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Archive for janeiro \31\UTC 2012

Para inaugurar esta série de super carros, vou começar com um que está sendo fabricado no Brasil e que é um tremendo carro.  Esse modelo analisado, é do ano de lançamento no Brasil em 2010, claro que não deu para chegar nem perto do carrão, então pesquisei no site do primo rico, rs.

CHEVROLET CAMARO

Fonte Quatro Rodas

Lançado nos Estados Unidos, em 2009, o atual Chevrolet Camaro tornou-se um símbolo da resistência e do resgate dos valores da General Motors em meio à crise que colocou a indústria automobilística americana em xeque. Agora o Camaro chega ao Brasil em um clima bem diferente, mas sua missão será parecida. Por aqui, a GM quer fazer dele uma espécie de vitrine em que poderá mostrar sua expertise em criação, desenvolvimento e produção. Ela não espera vender grandes volumes, mas quer que ele seja um porta-estandarte e atraia as atenções dos consumidores para outros carros da marca.

Inspirado em sua primeira geração (1967 a 1969), a quinta geração está sob medida para essa missão de show car. Com visual imponente, ele impressiona. A frente, que não segue o novo padrão visual da marca, inaugurado pelo Malibu, é provocadora. O design lembra uma águia americana, com bico desenhado pelo vinco central e olhar predador, obra do conjunto de faróis. Visto pela lateral, suas linhas são limpas, mas as formas são volumosas e dão musculatura à carroceria, que se apoia sobre grandes rodas de aro 20.

O Camaro é um carro grande. São 4,83 metros de comprimento, por 1,92 de largura e 1,37 de altura. Por dentro, a GM anuncia quatro lugares, mas trata-se de um cupê 2+2, como sempre foi. Atrás, não há espaço e os bancos são meras simulações. Mas os fãs da marca não têm motivo para reclamar. Esta edição traz todos os elementos de estilo que marcaram o Camaro ao longo do tempo, como os mostradores redondos em molduras quadradas, o volante de três raios e os instrumentos auxiliares (bateria, pressão e temperatura do óleo e da transmissão) instalados no console. Os bancos são confortáveis como poltronas – o que é bom para a tradição, mas ruim para um tipo de condução mais esportivo, uma vez que eles não apoiam bem o corpo, na lateral. O do motorista tem ajustes elétricos, mas no do carona eles são mecânicos.

Mesmo confortável, a posição de dirigir é esportiva. Estar ao volante de um Camaro é diferente de guiar um BMW M3, que parece vestir o motorista. Mas seu volante se encaixa bem nas mãos, os pedais estão alinhados e a ergonomia é bem resolvida. A cabine do Camaro é larga e bem espaçosa, um conforto confirmado pelo baixo nível de ruído. Nós não medimos o volume desta vez, mas podemos afirmar que a carroceria está bem isolada e que a maior fonte geradora de ruído é aerodinâmica, quando o carro está acima de 120 km/h. Mesmo assim, é um barulho que não incomoda. Ao contrário, contribui para a sensação de que o carro se movimenta rapidamente. O “áudio” do V8 é mais facilmente percebido por quem está do lado de fora – posso garantir que seu rumor atua como bom “cabo eleitoral” do Camaro nas ruas. As surpresas não param por aí. A direção parece leve e excessivamente sensível, no início. Mas, depois que se acostuma com seu peso, ela transmite confiança. A suspensão (McPherson na frente e multilink atrás) também engana porque, apesar da calibragem macia, segura o carro com competência em curvas, mudanças repentinas de direção e frenagens – com a ajuda dos pneus 245/45 R20 na frente e 275/40 R20 atrás.

O Camaro foi desenvolvido sobre a plataforma global da GM (chamada Zeta) que serve de base para carros grandes equipados com tração traseira e suspensões independentes. Sua arquitetura básica veio do sedã esportivo Holden G8, fabricado na Austrália, com algumas mudanças, como o entre-eixos encurtado em 15,2 cm para deixar o carro mais ágil e fácil de manobrar. As colunas dianteiras recuaram 7,6 cm e, para dar maior rigidez ao conjunto, barras e travessas foram reforçadas. Ao que parece essas medidas surtiram efeito. Nós não dirigimos o G8, mas podemos afirmar que o Camaro é um carro de reações rápidas para o seu tamanho e bem firme e obediente. E nos surpreendeu com a capacidade de fazer curvas, em trechos de serra, sem a intervenção da eletrônica.

O motor escolhido para a versão SS, a oferecida no Brasil, foi o V8 (L99) de 406 cv. Ele veio do Corvette, acompanhado do câmbio automático de seis marchas. Na pista, esse casamento pareceu harmonioso, uma vez que o Camaro andou bem sem beber demais. Na aceleração, o tempo de 0 a 100 km/h foi de 5,6 segundos, sendo que o melhor desempenho foi conseguido com o câmbio no modo manual e os controles de tração e estabilidade desligados. Nessas condições, a velocidade de 100 km/h era atingida em primeira, enquanto no modo automático, e com os controles eletrônicos acionados, a segunda marcha entrava a 58 km/h. Por outro lado, sem os controles era preciso dosar o pé: bastava levar o giro a 2 000 rpm para os pneus girarem em falso e fazerem o carro patinar. Para quem gosta de ver sair fumaça dos pneus, a imagem é interessante, mas o tempo da arrancada aumenta muito. Curioso notar que, mesmo com os controles ligados e no modo automático, se você pisa fundo, o carro arranca após breve destracionada.

No consumo, não houve sustos. A média ficou em 6,2 km/l na cidade e 9,8 km/l na estrada – quase o mesmo do Chrysler 300C, com 6,2 e 10 km/l, respectivamente. Como no rival, o V8 do Camaro conta com sistema de corte de alimentação de metade dos cilindros, quando não necessita de potência plena.

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO

O ajuste fino dos sistemas resultou em um comportamento surpreendente.

MOTOR E CÂMBIO

O motor tem rendimento eficiente. Câmbio permite as trocas no modo manual por meio de comandos no volante.

CARROCERIA

O design é bonito, imponente e bem cuidado, nos mínimos detalhes.

VIDA A BORDO

O espaço interno é amplo, mas não há acomodações para quatro pessoas, como a fábrica anuncia.

SEGURANÇA

Airbags, ABS e ESP são itens de série.

O Camaro é um cupê 2+2 de grande porte. O design, inspirado nos modelos da primeira geração, é um de seus pontos fortes. A sofisticação da suspensão é outro.

FICHA TÉCNICA

Motor: dianteiro / longitudinal / V8
Cilindrada: 6 162 cm3
Potência: 406
Torque: 56,7
Câmbio: sequencial / 6 marchas / traseira
Peso: 1 755
Peso/potência: 4,3
Peso/torque: 30,9
Porta-malas/caçamba: 320
Tanque: 72
Suspensão dianteira: duplo A
Suspensão traseira: multilink
Freios: discos ventilados com ABS
Direção: hidráulica / pinhão e cremalheira
Pneus: 245/45 R20 na frente / 275/40 R20 atrás
Consumo urbano: 6,2
Consumo rodoviário: 9,8
0 a 100 km/h: 5,6
0 a 1000 m: 24,6
Retomada 40 a 80 em 3ª (ou D): 2,7
Retomada 60 a 100 em 4ª (ou D): 2,7
Retomada 80 a 120 em 5ª (ou D): 3,4
Velocidade máxima: 250
Frenagem: 120/80/60 km/h a 0 (m); 53,9 / 22,8 / 13,4

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Quando fui fazer um download esta semana, apareceu esta imagem acima, levei um susto! Mas não era a mim que procuravam, e sim os donos do site Megaupload que foi bloqueado pela justiça americana.

Este site era um dos maiores e melhores para baixar games e filmes(piratas é claro), mas um dia a casa iria cair mesmo, segundo vários sites de notícias, não foi só por disponibilizar links de games e filmes que o site foi para o espaço.

Leia a reportagem completa no site GIZMODO BRASIL:

O governo americano, com a ajuda da polícia de outros países, fechou o Megaupload.com com o espetáculo de um cybertira em um dia de fúria. Mas por que o Megaupload? E por que agora? Há vários outros serviços de armazenamento que não se importam com o tipo de conteúdo que você coloca lá: HulkShare, MediaFire, YouSendIt e 4shared (este, mais popular no Brasil que o MU). Todos eles são exemplos clássicos de compartilhamento na internet e funcionavam mais ou menos do mesmo jeito. Bom, em parte porque eles são menores globalmente que o Megaupload, e também porque eles são mais espertos (vide a mudança do modus operandi nos últimos dias). Mas principalmente porque eles não operam como chefões do narcotráfico com total desprezo pela lei.

Video sobre a prisão dos donos do site:

As 72 páginas de relatório do inquérito instaurado pelo Departamento de Justiça dos EUA contra o Megaupload – ou, como é chamado no documento, a “Mega Conspiração” – ilumina uma operação que envolve muito dinheiro, opulência e desleixo. A turma da Mega Conspiração – que se espalhava por continentes e era liderada pelo playboy-gordinho-milionário-golpista Kim Dotcom – era abertamente rica por causa de música protegida por copyright, e tiravam onda disso. Eles eram claros em suas intenções de extrair dinheiro de episódios dos Simpsons e discos do 50 Cent, recompensando os seus usuários que mais subiam conteúdo pirata, lavando dinheiro através do site, e gastando o dinheiro das formas mais evidentes possíveis.

E os agentes federais têm provas de tudo isso.

De todas as coisas que ajudaram a pintar um alvo gigantesco nas costas do Megaupload, a mais óbvia foi o seu tamanho. O Megaupload está longe de ser um site qualquer; ele consumiu incríveis 4% de todo o tráfego da internet com seus 50 milhões de visitantes diários. Havia outros lugares para acertar a flechada, mas o Megaupload era o centro do alvo do tamanho de um prato, brilhante: eles ganhavam milhões sem muito esforço, apenas com publicidade, e supostamente teriam causado prejuízos de US$ 500 milhões (é bem comum o MPAA inflar este número, de todo modo). A Mega Conspiração parecia ser boa demais pra ser verdade, ao menos para os seus donos.

O volume absurdo de dados e dinheiro já era suficiente para chamar a atenção da Força Tarefa de Propriedade Intelectual do Departamento de Justiça; a partir daí, não foi difícil de fazer os agentes federais arregalarem os olhos. O site não tinha palavras piscando “COMPARTILHE SUAS COISAS PIRATAS COM A GENTE”, mas seus motivos eram claros. De acordo com o indiciamento, o site queria boas e variadas coisas pirateadas. O documento chega a concluir que o Mega sabia que tinha vídeos e músicas que infringiam direitos autorais em seus servidores, e queria que isso fosse baixado o máximo de vezes possível, para gerar mais receita publicitária. Então eles subornaram os usuários para fazerem isso para eles, de acordo com o relatório:

A Mega Conspiração realmente ofereceu incentivos financeiros para os usuários premium postarem seus links em outros sites através do programa “Uploader Rewards”, que garantiu a vasta distribuição dos links do Megaupload.com através da internet e um inventário de conteúdo popular nos servidores da Mega Conspiração.

Os benefícios eram entregues em forma de upgrades de conta premium, que permitiam download mais rápido e, em alguns casos, dinheiro. Grana de verdade.

O inquérito chega a descrever como o dinheiro era espalhado pela presença internacional do Megaupload, com milhões de dólares sendo transferidos entre Hong Kong, EUA, Europa e Nova Zelândia. Um pedaço desse dinheiro voltou para crescer a operação do Megaupload, ou foi usado para pagar os super-usuários. A Mega grana também serviu como uma prática maneira de lavar dinheiro, como o departamento de justiça acusa claramente no inquérito.

Além de tudo isso, um pedaço grande do dinheiro foi simplesmente pro bolso dos caras. Só em 2010, Kim Dotcom, o fundador cruzamento de Dr. Robotnik com Larry Flint, embolsou US$ 42 milhões. O seu apreço por mulheres, coisas muito caras e excesso é bem documentada. No fim do ano passado, na sua tentativa de convencer (ou subornar) as autoridades da Nova Zelândia do seu direito de comprar a mansão que morava, ele investiu 500 mil dólares em fogos de artifício para a cidade de Auckland. Só porque ele podia. Aos olhos da polícia, ele era um bandido que fazia questão de aparecer demais. E se você está se coçando para punir alguém pela pirataria, por que ir atrás de mais um nerdizinho por trás do qualquer, quando você pode pegar o figurão lavando dinheiro ao redor do mundo e comprando seu próprio show de fogos de artifício?

E mesmo assim, a história de pirataria do Megaupload rolava há tempos, e o materialismo obeso de Dotcom já tinha alguns anos de história. Por que semana passada? A jornalista Molly Wood, da CNET, tem uma teoria meio conspiratória que parece fazer sentido. Obviamente, está relacionada ao SOPA. As fontes dele disseram que a operação tinha como um dos focos despertar a ira do Anonymous e mostrar como é necessário policiar os “cyberterroristas”. Armadilha ou não, o Anonymous agiu, derrubando sites pelo mundo.

UPDATE: Há uma outra teoria, aparentemente mais crível: as gravadoras teriam se sentido ameaçadas pelo anúncio do MegaBox, um serviço de download legal de música anunciado por Kim Dotcom em dezembro. A estratégia do serviço seria dar 90% do dinheiro pago pelo download diretamente ao artista (em vez de 70% pago à gravadora, no caso do iTunes) e ainda uma parte da grana arrecadada com publicidade provinda dos downloads piratas. A história parecia boa demais para ser verdade (especialmente pela escolha de “parceiros” sem consentimento deles) e não foi recebida com muita empolgação nem pelos próprios artistas, receosos pela, digamos, “falta de transparência” e passado de Kim, como se pode ver por essa discussão no Digital Music News. Ainda assim, teoricamente é algo assustador para a indústria: um serviço com um alcance gigantesco, dando mais dinheiro para os artistas. Se isso seria o catalisador para dar cabo a uma ação sendo ensaiada há dois anos? Difícil dizer, mas é mais uma teoria. (Obrigado, João Paulo!)

Independentemente de qual a teoria correta, os agentes da justiça – especialmente os que tem como missão zelar pela propriedade intelectual – querem mais poder para matar sites como o Megaupload. Parece que eles não conseguirão através de novas leis, então pintar um alvo de uma maneira bastante pública e dramática é uma boa maneira de dizer “ei, nós não precisamos dessa sua sopa!”

Se este é o caso, o Departamento de Justiça deve estar sendo sufocado pela ironia. A destruição do Megaupload sem o SOPA prova quão fora de propósito era a lei pra início de conversa. Estes últimos dias são os “dias da guerra do copyright”, mas a decisão de explodir o rei da violação de direitos autorais de maneira tão espetacular apenas prova o quanto que a justiça não precisa de bombas maiores.

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                      Gostaria de chegar nesta idade com a minha velhinha

Como saber se uma mulher realmente te ama, ou no caso das mulheres os homens?

Como saber que você pode confiar naquela pessoa? Como saber se você não está jogando a sua vida fora com alguém que não te ama e consequentemente te trai?

Isso eu não sou capaz de responder sozinho.

Osho, líder espiritual indiano e filósofo, descreve com belas palavras, o que é o amor e as diversas fases que pode ter:

Existem três camadas no indivíduo humano: sua fisiologia, o corpo; sua psicologia, a mente; e seu ser, seu eu eterno. Amor pode existir em todos os três planos, mas suas qualidades serão diferentes.

No plano da fisiologia, do corpo, é simples sexualidade. Você pode chamar isso de amor, porque a palavra ‘amor’ parece ser poética, bela. Mas noventa e nove por cento das pessoas estão chamando o sexo delas de amor. Sexo é biológico, psicológico. Sua química, seus hormônios – tudo que é material está envolvido nisso.

Você se apaixona por um homem ou por uma mulher. Você pode descrever exatamente porque essa mulher lhe atraiu? Certamente você não pode ver o eu dela, você ainda nem viu seu próprio eu. Você também não pode ver a psicologia dela, porque para ler a mente de alguém não é uma tarefa fácil. Então o que é que você viu nessa mulher?

Alguma coisa na sua fisiologia, na sua química, nos seus hormônios, se sente atraído pelos hormônios, pela fisiologia, pela química da mulher. Isso não é um caso de amor; isso é um caso químico. Pense bem: a mulher por quem você se apaixonou vai ao médico, muda de sexo, deixa a barba e o bigode crescerem. Você ainda fica apaixonado por ela? Nada mudou, somente a química, os hormônios. Para onde foi seu amor?

Somente um por cento das pessoas conhece um pouco mais profundamente. Poetas, pintores, músicos, dançarinos, cantores têm uma sensibilidade que faz com que eles possam sentir além do corpo. Eles podem sentir as belezas da mente, as sensibilidades do coração, porque eles próprios vivem nesse plano.

Lembre-se que isso é uma regra básica: onde quer que você viva, você não pode ver além disso. Se você vive no seu corpo, se você pensar que é somente seu corpo, você só pode ser atraído pelo corpo de alguém. Esse é o estágio fisiológico do amor.

Porém, um músico, um poeta, vivem num plano diferente. Ele não pensa, ele sente. E devido a que ele vive no coração dele, ele pode sentir o coração de outra pessoa. Isso é geralmente chamado de amor. Isso é raro. Estou dizendo talvez somente um por cento, de vez em quando.

Por que muitos não estão se movendo para o segundo plano se este é tremendamente belo? Mas há um problema: qualquer coisa muito bonita é também muito delicada. Não é um objeto duro, é feito de vidro muito frágil. E uma vez que um espelho cai e se quebra, então não há como reuni-lo novamente.

As pessoas temem se envolverem muito e alcançar as delicadas camadas do amor, porque nesse estágio o amor é tremendamente belo mas também tremendamente mutante.

Sentimentos não são pedras, são como rosas. É melhor ter uma rosa de plástico, porque ela estará sempre lá e todo dia você pode banhá-la e ela estará fresca. Você pode colocar algum perfume francês nela. Se a cor dela desaparecer você pode pintá-la novamente. Plástico é uma das coisas mais indestrutíveis no mundo. Ela é estável, permanente; assim as pessoas param no fisiológico. É superficial, mas é estável.

Poetas e artistas são conhecidos por se apaixonarem todos os dias. O amor deles é como uma rosa. Enquanto está presente ela é tão perfumada, tão viva, dançando ao vento, na chuva, no sol, declarando suas belezas. Mas à noite ela se vai, e você não pode fazer nada para impedir isso.

O mais profundo amor do coração é somente como uma brisa que chega no seu quarto, traz sua frescura, serenidade, e então se vai. Você não pode segurar o vento em suas mãos. Bem poucas pessoas são tão corajosas para viver de momento a momento, uma vida mutante. Daí, elas decidirem se entregarem a um amor do qual elas possam depender.

Eu não sei que tipo de amor você conhece – muito provavelmente o primeiro tipo, talvez, o segundo tipo. E você teme que se você alcançar seu ser, o que acontecerá ao seu amor? Certamente ele se vai – mas você não será um perdedor. Um novo tipo de amor irá surgir o qual, talvez, só acontece a uma pessoa em milhões. Esse amor só pode ser chamado de amorosidade.

O primeiro amor deve ser chamado de sexo. O segundo amor deve ser chamado de amor. O terceiro deve ser chamado de amorosidade – uma qualidade, não direcionada – não possessiva e que não permite ninguém mais lhe possuir. Essa qualidade amorosa é uma revolução tão radical que mesmo concebê-la é muito difícil.

Jornalistas têm me perguntado: “Por que tem tantas mulheres aqui?”. Obviamente, a questão é relevante, e eles ficam chocados quando lhes respondo. Eles não estavam preparados para a resposta. Eu disse a eles: “Sou um homem”. Eles olharam para mim, incrédulos.

Eu disse: “É natural que muito mais mulheres estejam aqui, pela simples razão de que tudo que elas conheceram na vida delas foi sexo, ou em raros casos, talvez alguns momentos de amor. Mas elas nunca chegaram a conhecer o sabor da amorosidade”. Eu disse para esses jornalistas: “Mesmo os homens que vocês vêem aqui desenvolveram muitas qualidades femininas neles que estavam reprimidas pela sociedade exterior”.

Desde o princípio é dito a um menino: “Você é um menino, não uma menina. Comporte-se como um menino! Lágrimas caem bem numa menina, mas não para você. Seja macho”. Assim todo menino vai eliminando suas qualidades femininas. E tudo que é belo é feminino.Então finalmente o que resta é somente um animal selvagem. Toda a função dele é reproduzir filhos.

A menina não é permitida ter qualquer coisa com qualidades masculinas. Se ela quiser subir numa árvore ela será impedida imediatamente: “Isso é para meninos, não para meninas!” Estranho! Se a menina possui o desejo de subir na árvore, isso é prova suficiente para ela ter permissão.

Todas as sociedades criaram roupas diferentes para os homens e para as mulheres. Isso não está certo; porque todo homem é também uma mulher. Ele veio de duas fontes: o pai e a mãe. Ambos contribuíram para seu ser. E toda mulher é também um homem. Nós destruímos ambos.

A mulher perdeu toda a coragem, aventura, raciocínio, lógica, porque essas são tidas como qualidades masculinas. E o homem perdeu a graça, sensibilidade, delicadeza. Ambos se tornaram metades. Esse é um dos maiores problemas que temos que resolver – pelo menos para nosso povo.

Meus sannyasins precisam ser ambos: metade homem, metade mulher. Isso os tornará mais ricos. Eles irão ter todas as qualidades que estão disponíveis aos seres humanos, não apenas a metade.

No nível do ser, você simplesmente tem uma fragrância de amorosidade.

Os jornalistas me perguntaram: “Você ama Sheela?”. Eu disse: “É claro. Mas eu amo tantas mulheres que nem mesmo sei o nome delas. E não somente mulheres – amo tantos homens, porque eles também são metade mulher”. Em um milhão de sannyasins ao redor do mundo, eu não posso apontar para uma só pessoa e dizer: “Essa é a pessoa que amo”.

Só posso dizer: “Eu amo”. Quem quer que esteja pronto para receber meu amor… está disponível. Então não tenham receio.

Seu medo está certo: o que você tem como amor irá embora, mas o que virá no lugar é imenso, infinito. Você será capaz de amar sem ficar apegado. Você será capaz de amar muitas pessoas porque amar uma pessoa só é manter a si mesmo pobre. Uma pessoa pode dar uma certa experiência de amor, mas amar muitas pessoas…

Você ficará surpreso que cada pessoa lhe dá um novo sentimento, uma nova canção, um novo êxtase. Consequentemente, sou contra o casamento. Na minha visão, casamentos na comuna devem ser dissolvidos. Pessoas podem viver juntas por toda a vida se quiserem, mas isso não é uma necessidade legal.

Pessoas devem se movimentar, ter tantas experiências de amor quanto possível. Não devem ser possessivos. Possessividade destrói o amor. E eles não devem ser possessivos porque isso novamente destrói ser amor.

Todos os seres humanos são dignos de serem amados. Não há nenhuma necessidade de ficar acorrentado a uma pessoa por toda sua vida. Essa é uma das razões do porquê todas as pessoas ao redor do mundo parecem tão entediadas.

Porque elas não podem sorrir como você? Porque elas não podem dançar como você? Elas estão acorrentadas com correntes invisíveis: casamento, família, marido, esposa, filhos. Elas estão sobrecarregadas com todo tipo de deveres, responsabilidades, sacrifícios. E você quer que eles sorriam e dancem e se alegrem? Você está pedindo o impossível.

Torne o amor das pessoas livre, torne as pessoas não-possessivas. Mas isso só pode acontecer se na sua meditação você descobrir o seu ser. Não é nada para se praticar. Não estou lhes dizendo: “Hoje à noite você procure uma outra mulher apenas para praticar”. Você não irá conseguir coisa alguma e você pode perder sua esposa. E pela manhã você vai parecer tolo.

Isso não é uma questão de praticar, é uma questão de descobrir o seu ser. A qualidade da amorosidade impessoal segue a descoberta de seu ser. Assim você simplesmente ama.

E isso vai se espalhando. Primeiro, nos seres humanos, depois nos animais, pássaros, árvores, montanhas, estrelas. Um dia chega quando todo esse universo é seu amado. Esse é o nosso potencial. E qualquer um que não estiver realizando isso está desperdiçando sua vida.

Sim, você terá que perder algumas coisas, mas são coisas sem valor. Você estará ganhando tanto que você nunca pensará novamente no que você perdeu. Uma pura amorosidade impessoal que possa penetrar no ser de qualquer um – esse é o resultado da meditação, do silêncio, do mergulhar profundo dentro de seu próprio ser. Estou simplesmente tentando lhe persuadir. Não tenha medo de perder o que você tem.

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Juarez Barcellos

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