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Archive for novembro \30\UTC 2009

Olha o pessoal protestando com panetones nas mãos

Pois é, nós lutamos pra caramba para ter alguma coisa, e os corruptos lá do governo distrital, recebendo pacotes e pacotes de dinheiro, até na meia esconderam. E os caras ainda rezam pela propina recebida, o video é realmente nojento deles rezando, que valores estas pessoas tem?

O dinheiro vinha de empresários que tinham “facilidades” ou para que o governo fizesse “vistas grossas” em alguma irregularidade que suas empresas se envolveram. O escândalo ficou conhecido como “Escândalo do Panetone”, por uma desculpa esfarrapada do advogado do governador, que disse que o dinheiro era para comprar panetones para os pobres.

E aí perguntamos para que lutar? Se tem gente que recebe tanto de graça assim? É o tal capitalismo que leva as pessoas a quererem mais e mais dinheiro?

Bando de safados!!! Não tem explicação! Dá vontade de escrever aqui e vou escrever, o povinho burro que elege um cara desses como governador. A inteligência é a mesma daqueles que votaram no Maluf, Collor, Sarney e a corja toda. Esse governador de DF, já renunciou seu cargo de senador pelo encândalo da violação do painel e ninguém se lembrou disso?

Quais as três diferenças de um traficante de drogas do morro, para um bandido engravatado? As diferenças são: 1º Que estão sempre bem vestidos, 2º Não usam armas de fogo, só os capangas; 3º E para mim o pior de todos: nós, povo brasileiro, que os escolhemos como nossos ladrões engravatados.

Vejam o video do escândalo do mensalão de Brasília:

Abaixo um texto muito bom de um blogueiro de um jornal famoso:

É só o começo:

Fonte: João Bosco Rabello

O escândalo que decretou a morte política do governador José Roberto Arruda tem aspectos que o diferenciam de tantos outros de mesma gênese. O striptease, dessa vez, começou de cima para baixo. Geralmente, as escutas, vídeos e provas do gênero são produzidas nos escalões inferiores e historicamente não chegam à autoridade máxima. As punições, em conseqüência, ficam na chamada raia miúda.

No episódio Arruda, o primeiro vídeo já alcançou o governador e a quantidade de provas em mãos da Polícia Federal projeta um cenário de corrupção de extensão estarrecedora. O acervo de vídeos e escutas do ex-policial Durval Barbosa é suficiente para comprometer quase uma centena de atores desse processo. Vai muito além das imagens já divulgadas, em que parlamentares, incluindo o presidente da Câmara Distrital, Leonardo Prudente, aparecem enchendo os bolsos de dinheiro.

Um desses vídeos (veja abaixo), é especialmente chocante: parlamentares agradecem a Deus pela propina, numa cena inacreditável:

Deputado Rubens César Brunelli (PSC-DF), de camisa roxa, o presidente da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente (DEM), de camisa branca, e Durval Barbosa.

Ainda vão surgir os grandes operadores do esquema, do qual Barbosa faz parte e que envolve personagens públicos e privados, da Câmara Distrital a imobiliárias, de publicitários a ex-policiais, do Executivo ao Judiciário. Chegará a políticos de fora de Brasília.

Há riqueza ostensiva em Brasília que não poderia ser construída honestamente. Casas suntuosas de servidores e ex-servidores que acumularam patrimônio incompatível com a realidade salarial. A PF trabalha com a convicção de que os preços milionários do mercado imobiliário da Capital têm origem em lavagem de dinheiro da corrupção.

Há mais secretários envolvidos do que os mencionados até agora, cuja exposição será gradual, na medida em que as investigações com base na delação de Durval Barbosa avançarem. Próximos de Arruda, salvam-se poucos. Os focos de corrupção maiores, segundo fontes bem informadas sobre as investigações, estão na Educação e Saúde, mas não se limitam a essas duas.

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Hoje está em todos os jornais e programas esportivos o que o atual presidente do Palmeiras disse numa festa de torcida organizada. A frase da discórdia é: “Vamos matar os Bambis!”.

Muito bem, você poderia aceitar isso de um presidente folclórico ou safado mesmo com o Eurico Miranda, ex-presidente do Vasco da Gama, mas se tratando de um intelectual do porte de Luiz Gonzaga Beluzzo, que até é professor universitário, não poderia dizer o que disse. É claro que ele não disse para matarem os sãopaulinos literalmente, mas como ele estava numa torcida organizada das mais encrenqueiras, para não dizer outra coisa, um cara ponderado não poderia falar em matar, onde tem pessoas ali no meio da galera, que só pensam nisso: “Quebrar a cara de alguém”.

Mas como o título deste post diz, educação não vem só de berço de ouro, ninguém aprende a ser educado numa faculdade, nós ensinamos uma criança a ser educada desde de bem pequena, e se engana quem acha que os mais ricos que tem a melhor educação, na minha família por exemplo, não se admite até hoje falar palavrões dentro de casa, isso é a boa educação. Muita gente que nunca pisou numa faculdade, com certeza é muito mais educada que muitos “doutores” por aí.

Ser educado nunca é demais, ter gentileza, sem precisar gritar para ser ouvido, sem querer passar por cima de alguém no trânsito, porque levou uma fechada ou então maltratar alguém porque não fez o que queria.

Não adianta gritar e ficar totalmente alucinado de raiva, aquela sensação de ódio só prejudica a nós mesmo, escrevo isso por experiência própria.

Enfim, as pessoas tem que aprenderem a viver em sociedade desde pequeno, porque quando tem seus 20 anos de idade, já vão estar frequentando vários lugares, como a faculdade por exemplo, onde vão conviver com várias pessoas diferentes, queira ou não queira, e se não souber lidar com certas ocasiões, vão se dar muito mal, correm o risco de ficar isolados, de serem tratados como os malas da turma, etc e tal.

Nós somos uma caixa de ressonância, se você resolve um assunto com violência ou gritaria, vai receber de volta com troco, mas se você, numa situação, consegue manter a calma e achar um caminho sem se alterar, ninguém vai gritar com você e muito menos agredí-lo.

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Meus gostos musicais são outros para considerar esta música a melhor da década, mas não deixa de ser contagiante, aliás, ela tem alguma coisa a ver com o estilo de Michael Jackson, pela levada, pelo estilo sincopado na divisão da melodia e a coreografia(não tão sensual como o dela, é claro). A partir dele, muita coisa se criou, mas o cara é insuperável, nem se compara.

Em matéria de beleza e sensualidade, não tem pra ninguém, Beyoncé é a melhor da década, é muito gata.

Interpretada pela cantora Beyoncé, “Crazy In Love” foi eleita a melhor faixa da década pelos profissionais do semanário especializado em música “NME”.O anúncio foi feito nesta quarta-feira. Lançada em 2003, “Crazy In Love” traz a participação do rapper Jay-Z, hoje marido de Beyoncé. Veja o clipe a seguir:



Mais um clipe:

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Nesta época, estamos no ano de 2009, muitos negros conseguiram muitas coisas desde o fim da escravidão, muitas realizações na área dos esportes, do cinema e como qualquer outro trabalho, formando advogados, médicos, juízes, etc… Mas ainda não chegamos numa igualdade total  no nosso povo, sendo mestiços ou não, mas somos um país de terceiro mundo ainda, a maioria do nosso povo precisa de auxílio para sobreviver. Mas o negro, como a maioria do povo, deve lutar para sobreviver e aprender, sem esperar dos que estão acima( ou que se acham acima), como políticos, empresários e por aí vai… devemos nos armar com conhecimento e sabedoria, procurar o  estudo, porque sem estudo e conhecimento, realmente ninguém vai a lugar nenhum.
Portanto não devemos esperar que nos dê um lugar, devemos conquistá-lo, porque simplesmente ninguém vai ter motivo e nem condições de tirá-lo de nós.

Atualmente, o dia 20 de novembro, feriado em mais de 200 cidades brasileiras, é celebrado como Dia da Consciência Negra. O dia tem um significado especial para os negros brasileiros que reverenciam Zumbi como o herói que lutou pela liberdade e como um símbolo de liberdade.

O Brasil é formado por várias raças e só por isso somos o que somos

História de Zumbi

Zumbi dos Palmares nasceu no estado de Alagoas no ano de 1655. Foi um dos principais representantes da resistência negra à escravidão na época do Brasil Colonial. Foi líder do Quilombo dos Palmares, comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas. O Quilombo dos Palmares estava localizado na região da Serra da Barriga, que, atualmente, faz parte do município de União dos Palmares (Alagoas). Na época em que Zumbi era líder, o Quilombo dos Palmares alcançou uma população de aproximadamente trinta mil habitantes. Nos quilombos, os negros viviam livres, de acordo com sua cultura, produzindo tudo o que precisavam para viver.

Embora tenha nascido livre, foi capturado quando tinha por volta de sete anos de idade. Entregue a um padre católico, recebeu o batismo e ganhou o nome de Francisco. Aprendeu a língua portuguesa e a religião católica, chegando a ajudar o padre na celebração da missa. Porém, aos 15 anos de idade, voltou para viver no quilombo.

Em 1680, com 25 anos de idade, Zumbi torna-se líder do quilombo dos Palmares, comandando a resistência contra as topas do governo. Durante seu “governo” a comunidade cresce e se fortalece, obtendo várias vitórias contra os soldados portugueses. O líder Zumbi mostra grande habilidade no planejamento e organização do quilombo, além de coragem e conhecimentos militares.

Zumbi é considerado um dos grandes líderes de nossa história. Símbolo da resistência e luta contra a escravidão, lutou pela liberdade de culto, religião e pratica da cultura africana no Brasil Colonial. O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra.

O Quilombo de Palmares

O Quilombo dos Palmares (localizado na atual região de União dos Palmares, Alagoas) era uma comunidade auto-sustentável, um reino (ou república na visão de alguns) formado por escravos negros que haviam escapado das fazendas, prisões e senzalas brasileiras. Ele ocupava uma área próxima ao tamanho de Portugal e situava-se onde era o interior da Bahia, hoje estado de Alagoas. Naquele momento sua população alcançava por volta de trinta mil pessoas.

Por volta de 1678, o governador da Capitania de Pernambuco cansado do longo conflito com o Quilombo de Palmares, se aproximou do líder de Palmares, Ganga Zumba, com uma oferta de paz. Foi oferecida a liberdade para todos os escravos fugidos se o quilombo se submetesse à autoridade da Coroa Portuguesa; a proposta foi aceita, mas Zumbi rejeitou a proposta do governador e desafiou a liderança de Ganga Zumba. Prometendo continuar a resistência contra a opressão portuguesa, Zumbi tornou-se o novo líder do quilombo de Palmares.

Quinze anos após Zumbi ter assumido a liderança, o bandeirante paulista Domingos Jorge Velho foi chamado para organizar a invasão do quilombo. Em 6 de fevereiro de 1694 a capital de Palmares foi destruída e Zumbi ferido. Apesar de ter sobrevivido, foi traído por Antonio Soares, e surpreendido pelo capitão Furtado de Mendonça em seu reduto (talvez a Serra Dois Irmãos). Apunhalado, resiste, mas é morto com 20 guerreiros quase dois anos após a batalha, em 20 de novembro de 1695. Teve a cabeça cortada, salgada e levada ao governador Melo e Castro. Em Recife, a cabeça foi exposta em praça pública, visando desmentir a crença da população sobre a lenda da imortalidade de Zumbi.

Zumbi é hoje, para determinados segmentos da população brasileira, um símbolo de resistência. Em 1995, a data de sua morte foi adotada como o dia da Consciência Negra. É também um dos nomes mais importantes da Capoeira.

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Aqui estão mais alguns pássaros do Pantanal, ainda mais bonitos e curiosos. Existem milhares de aves nesta região, alguns quase em extinção.

Preservar a natureza é necessário, mas parece que muitos não se tocaram ainda dos riscos que podemos estar correndo por desprezar a natureza, o desequilíbrio parece que já está havendo, então para que estes animais não se tornem apenas “bonitos na foto”, devemos tomar cuidado com a natureza.

ARAÇARI CASTANHO

Menores e mais coloridos do que o tucanuçu, os araçaris estão em grupos o ano inteiro. Utilizam pomares e cidades com boa arborização na borda do Pantanal, sendo comuns ao redor do hotel em Porto Cercado. Costumam saquear menos os ninhos de outras aves, restringindo mais sua alimentação a frutos.

O bico é negro na parte de baixo e branco na parte de cima, com um pouco de negro na base. A cabeça é escura, com penas amarronzadas nos lados, destacando a pele nua e cinza azulada ao redor dos olhos, brancos e igualmente chamativos (foto). No peito, uma cinta vermelha cruza o amarelo das partes inferiores. As costas, logo antes da cauda, são vermelhas.

O grupo desloca-se em uma frente pelas árvores, à procura de alimento. Mantém o contato com um assobio fino e penetrante, muito característico. Ao se observar o primeiro araçari, basta procurar com atenção para encontrar os demais. Fazem ninho também em ocos, onde se refugiam para dormir. Os ocos são ninhos antigos de pica-paus ou papagaios, agora usados pelo araçari.

Aparece em todas as matas e cerradões da RPPN. Ao contrário do tucanuçu, não aparecem nas áreas abertas e cerrados do centro da reserva. Outra diferença com o tucanuçu é o seu hábito de deslocarem-se ou elegerem para descanso a parte interna das copas, ficando mesclados com as folhas e dificultando a observação.

Adoram alimentar-se de frutos de embaúba, voltando a mesma árvore por dias seguidos quando há frutos. Junto com os tucanos, estão no grupo dos melhores dispersores de sementes das matas do Pantanal.

ARARA-VERMELHA

Seu cartão de visitas é a bela plumagem vermelha, cor dominante em quase todo o corpo. As asas são azul escuro, com uma faixa esverdeada. As penas da longa cauda, vermelhas, terminam em uma ponta azul. A cara é branca, com linhas de penas pequenas e vermelhas na frente do olho. Bico branco na parte de cima e negro na parte de baixo. Estrutura de bico mais poderosa do que na arara-canindé.

Vive aos casais ou é vista solitária. No Pantanal, não costuma formar bandos, como as outras araras. Fora, é freqüente vê-la em associações maiores. Sua alimentação é variada, com frutos de diversas árvores e cocos. Chega a comer folhas de algumas plantas.

Faz os ninhos em ocos de árvores, muitas vezes ninhos de arara-azul já abandonados em uma estação reprodutiva ou disputados com ela. Devido ao tamanho, necessita de árvores de grande diâmetro, escavando o ninho a cada reprodução para forrá-lo com serragem. Postura de 2 a 3 ovos, com sorte saindo um filhote por ninho a cada ano. O choco é de 28 dias, com o filhote ficando três meses no oco, antes de voar. Sai com a mesma plumagem dos adultos, cauda um pouco menor, olho marrom (claro, no adulto).

Essa arara era freqüente no sudeste do Brasil, tendo ocupado a Mata Atlântica até a década de 80, quando ainda era observada no sul da Bahia e no Espírito Santo. A falta de registros recentes sugerem sua extinção na faixa costeira e no sudeste do Brasil. Locais como Serra das Araras, no Rio de Janeiro e Araraquara, em São Paulo, foram denominações originadas pela sua presença.

No norte de Mato Grosso, além dessa espécie de arara-vermelha, ocorre a Arara-canga Ara macao. Muito parecida, não detectada fora da Floresta Amazônica, a principal diferença é a faixa amarela sobre a asa, onde a arara-vermelha possui penas verdes.

BIGUÁ

Grande ave aquática, adulto totalmente escuro, com o juvenil pardo. No período reprodutivo, como na foto, os adultos apresentam os cantos do bico delimitado por penas brancas, bem como uma mecha de penas da mesma cor atrás do olho. Os olhos são verde claros com raias quase brancas.

É um parente distante dos pelicanos. Alimenta-se exclusivamente de peixes. Sua forma de pescaria é especial. Nada ativamente atrás dos peixes sob a água e, para facilitar seu deslocamento subaquático, as penas perdem parte da sua impermeabilidade, molhando-se. Dessa forma, para poder voar depois dos longos mergulhos, ficam pousados nas margens ou em árvores próximas à água, com as asas abertas ao sol. Nos seus vôos pós-mergulhos longos, precedem seu deslocamento até locais expostos com um comportamento curioso.

Ficam nadando na superfície e batendo as asas seguidamente, para secá-las um pouco e ganhar sustentação.

Esses vôos de saída da água são lentos e difíceis, ao contrário do que ocorre quando estão com as penas secas. Normalmente, deslocam-se em várias altitudes, desde próximo à água até grandes alturas. Nos vôos matinais para chegar a locais de pesca, costumam voar em bandos com formato de V, semelhantes a patos, sendo muitas vezes confundidos com esses. A observação detalhada logo separa os dois, devido ao ritmo de batimento de asas e formato geral da ave, onde a cauda é mais longa proporcionalmente ao corpo do que nos patos.

Seu período reprodutivo no Pantanal inicia-se ainda no período de cheias, quando ocupam os ninhais coletivos e produzem um alarido semelhante ao de porcos. Ano após ano reocupam áreas tradicionais e na região da reserva existem dois ninhais ativos. O maior está na baía da Moranguinha. Ocupados a partir do mês de fevereiro como locais de pouso noturno, em alguns anos começam a nidificar em seguida. Uma de suas áreas prediletas de alimentação é o Riozinho, onde podem ser vistas linhas de vôo contínuas desde os ninhais até baixarem nas águas, para uma pesca individual ou coletiva. No final de julho, é possível encontrar concentrações de centenas de biguás no Riozinho, alguns praticando a pesca coletiva. Nessa modalidade de pesca, o bando de biguás vai nadando na superfície de maneira coordenada e, ocasionalmente, mergulham algumas aves. Vão, pouco a pouco, encurralando um cardume junto à margem ou em um braço de corixo mais raso, quando todos mergulham juntos e pescam seus peixes.

Depois de setembro, reduzem seus números na região da reserva, embora exemplares isolados possam ser observados ao longo de todo o ano no local. Muito freqüente no rio Cuiabá, corixos e baías associados a esse sistema, é menos comum no rio São Lourenço, provavelmente devido à falta de baías e corixos desse último na área da reserva. Também as águas do São Lourenço são geralmente mais turvas, em função dos sedimentos vindos da região de Rondonópolis, o que pode dificultar a visão dos biguás sob a água.

CANÁRIO DA TERRA

Uma das aves mais conhecidas no país por ser mantido em gaiolas. A pressão de captura já ocasionou o seu desaparecimento de várias áreas. Também a alteração ambiental é um fator negativo em parte de sua antiga ocorrência. Apesar disso, coloniza áreas de chácaras e fazendas onde não é capturado. Além do canto, procurado para as rinhas de briga de canários. Essa utilização ilícita é feita aproveitando-se a combatividade natural da espécie no período reprodutivo. Cada casal estabelece um território, com os machos e fêmeas atacando os respectivos sexos para afastá-los do local.

Faz seus ninhos em ocos, buracos em paredes, forros ou nos ninhos de joão-de-barro abandonados. Leva palhas, penas e outros materiais para tecer uma tigela no interior do buraco, chocando até 4 ovos. O macho canta seguidamente, declarando o território ocupado. É um canto formado por várias sílabas altas, repetidas seguidamente (chamado de canto de estalo), com interrupções no meio e retomadas. A fêmea também canta.

Áudio com o canto do canário da terra:

Os pais alimentam os filhotes e esses saem do ninho parecidos com a fêmea. Conforme a região do país existe uma plumagem diferente. No Pantanal, as fêmeas são levemente mais escuras do que os juvenis, tendo penas amareladas no corpo, asa e cauda, além das laterais do corpo fortemente riscadas. Já os machos pantaneiros são de plumagem onde o amarelo domina, com tom esverdeado nas partes superiores. Nessa região há uma série de riscas negras. Na cabeça, sobre os olhos, o cartão de visitas da espécie com o forte laranja de próximo ao bico, tornando-se amarelo em uma listra superciliar.

CARDEAL DO BANHADO

Observado exclusivamente nos brejos com piri, gosta de pousar em locais expostos para tomar sol pela manhã ou quando qualquer coisa perturba a área. As cores, forma do corpo e comprimento do bico são inconfundíveis. Cabeça e peito vermelho alaranjados intensos (mesma cor nas penas da perna, menos visíveis) contrastam fortemente com o negro fechado do corpo (foto). As aves juvenis são cinza escuro uniforme, algumas já apresentando penas vermelhas. Graças às cores recebeu os nomes comuns, por lembrar fardamento militar antigo.

O Pantanal é o limite de distribuição norte da população da bacia platina, estando a RPPN em um dos extremos de ocorrência em direção nordeste (afora um registro em Gurupi, estado do Tocantins). Pouco comum na planície, costuma ser mais notado nas proximidades do rio Paraguai, em direção a Porto Murtinho.

Vive solitário. O canto é um chamado elaborado, conforme é regra entre as aves dessa família. Mistura chamados de vários tons, alguns baixos e outros muito agudos. Em geral, está calado no Pantanal.

Na RPPN é anotado nos pirizais da região sul e em alguns pontos das partes central e norte com esse tipo de brejo. Considerado residente, mas muitos pirizais secam com a baixa das águas e o capitão deve movimentar-se para locais ainda embrejados, já que desaparece das áreas onde foi observado na cheia. A amplitude desses movimentos ainda não foi estabelecida.

EMA

Maior ave do continente e uma das mais antigas, com fósseis de 40 milhões de anos. Seus parentes mais próximos estão na África (avestruzes) e Austrália (casuares e emus). Os ancestrais da ema eram aves voadoras, mas evoluíram usando a corrida como principal forma de fuga de predadores. Perderam a capacidade de vôo com o desenvolvimento corporal; o macho chega a 34 quilos de peso. Suas antigas penas de vôo alteraram-se para estruturas macias, as quais são usadas para a corte das fêmeas e ajudam a dar equilíbrio nas corridas (até 60 km/h), com mudança repentina de direção. Essas penas foram muito utilizadas na fabricação de espanadores, havendo uma caça comercial regular da ema até a década de 1960 para retirada das penas. A carne não era utilizada. Cria facilmente em cativeiro e adapta-se à presença humana, desde que não haja perseguição ou cachorros. Os índios bororós associam a forma do Cruzeiro do Sul à ema. Os ovos são muito apreciados pelos pantaneiros para alimentação.

Vivem em grupos a maior parte do ano. Na foto, um macho, com seu característico pescoço negro mais forte e mais extenso do que suas parceiras. Também é um pouco maior do que as fêmeas. No período reprodutivo, os machos começam a emitir um urro forte e contínuo, parecendo um boi, vindo daí o nome indígena de Nhandu. Reúnem várias fêmeas em um harém e todas botam os ovos em um grande ninho. Ele é escavado pelo macho no chão, encoberto por capinzal e próximo a um capão de mata, sendo forrado com capins e folhas. Feita a postura, as fêmeas deixam para o macho a tarefa de chocar os ovos e cuidar dos filhotes, procurando o território de outro macho para novo acasalamento.

Alimentam-se principalmente de folhas, complementando com insetos e pequenos vertebrados. Comem pequenas pedras para auxiliar a moela a digerir os componentes mais duros da dieta, vindo daí o dito “estômago de avestruz” para significar que come qualquer coisa. Outra característica associada à ema e à avestruz é a idéia de que frente ao perigo, enterram a cabeça. Talvez seja derivado do hábito que têm de dormir com o pescoço para a frente, sobre a terra ou do fato de se esconderem atrás de moitas, deitando-se no solo com a cabeça sobre a terra.

Embora nadem com facilidade, preferem as áreas mais secas do Pantanal para viver. Na reserva estão mais presentes nas áreas de cerrado estacionalmente inundável da parte central.

GAVIÃO TESOURA

Um dos mais espetaculares gaviões, devido ao perfil formado pela longa cauda negra em “V” (foto). O corpo é delgado, com pés e pernas muito pequenos.

Costuma ser gregário, com bandos de até 15 gaviões-tesoura voando juntos. Sua habilidade de vôo é impressionante, manobrando rapidamente sobre a copa das árvores ou passando logo abaixo delas. Ali busca seu alimento, onde misturam-se aves, pequenos lagartos, cobras arborícolas e lagartas. Costuma apanhar frutos nas árvores, nesses rápidos vôos de passagem. Também captura, em vôo, insetos. Come suas presas no ar.

Possui uma subespécie residente no Brasil e, de agosto/setembro a fevereiro, chega a subespécie da América do Norte. Essa última, reproduz-se do norte do México até a costa leste dos Estados Unidos, migrando para o sul e sudeste do Brasil, conforme a recuperação de aves anilhadas.

Na RPPN, é uma ave de passagem ocasional, sobrevoando a copa das matas ribeirinhas ou a grande altura. Seu movimento migratório principal para o sul ocorre em agosto, início de setembro, retornando em fevereiro, sendo esses os períodos mais prováveis de observação na reserva.

JAPU-GUAÇU

A maior ave da família no Pantanal, os machos impressionam pelo tamanho e pela diferença de porte em relação às fêmeas. Fazem ninhos em bolsas trançadas, colocando-as na ponta de galhos ou folhas de palmeira altas, em locais bem expostos. Galhos sobre os rios Cuiabá e São Lourenço podem ser ocupados, destacando os ninhos na paisagem.

Os machos iniciam o trançado, fazendo uma base, mas logo abandonam a tarefa e deixam às fêmeas o trabalho principal de tecelagem de duas ou três semanas. São utilizadas fibras vegetais, com preferência para as fitas de folhas de palmeiras, retiradas com o bico. A entrada fica próxima ao ponto de apoio e, com o peso da ave chocando ou dos filhotes no interior, as fibras são repuxadas e fecham-na, uma proteção contra predadores. Medem até um metro de comprimento. O trançado é resistente, durando meses ao sol e à chuva, mesmo após os ninhos serem abandonados. Somente a fêmea choca e cuida dos filhotes.

Os machos ficam cantando seguidamente na colônia, formando pequenos haréns. O canto é especial, com uma série de ruídos diferentes de qualquer ave. Em vôo ou para dar o alarme, possuem um grasnado rápido, usado para comunicar-se com os outros japus.

Durante o dia, buscam alimento de forma solitária ou em pequenos grupos. Procuram invertebrados, néctar, frutos e flores no meio da folhagem, às vezes em locais e alturas inesperadas pelo tamanho da ave. Usam pomares, onde podem causar danos para pequenos agricultores. Entram nas cidades pantaneiras, em visitas rápidas, quando há oferta de frutas nas árvores.

Além do tamanho, é inconfundível o contraste do corpo com as penas amarelas da cauda (somente as centrais são negras). O tom amarronzado da base da cauda (foto) é pouco visível na natureza. Por outro lado, o enorme bico pontudo e de cor marfim chama a atenção. As aves adultas possuem o olho azul piscina, sendo marrom escuro nos juvenis.

Habitam as matas ciliares, matas secas e cerradões. Deslocam-se grandes distâncias entre pontos de dormida e áreas de alimentação. No final da tarde começam a voar para as áreas de dormida, juntando-se pouco a pouco até chegar a algumas dezenas ou centenas. Concentrações tão grandes formam-se entre maio e julho, atraindo também japuíras e guiraúnas. Ocorrem em toda a RPPN, embora não utilizem muito os cerrados das partes central e norte. Pode ser visto nos jardins do hotel, em Porto Cercado.

MARIA-COCÁ

Domina no macho a coloração negra, enquanto na fêmea ela é amarronzada. Entretanto, o macho é todo barrado (razão de um dos nomes comuns), exceto pelo negro uniforme do alto da cabeça, enquanto a fêmea possui somente os lados da cabeça estriados. Na ave adulta, o olho é branco com leve tom amarelado (marrom avermelhado nos juvenis).

Também mantém as penas da cabeça eriçadas boa parte do tempo, em um topete muito destacado. Vivem em casais, às vezes com os filhotes da estação reprodutiva. Costumam freqüentar as capoeiras, bordas da mata ciliar, cerradões e matas secas, raramente entrando alguns metros na vegetação mais alta. Percorrem a parte central e alta dos arbustos, caçando invertebrados e mantendo contato com piados graves.

Ocasionalmente, em bandos mistos. Cantam o ano inteiro, emitindo o chamado territorial com maior constância entre julho e dezembro. Grave como na choca, embora muito mais curto e terminando com uma nota alta. Na região da RPPN é traduzido como maria-cocá. Comportamento reprodutivo como na espécie anterior, construindo seus ninhos nas bordas da mata e nos arbustos. Ampla distribuição no Brasil (todo o Pantanal), com os contrastes de cores da plumagem e cor do olho variando de região a região.

MUTUM

A maior ave da família no Pantanal, o mutum passa a grande parte do dia no solo da mata ou nas proximidades dos capões. Ao amanhecer e no final da tarde, pode ser visto nas praias ou nas estradas pantaneiras.

Alimenta-se de flores caídas de ipês (piúvas), frutos no chão e invertebrados. Empoleira-se a meia altura, durante a noite ou nas horas mais quentes do dia. O ninho, uma grande maçaroca de galhos e folhas, é construído a 3 ou mais metros de altura do chão, camuflado por folhas da árvore de sustentação. Postura de dois ovos, chocados ao longo de um mês. Os filhotes voam atrás dos pais no segundo dia de vida, sendo a reprodução no final da seca e início da temporada de chuvas.

O nome mutum vem do canto territorial do macho, um som gutural, alto. Mais freqüente de julho a dezembro, embora possa ser escutado em qualquer mês do ano. No período reprodutivo, começa a cantar na madrugada, ainda escuro e prossegue, com grandes intervalos, até o meio da manhã. Canta tanto empoleirado, como no solo, virando a cabeça para o chão, entreabrindo as asas e expulsando o ar pela traquéia, em movimentos ritmados do corpo.

Além desse chamado, macho e fêmea possuem um assobio alto e curto, usado como alarme. Responde, quando imitado.

Vive aos casais, sendo raro encontrá-lo isolado. Muito territoriais, somente aceitam os filhotes juntos por algum tempo, sendo logo expulsos da área, ao atingirem o tamanho dos pais.

O contraste das cores da plumagem dos dois sexos é marcante (foto). Macho todo negro, com a barriga e ventre brancos. A pele nua em volta das narinas é amarelo vivo, em contraste com o negro do bico. Cauda longa e negra, com a uma pequena ponta branca. Já a fêmea é mais colorida, embora o negro domine no dorso. Possui uma série de finas listras brancas nas costas e parte do peito, com a barriga e ventre amarelados. A crista, formada por penas sempre eriçadas, é branca, com pontas negras. A pele das narinas é escura, como o bico e cabeça, às vezes com alguns pontos amarelos. Os filhotes nascem com uma plumagem especial, muito colorida, logo trocada para a plumagem do sexo correspondente.

Apesar de ser uma ave procurada como caça, no Pantanal é bastante freqüente. Nos lugares onde não é perseguida, aproxima-se das casas e vêm ao terreiro comer junto com a criação doméstica.

PICA-PAU

Macho e fêmea diferem pelas distribuição de cores da cabeça. No macho (foto) grande capuz vermelho, com negro só na garganta. Uma pequena área branca e preta parece uma orelha. O branco lateral inicia-se no pescoço. Na fêmea, o branco lateral começa no bico. Na testa e por todo a parte alta da cabeça, uma faixa negra.

Para separar do pica-pau anterior, sob boa luz é possível ver o tom marfim do bico (escurecido em Dryocopus lineatus). Nas costas, a faixa branca dessa espécie une-se no centro, formando um “V”. Na anterior, as duas faixas são paralelas e não se encontram. A faixa negra da cara não engloba os olhos em Campephilus melanoleucus, enquanto na anterior os olhos estão dentro da larga faixa negra.

Tamborilar territorial mais curto, com duas ou três batidas separadas, sem formar o efeito acelerado da anterior. Igualmente, risada alta de contato e território (mais curta).

Faz ninhos em árvores grandes da mata, algumas vezes usando a cicatriz de um galho caído para iniciar a escavação. Seus ninhos, após abandonados ou ainda ocupados, são procurados por outras aves grandes, mamíferos ou répteis para reprodução ou descanso. As araras dependem dessa e da espécie anterior para terem ocos.

Também ocupa árvores menores na borda da mata ou em murundus isolados. É o pica-pau maior mais facilmente observado na RPPN e região.

PRÍNCIPE NEGRO

Esse é o periquito típico das áreas de Chaco do centro do continente. O Pantanal é o seu limite norte e leste de distribuição, sendo pouco freqüente na RPPN, em virtude da localização próxima à borda de ocorrência. Podem ser observados em vários ambientes abertos, sujeitos à inundação periódica. Possuem, preferência, no entanto, pelos carandazais (a associação entre palmeiras carandás), formação ausente da RPPN. Ocorrem, com maior frequência, na área do Riozinho e rio Cuiabá.

O contraste entre o negro de grande parte da cabeça e bico com o verde do corpo é sua característica principal, sendo uma combinação de cores rara entre os psitacídeos. O peito é levemente azulado, com os calções vermelhos (foto). As longas penas das asas e cauda são negras.

Vive em bandos de poucos até dezenas de indivíduos. Mesmo no período reprodutivo, continua a viver nessas associações. Vários príncipes-negros inspecionam um potencial oco antes da postura dos ovos. Postura de 4 ovos; é desconhecido se mais indivíduos auxiliam o casal a tomar conta dos ovos e filhotes.

Comem frutos, coquinhos, flores e sementes, algumas vezes no solo. Gostam de mangas amadurecendo. Geralmente, pousam em arbustos baixos. Qualquer sinal de alarme dado no grupo faz com que todos levantem vôo e circulem a área. Seus gritos são fortes, altos, graves e parecidos com a jandaia-coroinha.

DANÇADOR

Os contrastes de cores do macho são únicos entre as aves da RPPN. O tom de vermelho fogo intensifica-se no alto da cabeça e pescoço, estendendo-se pelo peito (foto). Todo o restante é amarelo vivo, em oposição ao negro do resto das costas e asas. A cauda é curta e pequena para o tamanho do corpo, produzindo uma silhueta característica. A fêmea é toda esverdeada, com tom mais amarelado na barriga (foto). Nos dois sexos, os olhos são brancos, mais destacados na fêmea devido à cor verde escura dominante.

Vivem no interior da mata do Bebe, sendo raro conseguir observá-los bem, apesar das cores. Andam na região abaixo das árvores até cerca de 1 metro do chão, pousando em galhos expostos ou no meio da folhagem. Possuem um vôo rápido e, ao pousarem, ficam imóveis por alguns segundos, dificultando a localização.

Uma outra espécie de Dançador, com uma plumagem azulada:

Ao contrário do soldadinho, os machos possuem uma arena de dança (vindo daí o nome dançador em português e tangará em tupi, com o mesmo significado), onde as fêmeas vem procurar o seu par. Em algumas ocasiões, dois machos exibem-se na arena, mas o dominante é quem acasala. Após a cópula, a fêmea volta à sua área de vida para construir o ninho, chocar os ovos e cuidar dos filhotes sozinha. As arenas são tradicionais e, mesmo fora do período reprodutivo, os machos as visitam e dançam, procurando manter as melhores posições durante todo o ano. Uma vez localizadas, fica mais fácil de encontrar essa ave única.

Além das matas secas do Pantanal, ocorre em toda a Amazônia ao sul do rio Amazonas, matas ciliares maiores e matas secas de todo o centro-oeste, parte do interior de São Paulo e norte do Paraná (nesses últimos estados, já bastante raro, devido ao desmatamento).

TUCANO

Os tucanos são, junto com as araras e papagaios, um dos símbolos mais marcantes das aves do continente sul-americano. Seu colorido, o formato e tamanho do bico chamam a atenção com facilidade, tornando-os inconfundíveis.

O tucanuçu é o maior deles, vivendo em todo o Brasil Central e partes da Amazônia. No Pantanal está a sua maior população, podendo ser encontrado até no interior das cidades, em rápidas visitas a pomares e árvores com frutos. Além dessa fonte alimentar, caçam insetos, pequenos vertebrados e não hesitam em saquear os ninhos de outras espécies, comendo ovos e filhotes. Devido a essa característica, são prontamente perseguidos pelas aves em período reprodutivo. De setembro a novembro é comum observarmos os tucanos voando e um grupo de aves atacando-os duramente, chegando a arrancar tufos de penas de suas costas.

O bico corresponde a quase metade do tamanho do tucanuçu, destacando-se pela sua cor amarelo alaranjada com algumas faixas avermelhadas e grande mancha negra na ponta (no adulto – foto). Apesar do tamanho, é muito leve, devido à estrutura interna, onde existem grandes espaços vazios. O tucano usa-o com grande habilidade, apanhando desde pequenas presas até separando pedaços de alimentos maiores. Suas bordas são serrilhadas e a força do tucano corresponde a seu tamanho. Para ingerir o alimento, lança-o para trás e para cima, em direção à garganta, enquanto abre o bico para o alto.

Usa ocos de árvores para colocar seus dois ovos por postura. Ocupa locais abertos por outras aves, em especial araras e papagaios. Os filhotes nascem sem penas e ainda de olhos fechados. Saem do ninho após cerca de 45 dias de nascidos, menos coloridos do que os pais e com bico todo amarelo.

Vivem em casais no período reprodutivo, formando bandos após a saída dos filhotes dos ninhos. Comunicam-se com chamados graves, parecendo um pouco o mugido do gado (vindo daí o nome goiano de tucano-boi). Os ocos também são usados para dormir, quando a grande ave dobra-se de tal forma que diminui o seu tamanho em dois terços. Inicialmente, coloca o bico sobre as costas e, em seguida, cobre-se com a cauda. Essa posição de dormida também é usada quando dorme no meio das folhas da parte superior da copa das árvores.

SÃO-JOÃOZINHO

O macho, em plumagem de reprodução, é inconfundível. O vermelho vivo da parte ventral contrasta com o dorso escuro (foto). Atrás dos olhos, uma linha escura reforça o contraste e torna-o único. Na fêmea, no macho juvenil e no macho adulto, entre março e julho, a plumagem da região ventral é cinza clara com estrias mais escuras. Barriga com penas levemente róseo alaranjado ou amareladas (juvenis) ou avermelhadas (foto). A linha escura atrás dos olhos presente, com o dorso em tom escuro, embora menos contrastante do que na plumagem reprodutiva.

A população pantaneira é migratória, chegando a partir de maio, vindo do sul do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. O nome comum de Barão do Melgaço indica a chegada próxima à festa de São João, no final de junho, quando é mais notado. O nome verão é dado no sul do Brasil, indicando a chegada, por lá, no período em que o tempo esquenta, após o inverno.

A maior parte das aves migra mais ao norte, até a Amazônia. Apesar da literatura considerar o Pantanal como área de nidificação, na RPPN estão de passagem ou durante o inverno austral. Os últimos são anotados em setembro. A maioria migra para o sul em agosto (logo depois dos machos adquirirem a plumagem vistosa), onde irão se reproduzir.

Além das cores, destaca-se por seu hábito de pousar em galhos expostos, cercas e fios. Dali, voa e captura insetos em vôo, retornando ao poleiro favorito. Ocupa os ambientes abertos, desde campos, praias de rio com arbustos até cerrado e bordas de vegetação florestal. Não penetra em áreas com adensamento de vegetação. Observado em toda a RPPN, é comum nas partes central, norte e na região de campos entre o Riozinho e o rio Cuiabá. Utiliza ambientes criados pelas mãos humanas, sendo notável nos jardins do hotel em Porto Cercado. Pode ser observado na periferia e jardins de cidades como Poconé e Cuiabá, por exemplo.

Pássaros do Pantanal – Primeira Parte

Fonte: SESC (Guia de pássaros do Pantanal)

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magoas2A mágoa realmente é uma coisa que empaca as nossas vidas, em qualquer área, sendo sentimental ou profissional e alimentá-la realmente pode causar um desconforto imenso e o mais grave, causar doenças.

Eu particularmente não quero mais alimentar mágoas de certa pessoa, mas é difícil não pensar nisso, mas se pararmos para pensar, nos magoamos demais com as pessoas que mais gostamos, será que não idealizamos e esperamos  demais daquela pessoa, achando que a ela é a oitava maravilha do mundo, e na verdade ela tem os mesmos defeitos de que todos nós temos?

Idealizar e venerar muito uma pessoa sem conhecê-la de verdade, pode causar muitos problemas emocionais e consequentemente, algumas doenças.

Segundo a psicóloga americana Louise l. Hay, todas as doenças que temos são criadas por nós.

Afirma ela, que somos 100% responsáveis por tudo de ruim que acontece no nosso organismo.

Todas as doenças tem origem num estado de não-perdão, diz Louise L. Hay. Sempre que estamos doentes, necessitamos descobrir a quem precisamos perdoar.

Quando estamos empacados num certo ponto, significa que precisamos perdoar mais . Pesar, tristeza, raiva e vingança são sentimentos que vieram de um espaço onde não houve perdão. Perdoar dissolve o ressentimento. A seguir, você vai conhecer uma relação de algumas doenças e suas prováveis causas, elaboradas pela psicóloga Louise.

Reflita, vale a pena tentar evitá-las:

DOENÇAS / CAUSAS

AMIDALITE: Emoções reprimidas, criatividade sufocada.

ANOREXIA: Ódio ao externo de si mesmo.

APENDICITE: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.

ARTERIOSCLEROSE: Resistência. Recusa em ver o bem.

ARTRITE: Crítica conservada por longo tempo.

ASMA: Sentimento contido, choro reprimido.

BRONQUITE: Ambiente familiar inflamado. Gritos, discussões.

CÂNCER: Mágoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.

COLESTEROL: Medo de aceitar a alegria.

DERRAME: Resistência. Rejeição à vida.

DIABETES: Tristeza profunda.

DIARRÉIA: Medo, rejeição, fuga.

DOR DE CABEÇA: Autocrítica, falta de autovalorização.

DOR NOS JOELHOS: medo de recomeçar, medo de seguir em frente

ENXAQUECA: Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.

FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro (a).

FRIGIDEZ: Medo. Negação do prazer.

GASTRITE: Incerteza profunda. Sensação de condenação.

HEMORRÓIDAS: Medo de prazos determinados. Raiva do passado.

HEPATITE: Raiva, ódio. Resistência a mudanças.

INSÔNIA: Medo, culpa.

LABIRINTITE: Medo de não estar no controle.

MENINGITE: Tumulto interior. Falta de apoio.

NÓDULOS: Ressentimento, frustração. Ego ferido.

PELE (ACNE): Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.

PNEUMONIA: Desespero. Cansaço da vida.

PRESSÃO ALTA: Problema emocional duradouro não resolvido.

PRESSÃO BAIXA: Falta de amor quando criança. Derrotismo.

PRISÃO DE VENTRE: Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro suficiente.

PULMÕES: Medo de absorver a vida.

QUISTOS: Alimentar mágoa. Falsa evolução.

RESFRIADOS: Confusão mental, desordem, mágoas.

REUMATISMO: Sentir-se vitima. Falta de amor. Amargura.

RINITE ALÉRGICA: Congestão emocional. Culpa, crença em perseguição.

RINS : medo da crítica, do fracasso, desapontamento.

SINUSITE: Irritação com pessoa próxima.

TIRÓIDE: Humilhação.

TUMORES: Alimentar mágoas. Acumular remorsos.

ÚLCERAS: Medo. Crença de não ser bom o bastante.

VARIZES: Desencorajamento. Sentir-se sobrecarregado.

Curioso não?

Por isso vamos tomar cuidado com os nosso sentimentos… principalmente daqueles que escondemos de nós.

‘Quem esconde os sentimentos, retarda o crescimento da Alma’.

Remédios indicados: Auto Estima, Perdão, Amor.

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wp1024_parque_vitoria_regiaParque Vitória Régia

Já pensou num lugar com quase  toda aquela agitação de São Paulo, com um comércio onde milhões são gerados, lugares bonitos, mulheres bonitas e com todos os problemas da cidade grande, como o trânsito por exemplo, acho ser uma das únicas coisas chatas, difícil estacionar naquela cidade, mas os estacionamentos até que são bem baratos, vale a pena deixar o carro lá.

Realmente eu não tenho idéia de como esta cidade é imensa em todos os sentidos, um lugar onde tudo acontece, hoje havia um pastor pregando para ninguém na praça, nenhuma alma viva parou para ouvir o cara, mas ele permanecia lá como se todos estivessem ouvindo, parece que certas pessoas para muitos são invisíveis.

Noutro dia, no mesmo lugar na praça, havia alguns latinos tocando aquele instrumento latino que eu acho ser de bambús, um som muito legal, característica latina, (tudo latino, rs) esses pelo menos, havia gente ouvindo, coisas de cidade grande.

Para quem mora no interior do interior, aquela cidade é uma maravilha, principalmente para os negócios, como no meu caso, mas é só o começo para mim.

Sempre gostei daquela cidade, quem sabe um dia eu me mude pra lá, já temos até terreno.

Como toda cidade grande, o aspecto cultural também é muito favorecido, para quem é músico é um campo vasto a ser explorado, barzinhos, gravadoras, shows, etc e tal, afinal já disseram que devemos ir aonde o povo está, e para que não é músico também é legal, Lulu Santos, Ivete Sangalo, Djavan e por aí vai…

Lulu Santos em Bauru:

Dionne Warwick em Bauru:

Tempinho bom quando ia de trem para Bauru, muito bom viajar de trem, só no Brasil, que  praticamente, foi abandonada a  ferrovia. Será que ninguém ainda não viu os interesses de alguns setores dos transportes do nosso país em acabar com este meio de locomoção.

E por falar em trem, este video mostra a estação de Bauru em 1988:

Mas a cidade realmente é sem limites, espero conhecê-la dos pés a cabeça um dia.

Bauru – Cidade sem limites

Calcadao_de_Bauru_SP_Brasil_01Calçadão da Batista

Bauru é um município brasileiro do estado de São Paulo. Fundado em 1896, a uma altitude de 526 m, é hoje centro de um território de 673,5 km², onde vivem 355.675 (estimativa feita em 2000) habitantes.

Após 1850, na procura de novas terras para ocupação e colonização, pioneiros paulistas e mineiros começam a explorar a vasta região situada entre a Serra de Botucatu, o Rio Tietê, o Rio Paranapanema e Rio Paraná, até então habitado por grupos de índigenas Kaingang.

Em 1856 Felicíssimo Antonio Pereira, provindo de Minas Gerais, adquire terras e estabelece próximo ao atual centro de Bauru a Fazenda das Flores. Anos depois, em 1884, essa fazenda (também chamada de Campos Novos de Bauru) teria parte de sua área desmembrada para a formação do arraial de São Sebastião do Bauru.

O distrito progride, mesmo sujeito a ataques dos nativos Kaingang e relativamente isolado do resto do Estado, e torna-se distrito de Agudos em 1888. A chegada de migrantes oriundos do leste paulista e de Minas Gerais leva à emancipação da cidade em 1 de agosto de 1896.

O novo município sobrevive do cultivo do café, mesmo tendo terras mais fracas e inférteis que o restante do estado. Em 1906 é escolhido como ponto de partida da ferrovia Noroeste do Brasil, ligando a cidade a Corumbá e à Bolívia.

Durante a primeira metade do século XX Bauru torna-se o principal pólo econômico da vasta região compreendida pelo Oeste Paulista, Norte do Paraná e Mato Grosso do Sul.

Bauru recebeu nas primeiras décadas do século XX levas de imigrantes de várias partes do mundo, com destaque para os italianos, espanhóis, portugueses e japoneses. O entroncamento rodo-ferroviário no qual se situa, fez atrair ainda imigrantes sírios, libaneses, alemães, franceses, chineses e judeus de diversas nacionalidades. Mais recentemente, passou a receber bolivianos, argentinos, chilenos, palestinos e norte-americanos, tornando-se uma das cidades mais cosmopolitas do Interior Paulista.

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Este aspecto do cosmopolitismo bauruense é denotado ainda hoje pelas diversas instituições de origem imigrante existentes no município, entre elas a Associação Luso-Brasileira (AALB), o Clube Nipo-Brasileiro, a Associação Cultural Dante Alighieri, o antigo Cine Capri, a Associação Cultural Miguel de Cervantes, o Tenrikyo, o extinto Fuentes, a Festa das Nações e o próprio eixo urbanístico denominado Nações Unidas, integrado por avenidas, parque com lago e anfiteatro, várias praças etc.

Existem algumas hipóteses para explicar a origem do nome do município. Uma das mais aceitas foi proposta por Ismael Marinho Falcão, que viveu durante muitos anos com os índios Kaigang, que habitavam essa região.

Origem do nome

bauruBauru – Cidade sem limites

De acordo com Ismael, a região era conhecida como ubauru, devido à abundância de uma erva denominada ubá, usada para confeccionar cestas, e uru, uma ave parente da galinha.

Outras hipóteses dizem que o nome teria vindo de mbai-yuru, que quer dizer “queda de água” ou “rio de grande inclinação”, ou ybá-uru, que quer dizer “cesta de frutas”, ou bauruz, que era como os índios que habitavam as margens do rio Batalha eram conhecidos.

Teodoro Sampaio dizia que Bauru é corrupção de “upaú-ru”, ou “upaú-r-y, designando rio da lagoa. Do Tupi: de “Upá” ou “Upaú”, lago, lagoa, água represada, e “U”, o mesmo que “I”, água corrente, rio, líquido, etc.

Segundo o historiador Correia das Neves, em seu livro “No velho Bauru”, o “r” entrou por eufonia, considerando esse o nome que melhor traduz e exprime a o significado da palavra Bauru na língua tupi.

Esportes

vistacamponoroesteCampo do Noroeste

O município é sede do Esporte Clube Noroeste, também conhecido como Norusca, uma das equipes mais tradicionais do futebol do interior paulista. Seu estádio é o Estádio Alfredo de Castilho, com capacidade para 18.840 espectadores.

Foi na cidade que Pelé iniciou sua carreira, atuando nas categorias infanto-juvenil do Bauru Atlético Clube, ou BAC, antes de se transferir para o Santos. Atualmente o clube conta com uma sede de campo. A sede central do BAC foi demolida para ceder espaço a rede de supermercados Tauste, de Marília.

Economia

A relativa infertilidade de suas terras, e a facilidade de transporte provocada pelo entroncamento rodo-ferroviário existente no município levaram ao setor de serviços e comércio a ser a principal atividade econômica do município.

A agricultura é incipiente, baseando-se no cultivo do abacaxi e frutas tropicais. A pecuária sempre esteve presente no município e a cana-de-açúcar ganhou espaço nos últimos anos, com a instalação de diversas usinas no interior paulista.

O setor industrial é representado por indústrias de transformação, metal-mecânica e alimentícias. Nos setores gráfico e alimentício, Bauru possui empresas líderes nacionais de seus setores, com grande volume de exportações e comércio interno.

sanduicheFamoso sanduíche Bauru

Bauru também é conhecida por um sanduíche, que leva o mesmo nome, Bauru, criado por Casimiro Pinto Neto em uma um bar de São Paulo, Ponto Chic, em 1934, quando era aluno da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, e mais tarde impulsionado pelo “Zé do Esquinão”. A receita, apesar de mudar muito em outras regiões do estado, tem de base: pão francês, rosbife, fatias de tomate, picles e queijo derretido.

Educação

UNESP 10Campus da Unesp

É um município com grande atividade universitária. Além de campus da Universidade de São Paulo (onde funciona a Faculdade de Odontologia de Bauru, considerada a melhor faculdade de Odontologia do Brasil e a terceira melhor do mundo) e da Universidade Estadual Paulista – Unesp, que possui na cidade seu maior campus, em número de cursos e alunos (19 cursos e mais de 6 mil estudantes) e 4 faculdades: Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC); Faculdade de Engenharia de Bauru (FEB) e Faculdade de Ciências (FC), e mais recentemente a Faculdade de Tecnologia de Bauru (FATEC). Funciona em Bauru também a Universidade do Sagrado Coração – USC, a Instituição Toledo de Ensino (ITE), a Universidade Paulista (UNIP), Instituto de Ensino Superior de Bauru (IESB), as Faculdades Integradas de Bauru (FIB) e a Faculdade Fênix/Anhanguera Educacional.

No município há também grande número de cursos técnicos. As principais escolas são o Colégio Técnico Industrial (CTI), da Unesp, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI),o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), o Colégio Liceu Noroeste e, desde 2006, a ETEC Rodrigues de Abreu (administrada pelo Centro Paula Souza e governo do estado), que ministra os cursos técnicos de Administração, Enfermagem, Logística, Informática e Segurança do Trabalho.

Zoológico de Bauru

fotos_Zoo

Fundado em 24/08/1980, o zoológico é formado por uma floresta natural com preservação total de sua vegetação. Abriga um grande número de animais brasileiros e busca também a preservação de várias espécies.

Possui aquário, pinguinário e uma área reservada para répteis. Tem como prioridade quatro objetivos: a educação, a conservação, a pesquisa e o lazer.

O Jardim Botânico Municipal de Bauru possui mais de 340 hectares onde são preservados um pouco do que era a a cidade de Bauru antes da urbanização. É um verdadeiro refúgio para a vida silvestre, localizado junto do Zoo Bauru.

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Juarez Barcellos

Educação musical

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