal característica da espécie é o longo penacho vermelho, mantido ereto ou semi ereto sempre. O vermelho estende-se por toda a cabeça e forma um babador que vai estreitando-se até o alto do peito. Branco no restante das partes inferiores, como o largo colar no pescoço e parte posterior da cabeça. Esse colar separa o cinza do restante do corpo. As aves juvenis saem do ninho com as cores apagadas e a cabeça parda (já com penacho), mudando para vermelho ao longo do primeiro ano de vida. Juvenis quase adquirindo a plumagem adulta mesclam penas pardas na cabeça (foto). O galo-de-campina do nordeste brasileiro é idêntico na distribuição de cores, mas não possui o penacho.

Alimenta-se de grãos e invertebrados, sempre apanhados no solo. Geralmente calado, vive solitário ou em casais durante o período reprodutivo (julho a novembro). É o momento em que os machos cantam, em especial no clarear do dia. Canto flautado, com pios altos intermediários.

COLEIRINHO

coleirinha

Das pequenas aves granívoras desse gênero, o coleirinho é a mais conhecida e origem do nome comum da maioria delas.

O macho, com seu inconfundível colar branco e negro recebeu essa denominação (foto). Além do colar, ao lado da garganta negra um “bigode” branco define a área sob o bico amarelado ou levemente cinza esverdeado.

A fêmea é toda parda, mais escura nas costas. Sob luz excepcional, é possível ver que ela também possui o esboço do desenho da garganta do macho. Os machos juvenis saem do ninho com a plumagem idêntica à fêmea. Fora do período reprodutivo, são muito gregários, formando bandos com outros coleiros de várias espécies e com os tizius. Congregam-se nos capinzais soltando grãos e usam o bico forte para quebrar as sementes. O nome papa-arroz vem do hábito de também usarem plantações de arroz como fonte de alimentação.

Além do arroz, adaptaram-se às várias gramíneas trazidas da África e acompanharam a expansão da pecuária nas áreas anteriormente florestadas. No período reprodutivo, o casal afasta-se do grupo e estabelece seu território. O ninho e todas as demais tarefas correspondem à fêmea, ficando o macho com a atribuição de cantar para afastar outros coleiros da área.

Apesar de viver nas áreas abertas, procura árvores da borda das matas nos horários quentes do dia e nidifica em árvores e arbustos do contato mata/campo aberto.

Ocorre em todos os ambientes abertos, especialmente na região entre o rio Cuiabá e o Riozinho, quando baixam as águas. Nesse período do ano, as gramíneas logo nascem e tratam de formar sementes antes da chegada da próxima cheia, fornecendo alimento para as aves granívoras.

Também usa a parte superior das praias dos rios Cuiabá e São Lourenço na vazante, quando as mesmas gramíneas colonizam as areias expostas pelo menor nível dos rios.

Pode ser visto, com facilidade, nos jardins do hotel de Porto Cercado e na praia em frente. As populações do sul do continente migram para o norte em abril e aparecem no Pantanal em sua passagem. O mesmo ocorre em setembro, quando retornam, ficando alguns dias ao lado das aves pantaneiras.

JURUVA

juruva

Uma das aves mais espetaculares do Pantanal pelo colorido e pelo formato único das penas da cauda. Caça insetos e pequenos vertebrados a partir de um pouso fixo.

O canto é semelhante ao de uma coruja, emitido mais freqüentemente no clarear e escurecer, embora possa ser escutado a qualquer hora do dia e da noite. Começa com um chamado curto, grave, acelerado (entendido como udu ou duro). Quando outra juruva responde, aceleram o canto e aumentam o número de “udus” (a interpretação onomatopaica do canto passa a ser juruva).

Ativa o dia inteiro, impressiona a dificuldade de vê-la nas sombras da vegetação, apesar do colorido intenso do corpo e cabeça, além do tamanho da cauda. O verde brilhante da plumagem é amarelado na barriga e peito. Ao redor dos olhos, vermelhos, grande máscara negra, terminando em duas pontas. Bordejando toda a máscara, azul cobalto intenso, mais claro e extenso na fronte. Alto da cabeça negro. Asas e cauda com ponta azulada. Macho e fêmea são idênticos, com o mesmo bico forte, negro e todo serrilhado. No peito, duas penas negras parecem uma gravata borboleta.

A cauda é longa, com as penas centrais mais compridas do que o corpo e com as demais menores e escalonadas. Na ponta das penas centrais aparecem duas raquetes, onde as franjas laterais da pena foram perdidas e restou somente a ponta. Essa estrutura chama ainda mais a atenção quando a juruva movimenta a cauda lateralmente, em especial quando sente-se observada. Ela origina-se da perda, natural, das estruturas laterais da pena após sua formação. Os índios interpretavam essa forma como sendo resultado do transporte, pela juruva, das brasas mandadas pelos deuses para acender a primeira fogueira dos seres humanos.

O ninho da juruva é um buraco em barranco de rio ou corixo, às vezes com mais de um metro e estreito. Nas matas e cordilheiras sem barranco, aproveita a entrada do buraco de um tatu para iniciar a escavação do seu túnel horizontal logo abaixo do nível do solo. Tendo a ave cerca de 45 centímetros, com sua cauda, fica a questão de como entra e sai sem danificar suas longas penas especiais.

GARCINHA

garca-branca

Também de plumagem completamente branca, difere das outras garças de mesma cor pelo bico negro e as pernas negras, embora os pés sejam amarelos nas aves adultas. Os juvenis saem dos ninhais com as pernas amarelo esverdeadas e os pés com o mesmo tom. É bem menor que a garça-branca, com quem muitas vezes está associada nos locais de alimentação e em vôo.

Como todas as garças, voa com o pescoço dobrado e pés esticados, fazendo uma silhueta característica de todas as aves da família. Devido ao tamanho, bate a asa com maior freqüência que a garça-branca, facilitando sua identificação quando estão juntas. Ocorre em todos os ambientes aquáticos da reserva.

Ao contrário das outras garças pescadoras, não costuma ficar parada esperando a presa. Possui diversas técnicas de pescaria ativa, sendo uma das mais interessantes quando usa os pés coloridos para atrair os peixes nas margens das praias. Movimenta um dos pés sob as águas, como iscas para os pequenos peixes de que se alimenta.

Também costuma realizar rápidas corridas dentro d’água e paralelas às margens, espantando os peixes e conseguindo apanhá-los em rápido movimentos de bico. Outra técnica utilizada é a de acompanhar capivaras ou cabeças-secas em áreas inundadas, caminhando ao lado e apanhando peixes e insetos espantados pelo movimento dos animais maiores. Onde existe criação de búfalos ou o gado está pastando dentro d’água, também associa-se aos animais para apanhar as presas ocasionalmente espantadas pelos movimentos das reses.

No período reprodutivo, o qual inicia-se antes das outras garças brancas, geralmente no mês de abril na região da reserva, os adultos desenvolvem um grupo de penas especiais (egretes) na região da cabeça e dorso (foto). Na nuca, essas penas são menores do que na garça-branca e ficam sobre as demais, com a ponta revirada para cima, dando à silhueta um aspecto de crista nucal, “despenteada”. Os ninhais podem ou não associar-se a outras espécies, sendo sempre construídos na vegetação mais baixa e dentro das moitas. Os 4 ovos são incubados pelos dois sexos durante 25 dias. Macho e fêmea, como nas outras garças, são idênticos entre si.

GATURAMO

gaturamo

Maior quase 1/3 do que o vi-vi, com característico bico grosso. Nos machos, o amarelo das partes inferiores atinge a base do bico, ao contrário da espécie anterior. No alto da cabeça, o amarelo quase chega à nuca. As cores das fêmeas são parecidas, diferenciado-se pelo maior tamanho e a falta da pequena área amarelada na testa. Partes inferiores amareladas, com um tom oliváceo no peito.

Essa espécie é muito parecida com o gaturamo ou gurinhatã (Euphonia violacea) de grande parte do centro-oeste, sudeste, sul e da Amazônia oriental. Para diferenciá-las, basicamente o tamanho do bico. A RPPN está exatamente na região de contato entre as duas espécies, sendo que Euphonia laniirostris somente foi encontrado na mata do Bebe, na região sul da reserva.

Habita a parte alta da mata, o que torna difícil sua localização no meio da folhagem. Seus hábitos são semelhantes ao do vi-vi. Em outras áreas, a literatura indica que é uma espécie utilizando ambientes alterados, bordas da mata e áreas abertas, até jardins de casas.

Como estamos nos limites da sua distribuição conhecida, naturalmente pode ter uma baixa densidade populacional.

Os machos, principalmente, são imitadores de outras aves, apesar dos dois sexos cantarem e algumas fêmeas imitarem espécies diferentes.

CHORÓ

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Muito presente nas matas ciliares dos rios, corixos e baías, bem como nos cerradões, cambarazais e matas secas de toda a região. Vive no estrato baixo, caçando invertebrados nos galhos e folhas, geralmente em casais. Pousa no chão ou em galhos caídos. Acostuma-se com a presença humana, usando quintais e pomares de sítios e fazendas onde não é perseguido ou não existam gatos domésticos.

O macho é negro no dorso, em forte contraste com o branco da região ventral. Asas com faixas brancas notáveis e cauda com bolas brancas, também destacadas. Na fêmea, toda a plumagem negra é substituída por marrom avermelhada, sem haver o branco das asas e cauda. Nos dois sexos, destaca-se o vermelho intenso dos olhos da ave adulta (foto). No juvenil, os olhos são marrom escuro, embora a plumagem já seja do sexo correspondente ao sair do ninho. Mantém as penas da cabeça eriçadas quando ativas, em um topete característico.

Apesar do tamanho, por seus hábitos de caça no meio da vegetação, às vezes é difícil de ser vista. Seu canto é marca registrada, interpretado como cada um dos seus nomes comuns. Apesar de ter vários chamados, demarca o território com um canto de notas graves, um pouco afastadas entre si no início e aceleradas do meio para o final. Termina o canto com uma nota diferente, como se estivesse brava. A duração varia até muitos segundos de emissão. Macho e fêmea emitem o canto, respondendo entre si e até a uma imitação razoável do chamado. Aproximam-se para verificar o canto gravado ou imitado.

Constrói um ninho com fibras e raízes, em formato de bolsa pendente de uma forquilha horizontal, característico de todas as aves dessa família. Sua reprodução começa em julho e vai até novembro/dezembro. Macho e fêmea chocam os ovos e cuidam dos filhotes. Chocando, ficam completamente escondidos no interior do ninho, exceto pela cabeça e ponta da cauda.

TANGARÁ CHIFRUDO

tangara

Esse é um dos grupos mais coloridos das matas brasileiras. Várias espécies são da Amazônia ou da Mata Atlântica, mas o soldadinho é uma espécie exclusiva das matas ciliares do centro-oeste brasileiro e das matas da baixada pantaneira, com pequenas áreas na Bolívia e Paraguai.

Como na maioria das espécies da família, o macho é muito chamativo. Corpo todo negro, contrastando com o vermelho vivo do alto da cabeça e costas. Um chumaço de penas mais compridas é mantido alto ou sobre o bico (foto), sendo marcante pelo formato e originando um dos nomes comuns da ave. A fêmea e o macho recém saído do ninho são verde garrafa uniforme, exceto pelo bico, pernas e olhos (foto). As penas da fronte são mais compridas e mantidas eretas, embora menores do que no macho adulto. O macho juvenil leva três anos para adquirir a plumagem característica. Nesse meio tempo, podem ser observados machos com partes da plumagem colorida e o restante esverdeada.

Alimentam-se de pequenos frutos e insetos, capturados desde 1 metro do solo até a parte mais alta das árvores. Ao contrário de outras aves dessa família, o macho acasala-se com pelo menos uma fêmea e mantém-se no território de reprodução ao longo de todo o ciclo. Não possui qualquer envolvimento com o choco e o cuidado da prole, mas está sempre ativo, cantando e afastando outros machos adultos em vôos de perseguição abaixo da copa. Vivem solitários, no máximo em casais no mesmo território, pouco associados.

Canta o ano todo, ocasionalmente durante o período de muda (janeiro a abril/maio). É um canto alegre, assobiado e chamativo, composto por cinco partes separadas. A primeira é uma nota separada das demais, curta e mais lenta. As outras vêm em sequência rápida. Na época reprodutiva, responde a imitações ou gravações de seu canto.

SURUCUÁ

surucua

Uma das aves mais coloridas do Pantanal, vivendo nos diversos ambientes florestados da mesma. Aparece, ocasionalmente, nos capões de cerrado da parte central.

No entanto, é mais comum nas matas ciliares dos rios Cuiabá e São Lourenço, bem como ao longo dos corixos maiores, nos cambarazais e cerradões.
Apesar do colorido espetacular, é mais ouvido do que visto. O canto é uma seqüência de piados curtos e melancólicos, levemente acelerados no final (no Ceará, é chamado de perua-choca devido à semelhança dos cantos).

Canta o ano inteiro, com maior constância entre agosto e dezembro, período da reprodução. Macho e fêmea mantêm contato através do canto e, algumas vezes, podem ser atraídos pela imitação do mesmo. O colorido do macho é mais forte do que o da fêmea, destacando a coloração azul marinho da cabeça e a pálpebra amarelo alaranjado. Na fêmea, essas regiões são cinzentas. A cor da cauda é muito diferente em cada sexo.

Pousa nos galhos horizontais e cipós transversais, sob a copa. Desses pontos de pouso observa o entorno, procurando lagartas nas folhas, cigarras, besouros e aranhas durante muito tempo (daí o nome dorminhoco). Complementam a alimentação com frutinhos pequenos, em especial da embaúba. Nos dois casos, apanham o alimento em vôo direto, ficando sob a presa ou fruto.

Fazem os ninhos nos cupinzeiros arborícolas, cavando um túnel e uma câmara interna. Como no caso das outras aves que usam essa estrutura, o cupinzeiro está ativo e os cupins simplesmente fecham as passagens danificadas pela ave, sem perturbá-la.

Leia também: Pássaros do Pantanal – Segunda Parte

Fonte: Sesc (Guia de pássaros do Pantanal)

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