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Archive for the ‘história’ Category

 

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Mohandas Karamchand Gandhi nasceu no dia 2 de outubro de 1869, na cidade de Porbandar, na Índia ocidental, hoje estado de Gujarat. Seu pai era o primeiro-ministro local, do mínusculo principado, e a mãe era uma devota vaisnava.

Como era costume em sua cultura nesta época, em maio de 1883 com a idade de 13 anos, a família de Gandhi realizou seu casamento arranjado adulto com a mulher Kasturba Gandhi, de 14 anos, através de um acordo entre as respectivas famílias.

Depois de um pouco de educação indistinta foi decidido que ele deveria ir para a Inglaterra para estudar Direito na University College. Ele ganhou a permissão da mãe, prometendo se abster de vinho, mulheres e carne, mas ele desafiou os regulamentos de sua casta, que proibiam a viagem para a Inglaterra. Cursou a faculdade de Direito em Londres.

Gandhi_and_Kasturbhai_1902Mahatma Gandhi com sua mulher Kasturba Gandhi

Procurando um restaurante vegetariano, havia descoberto na filosofia de Henry Salt um argumento para o vegetarianismo e convenceu-se dessa prática. Ele organizou um clube vegetariano onde se encontravam teósofos e pessoas com interesses altruísticos.

Quando Gandhi voltou à Índia, em 1891, sua mãe havia falecido, e ele, devido a timidez não obteve êxito a exercer sua profissão legal de advogado. Assim, aproveitou a oportunidade que surgiu de ir para África do Sul, durante um ano, representando uma firma hindu de Dada Abdulla em KwaZulu-Natal, em um processo judicial.

Sua estadia na África do Sul, notório local de discriminação racial, despertaram em Gandhi a consciência social. Como advogado, Gandhi fez o melhor para descobrir os fatos. Depois de resolver um caso difícil, ele passou a ter notoriedade por sua atuação. Ele mesmo relata: “eu aprendi a descobrir o lado bom da natureza humana e entrar nos corações dos homens. Eu percebi que a verdadeira função de um advogado era unir partes separadas”.

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Acreditava que o dever do advogado era ajudar o tribunal a descobrir a verdade, não tentar incriminar o inocente. Ao término do ano, durante uma festa de despedida, de retorno à Índia, Gandhi tomou conhecimento que uma lei estava sendo proposta para privar os hindus do voto. Os amigos dele insistiram: “fique e conduza a briga para os direitos de nossos compatriotas na África do Sul.” Gandhi fundou em KwaZulu-Natal o Congresso hindu em 1894, e seus esforços foram uma vigorosa advertência para a imprensa.

Quando Gandhi retornou à África, após buscar a esposa e filhos na Índia em janeiro de 1897, os sul-africanos tentaram interromper suas atividades de maneiras sórdidas. Uma delas foi a tentativa de subornar e ameaçar o agropecuário Dada Abdulla Sheth; mas Dada Abdulla era cliente de Gandhi, e finalmente depois de um período de quarentena, Gandhi recebeu permissão para aterrissar. A turba de espera reconheceu Gandhi, e alguns brancos começaram a espancá-lo até que a esposa do Superintendente Policial veio ao salvamento dele. A turba ameaçou linchá-lo, mas Gandhi escapou usando um disfarce.

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Depois ele se recusou processar os que o haviam espancado, permanecendo firme ao princípio de ego-restrição com respeito a uma pessoa infratora; além de que, tinha sido os líderes da comunidade e do governo de Natal que haviam causado o problema.

Em 1906, o governo britânico declarou guerra contra o Reino Zulu em Natal, Gandhi incentivou os britânicos a recrutar indianos. Ele argumentou que estes deveriam apoiar os esforços de guerra, a fim de legitimar suas reivindicações à cidadania plena. Os britânicos aceitaram oferta de Gandhi para liderar um destacamento de 20 voluntários indianos como um corpo padioleiro para tratar dos soldados feridos. Esse corpo foi comandado por Gandhi e operou por aproximadamente dois meses. A experiência ensinou-lhe que era impossível desafiar diretamente o poder militar do exército britânico, ele decidiu que este só poderia ser resistido de uma forma não-violenta.

Gandhi acabou permanecendo vinte anos na África do Sul defendendo a minoria hindu, liderando a luta de seu povo pelos seus direitos. Ele experimentou o celibato durante trinta anos de sua vida, e em 1906 levou o juramento de Brahmacharya para o resto da vida dele.

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De acordo com uma biografia recente bastante polêmica, Gandhi separou-se em 1908, quando já tinha quatro filhos, para viver com Hermann Kallenbach, um fisiculturista alemão de origem judaica que emigrara para a África do Sul e viria a tornar-se um de seus discípulos mais próximos. Viveram sob o mesmo teto por dois anos, separando-se quando Gandhi retornou à Índia em 1914.

Satyagraha, a força da verdade

O primeiro uso de desobediência civil em massa ocorreu em setembro de 1906. O Governo de Transvaal quis registrar a população hindu inteira. Os hindus formaram uma massa que se encontrou no Teatro Imperial de Joanesburgo;2 eles estavam furiosos com a ordem humilhante, e alguns ameaçaram exercer uma resposta violenta a ordem injusta.

Porém, eles decidiram em grupo a se recusarem a obedecer as providências de inscrição; havia unanimidade, apenas alguns se registraram. Ainda, Gandhi sugeriu aos indianos que levassem um penhor em nome de Deus; embora eles fossem hindus e muçulmanos, todos acreditavam em um e no mesmo Deus. Gandhi decidiu chamar esta técnica de recusar submeter a injustiça de Satyagraha que quer dizer literalmente: “força da verdade”. Uma semana depois de desobediência, as mulheres Asiáticas foram dispensadas do registro. Quando o governo de Transvaal finalmente pôs em pratica o “Ato de Inscrição Asiático” em 1907, Gandhi e vários outros hindus foram presos.

A pena dele foi de dois meses sem trabalho duro, dedicando-se durante esse período à leitura. Durante a vida, Gandhi passaria um total de mais de seis anos como prisioneiro. Enquanto lendo em prisão Gandhi travou contato, por carta, comLeon Tolstoi, um de seus ídolos. O escritor russo com suas ideias libertárias influenciou o indiano e indicou a este a leitura de Henry David Thoreau. Gandhi descobriu então a Desobediência Civil. Também teve papel importante a obra do pensador anarquista Piotr Kropotkin. Logo ele começou a perceber cada vez mais as possibilidades infinitas do “amor universal”.

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O movimento de protesto para a conquista dos direitos indianos na África do Sul continuou crescendo; em um certo ponto foram presos 2.500 indianos dos 13.000 existentes na província, enquanto 6.000 tinham fugido de Transvaal.

Sendo civil aos oponentes durante a desobediência, Gandhi desenvolveu o uso de ahimsa que significa “sem dor” e normalmente é traduzido “não violência”. Gandhi seguiu o Ódio de preceito “o pecado e não o pecador. Desde que nós vivemos espiritualmente, ferir ou atacar outra pessoa são atacar a si mesmo. Embora nós possamos atacar um sistema injusto, nós sempre temos que amar as pessoas envolvidas. Assim ahimsa é a base da procura para verdade”.

Em novembro de 1913 Gandhi conduziu uma marcha com mais de duas mil pessoas. Gandhi foi preso e solto após pagar fiança. Logo após o prenderam novamente e o libertaram, e novamente foi preso depois de quatro dias de liberdade. Foi então condenado ao trabalho forçado durante três meses, mas as greves continuaram, envolvendo aproximadamente 50.000 operários e milhares de indianos foram escravizados na prisão.

Alguns missionários Cristãos doaram todo seu dinheiro para o movimento. Foram libertados Gandhi e outros líderes, e foi anunciada outra marcha. Porém, Gandhi recusou tirar proveito através de umagreve em uma estrada de ferro dos “brancos” (já que certa vez Mahatma Gandhi havia sido expulso de um compartimento de primeira classe de um trem, ao se recusar a “ceder” o seu lugar a um branco e se mover para a terceira classe), sendo que Gandhi cancelou a marcha, apesar de estar “quebrando” o penhor de Sujeira (1908). “Perdão é o ornamento do valente”, Gandhi explicou.

Finalmente através de negociação os assuntos estavam resolvidos. Todos os matrimônios independente da religião eram válidos; os impostos em atraso foram cancelados e inclusive os operários contratados; e foi concedida mais liberdade aos indianos.

Gandhi constatou o poder do método de Satyagraha e profetizou como poderia transformar a civilização moderna. “É uma força que, se ficasse universal, revolucionaria ideais sociais e anularia despotismos e o militarismo.”

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Enquanto isso a Índia ainda estava sofrendo debaixo de regra colonial britânica. Gandhi sugere que a Índia pode ganhar sua independência por meios não violentos e por via da ego-confiança. Ele rejeita a força bruta e sua opressão e declara que a força da alma ou amor e que se mantém a unidade das pessoas em paz e harmonia.

Retorno à Índia

De volta a Índia em 1915, Gandhi passou a exercer o papel de conscientizador da sociedade hindu e muçulmana na luta pacífica pela independência indiana, baseada no uso da não violência. O uso da não violência baseava-se no uso da desobediência civil.

Gandhi estava pronto para morar nas ruas sujas com os intocáveis se necessário, mas um benfeitor anônimo doou bastante dinheiro que duraria um ano. Passa então a ajudar os necessitados e as crianças carentes.

Em 1917 Gandhi ajudou as pessoas que trabalhavam em tecelagens, diante das explorações injusta dos proprietários sobre esses trabalhadores. Ele foi detido, mas logo perceberam que o Mahatma era o único que poderia controlar as multidões.

Reformas foram ganhas novamente por meio da desobediência civil. Os trabalhadores têxteis de Ahmedabad também eram economicamente oprimidos. Gandhi sugeriu uma greve, e como os trabalhadores temiam as consequências dela, ele faz um jejum para encorajar que eles continuem a greve. Gandhi explicou que ele não jejuou para coagir o oponente, mas fortalecer ou reformar esses que o amaram. Ele não acreditou que jejuando resultaria em salários mais altos.

O primeiro desafio de Gandhi contra o governo britânico na Índia estava em resposta contra os poderes arbitrários do “Rowlatt Act” em 1919. A Índia tinha cooperado com a Inglaterra durante a guerra, no entanto estavam sendo reduzidas as liberdades civis.

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Guiado por um sonho ou experiência interna Gandhi decidiu pedir um dia de greve geral. Porém, a filosofia de Mahatma não foi bem entendida pelas massas, e violências estouraram em vários lugares. O Mahatma se arrependeu declarando que tinha feito “um erro de cálculo”, e ele cancelou a campanha.

Gandhi fundou e publicou dois semanários sem anúncios – a “Índia Jovem” eminglês e o “Navajivan” em Gujarati. Em 1920 Gandhi iniciou uma campanha de âmbito nacional de não cooperação com o governo britânico que para o camponês significou o não pagamento de impostos e nenhuma compra de bebida alcoólica, desde que o governo ganhou toda a renda de sua venda.

Gandhi realizou várias viagens ao longo de todo território hindu, com a função de conseguir a conscientização em massa de todas as pessoas, mostrando a necessidade da prática da desobediência civil e do uso da não violência. Durante finais dos anos 20, Gandhi escreve uma autobiografia retratando suas experiências vividas, nesse livro, descreve os erroscometidos, e o esforço de os superar.

Em suas falas ele exibe através dos dedos da mão seu programa de cinco pontos:

  • igualdade;
  • nenhum uso de álcool ou droga;
  • unidade hindu-muçulmano;
  • amizade;
  • e igualdade para as mulheres.

Esses cinco pontos, os cinco dedos representando o sistema, estavam conectados ao pulso, simbolizando a não-violência.

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Finalmente em 1928, ele anunciou uma campanha de Satyagraha em Bardoli contra o aumento de 22% em impostos britânicos. As pessoas se recusaram a pagar os impostos, sendo repreendidas pelo governo britânico. No entanto os indianos continuavam não violentos. Finalmente, após vários meses, os britânicos cancelaram os aumentos, libertaram os prisioneiros, e devolveram as terras epropriedades confiscadas; e os camponeses voltaram a pagar seus tributos.

Ainda nesse ano, o congresso indiano quis a autonomia da Índia e considerou guerra aos ingleses para conseguir esse fim. Gandhi recusou a apoiar uma atitude como esta, porém declarou que se a Índia não se tornasse um Estado independente ao final de 1929, então ele exigiria sua independência.

A “Marcha do Sal”

Por conseguinte, em 1930, Mahatma Gandhi informou, ao vice-rei, que a desobediência civil em massa iniciaria no dia 11 de março. “Minha ambição é nada menos que converter as pessoas britânicas à não violência, e, assim, lhes fazer ver o mal que fizeram para a Índia. “Eu não busco prejudicar as pessoas.” Gandhi decidiu desobedecer as “Leis do Sal” que proibiram os hindus de fazer seu próprio sal; este monopólio britânico golpeou especialmente aos pobres.

Começando com setenta e oito participantes, Gandhi iniciou uma marcha de 124 milhas para o mar que duraria mais de vinte e quatro dias. Milhares tinham se juntado no começo, e vários milhares uniram-se durante a marcha. Primeiro, Gandhi, e, então, outros, juntaram um pouco de água salgada na beira-mar em panelas, deixando-as ao sol para secar. Em Bombaim, o Congresso teve panelas no telhado; 60 000 pessoas juntaram-se ao movimento, e foram presas centenas delas. Em Karachi, onde 50 000 assistiram ao sal sendo feito, a multidão era tão espessa que impedia a polícia de efetuar alguma apreensão. As prisões estavam lotadas com pelo menos 60 000 transgressores. Incrivelmente, lá “não havia praticamente nenhuma violência por parte da população; as pessoas não queriam que Gandhi cancelasse o movimento.

Gandhi foi preso antes de que pudesse invadir os “Trabalhos Dharasana Sal”, mas o amigo dele, Sarojini Naidu, conduziu 2 500 voluntários e os advertiu a não resistir às interferências da polícia. De acordo com uma testemunha ocular, o repórter Miller de Webb, eles continuaram marchando até serem detidos abaixo do aco-shod lathis por quatrocentos policiais, mas eles não tentaram lutar.

Tagore declarou que a Europa tinha perdido a moral e o prestígio na Ásia. Logo, mais de 100 000 hindus estavam na prisão, incluindo quase todos os seus líderes.

Gandhi foi chamado a uma reunião com o vice-rei Irwin em 1931, e eles firmaram um acordo em março. A desobediência civil foi cancelada; foram libertados os prisioneiros;   a fabricação de sal foi permitida na costa; e os líderes do Congresso assistiriam à próxima Conferência de Mesa Redonda em Londres. Para participar desta conferência, Gandhi viajou novamente a Londres, onde conheceu Charlie Chaplin, George Bernard Shaw e Maria Montessori, entre outros. Em transmissão de rádio para os Estados Unidos, ele falou que a força não violenta é um modo mais consistente, humano e digno. Discutindo relações com os britânicos, ele disse que ele não quis somente a independência, mas também a interdependência voluntária baseada no amor.

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Enquanto, preso em 1932, Gandhi entrou em um jejum em nome dos Harijans porque, a eles, tinha sido determinado que formassem um eleitorado separado. Poderia ser um jejum até a morte, a menos que ele pudesse despertar a consciência hindu. O assunto foi resolvido, e até mesmo templos hindus destinados aos “intocáveis” foram abertos pela primeira vez.

No próximo ano, Gandhi fez um jejum de vinte e um dias para purificação, e os funcionários britânicos, amedrontados de que ele pudesse morrer, colocaram-no na prisão. Gandhi anunciou que não se ocuparia da desobediência civil até que sua oração fosse completada.

Mesmo com a Segunda Guerra Mundial se aproximando, Gandhi confirmou seus princípios pacifistas. Ele mostrou como a Abissínia (Etiópia) poderia ter usado a não violência contra Mussolini, e ele a recomendou para os Tchecos e para os chineses. “Se é valente, como é, morrer, a um homem que luta contra preconceitos, é ainda valente se recusar briga e ainda recusar se render ao usurpador”.

Já em 1938, ele exortou os judeus a defender os seus direitos e, se necessário, morrer como mártires. “Uma caçada humana degradante pode ser transformada em uma postura tranquila e determinada, oferecendo-se, aos homens e mulheres desarmados, a força dada a eles por Jehovah.” Mahatma recomendou o uso de métodos não violentos aos britânicos para combater Hitler, já que não podia dar seu apoio a qualquer tipo de guerra ou matança.

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O Congresso prometeu a Gandhi que ele ficaria fora da prisão, mas outros 23 223 indianos foram presos, inclusive Vinoba Bhave, Jawaharlal Nehru e Patel. Em 1942, Gandhi sugeriu modos para resistir não violentamente aos japoneses. Ele propôs, às pessoas japonesas, a causa da “federação mundial da fraternidade, sem a qual não poderia haver nenhuma esperança para a humanidade”.

Porém, Gandhi continuou exercendo umarevolução não violenta para a Índia, e, em 1942, ele e outros líderes foram presos. Ele decidiu jejuar novamente, sendo que apenas ele sobreviveu. Quando a guerra terminou, ele afirmou da necessidade de “uma paz real baseada na liberdade eigualdade de todas as raças e nações”. Nos últimos anos de sua vida, ele havia dito: “violência é criada por desigualdade, a não violência pela igualdade”.

Ele foi a uma peregrinação para Noakhali para ajudar aos pobres. A independênciapara a Índia era agora iminente, mas Jinnah, o líder muçulmano, estava exigindo a criação de um estado separado: o Paquistão. Gandhi prega em favor da unidade etolerância, até mesmo lendo, às reuniões, um Alcorão de orações.

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Os hindus o atacaram porque pensaram que ele era a favor dos muçulmanos, e os muçulmanos exigiram, dele, a criação do Paquistão. Gandhi foi para Calcutá para acalmar a discussão e a violência entre hindus e muçulmanos. Mais uma vez, ele jejuou até que os líderes da comunidade assinaram um acordo para manter a paz. Antes de que eles assinassem, ele os advertiu de que, se se rebelassem, ele jejuaria até a morte. Gandhi, em janeiro de1948, fez muito para acalmar os conflitos entre hindus e muçulmanos, permitindo a divisão da Índia em dois países.

O movimento pela independência indiana

Após a guerra, Gandhi se envolveu com o Congresso Nacional Indiano e com o movimento pela independência. Ganhou notoriedade internacional pela sua políticade desobediência civil e pelo uso do jejum como forma de protesto.

Por esses motivos sua prisão foi decretada diversas vezes pelas autoridades britânicas, prisões às quais sempre se seguiram protestos pela sua libertação (por exemplo, em 18 de março de 1922, quando foi sentenciado a seis anos de prisão por desobediência civil, mas cumpriu apenas dois anos).

Outra estratégia eficiente de Gandhi pela independência foi a política do swadeshi – o boicote a todos os produtos importados, especialmente os produzidos na Inglaterra. Aliada a esta estratégia estava sua proposta de que todos os indianos deveriam vestir o khadi – vestimentas caseiras – ao invés de comprar os produtos têxteis britânicos.

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Gandhi declarava que toda mulher indiana, rica ou pobre, deveria gastar parte do seu dia fabricando o khadi em apoio ao movimento de independência. Esta era uma estratégia para incluir as mulheres no movimento, em um período em que pensava-se que tais atividades não eram apropriadas às mulheres.

Sua posição pró-independência endureceu após o Massacre de Amritsar em 1920, quando soldados britânicos abriram fogo matando centenas de indianos que protestavam pacificamente. e o sal comprado.

Em 8 de Maio de 1933, Gandhi começou um jejum que duraria 21 dias em protesto à opressão britânica contra a Índia. Em Bombaim, no dia 3 de março de 1939, Gandhi jejuou novamente em protesto às regras autoritárias e autocráticas para a Índia.

Segunda Guerra Mundial

Gandhi passou cada vez mais a pregar a independência durante a II Guerra Mundial, através de uma campanha clamando pela saída dos britânicos da Índia (Quit Índia, literalmente Saiam da Índia), que em pouco tempo se tornou o maior movimento pela independência indiana, ocasionando prisões em massa e violência em uma escala inédita.

Gandhi e seus partidários deixaram claro que não apoiariam a causa britânica na guerra a não ser que fosse garantida à Índia independência imediata.

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Durante este tempo, ele até mesmo cogitou um fim do seu apelo à não-violência, de outra forma um princípio intocável, alegando que a “anarquia ordenada” ao redor dele era “pior do que a anarquia real”. Foi então preso em Bombaim pelas forças britânicas em 9 de agosto de 1942 e mantido em cárcere por dois anos.

A divisão da Índia entre hindus e muçulmanos

Gandhi teve grande influência entre as comunidades hindu e muçulmana da Índia. Costuma-se dizer que ele terminava rixas comunais apenas com sua presença. Gandhi posicionou-se veementemente contra qualquer plano que dividisse a Índia em dois estados, o que efetivamente aconteceu, criando a Índia – predominantemente hindu – e o Paquistão – predominantemente muçulmano.

No dia da transferência de poder, Gandhi não celebrou a independência com o resto da Índia, mas ao contrário, lamentou sozinho a partilha do país em Calcutá.

Gandhi tinha iniciado um jejum no dia 13 de janeiro de 1948 em protesto contra as violências cometidas por indianos e paquistaneses. No dia 20 daquele mês, sofreu um atentado: uma bomba foi lançada na sua direção, mas ninguém ficou ferido.

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Entretanto, no dia 30 de janeiro de 1948, Gandhi foi assassinado a tiros, em Nova Déli, por Nathuram Godse, um hindu radical que responsabilizava Gandhi pelo enfraquecimento do novo governo ao insistir no pagamento de certas dívidas ao Paquistão. Godse foi depois julgado, condenado e enforcado, a desrespeito do último pedido de Gandhi que foi justamente a não-punição do seu assassino.

O corpo do Mahatma foi cremado e suas cinzas foram jogadas no rio Ganges.

É significativo sobre a longa busca de Gandhi pelo seu deus o fato das suas últimas palavras serem um mantra popular na concessão hindu de um deus conhecido como Rama: “Hai Ram!” Este mantra é visto como um sinal de inspiração tanto para o espírito como para o idealismo político, associado a uma possibilidade de paz na unificação.

Independência da Índia 

Enfim, antes de sua morte, o trabalho liderado por Mahatma Gandhi nos diversos movimentos, levaram finalmente à Lei de Independência da Índia em 1947, que criou os domínios independentes da Índia e do Paquistão. A Índia permaneceu como um domínio da coroa britânica até 26 de janeiro de 1950, quando a Constituição da Índia entrou em vigor, estabelecendo a República da Índia; o Paquistão permaneceu como um domínio até 1956.

O movimento de independência da Índia foi um movimento de massas, que englobava vários segmentos da sociedade do país. Ele também sofreu um processo constante de evolução ideológica. Embora a ideologia básica do movimento era o anti-colonialismo, que era apoiado por uma visão de desenvolvimento econômico capitalista independente, aliado a uma estrutura política secular, democrática, republicana e com liberdades civis.

Princípios 

A filosofia de Gandhi e suas ideias sobre o satya e o ahimsa foram influenciadas pelo Bhagavad Gita e por crenças hindus e da religião jainista. O conceito de ‘não-violência’ (ahimsa) permaneceu por muito tempo no pensamento religioso da Índia e pode ser encontrado em diversas passagens do textos hindus, budistas e jainistas. Gandhi explica sua filosofia como um modo de vida em sua autobiografia A História de meus Experimentos com a Verdade (As Minhas Experiências com a Verdade, em Portugal) – (The Story of my Experiments with Truth).

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Estritamente vegetariano, escreveu livros sobre o vegetarianismo enquanto estudava direito em Londres (onde encontrou um entusiasta do vegetarianismo,Henry Salt, nos encontros da chamada Sociedade Vegetariana). Ser vegetariano fazia parte das tradições hindus e jainistas. A maioria dos hindus no estado deGujarat eram-no, efetivamente. Gandhi experimentou diversos tipos de alimentaçãoe concluiu que uma dieta deve ser suficiente apenas para satisfazer as necessidades do corpo humano. Jejuava muito, e usava o jejum frequentemente como estratégia política.

Gandhi renunciou ao sexo quando tinha 36 anos de idade e ainda era casado, uma decisão que foi profundamente influenciada pela crença hindu do brahmacharya, ou pureza espiritual e prática, largamente associada ao celibato. Também passava um dia da semana em silêncio. Abster-se de falar, segundo acreditava, lhe trazia paz interior. A mudez tinha origens nas crenças do mouna e do shanti. Nesses dias ele se comunicava com os outros apenas escrevendo.

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Depois de retornar à Índia de sua bem-sucedida carreira de advogado na África do Sul, ele deixou de usar as roupas que representavam riqueza e sucesso. Passou a usar um tipo de roupa que costumava ser usada pelos mais pobres entre os indianos. Promovia o uso de roupas feitas em casas (khadi).

Gandhi e seus seguidores fabricavam artesanalmente os tecidos da própria roupa e usavam esses tecidos em suas vestes; também incentivava os outros a fazer isso, o que representava uma ameaça ao negócio britânico – apesar dos indianos estarem desempregados, em grande parte pela decadência da indústria têxtil, eles eram forçados a comprar roupas feitas em indústrias inglesas. Se os indianos fizessem suas próprias roupas, isso arruinaria a indústria têxtil britânica, ao invés de fortalecê-la.

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O tear manual, símbolo desse ato de afirmação, viria a ser incorporado à bandeirado Congresso Nacional Indiano e à própria bandeira indiana.

Também era contra o sistema convencional de educação em escolas, preferindo acreditar que as crianças aprenderiam mais com seus pais e com a sociedade. Na África do Sul, e outros homens mais velhos formaram um grupo de professores que lecionava diretamente e livremente às crianças.

Fonte: Wikipédia

Dentro do ideal de paz e não-violência que ele defendia, uma de suas frases foi: “Não existe um caminho para paz! A paz é o caminho!”.

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Pouco se sabe hoje em dia sobre a ditadura militar, nossa história não é contada como realmente aconteceu para a população em geral. Os poucos heróis que possuímos, não são conhecidos pela maioria, os que lutaram para democratizar o país. Músicos, cineastas, jornalistas e qualquer pessoa comum que fosse suspeito de conspiração contra o governo, era perseguido e torturado.

Hoje podemos ir aonde quisermos, podemos falar qualquer coisa, seja na TV, na rua, nas redes sociais ou até mesmo em um simples blog.

Houve um tempo que não existia  liberdade, e vários heróis quase anônimos lutaram para o Brasil se tornar o que é hoje. Muitos foram mortos, torturados ou exilados, outros se revoltaram e se tornaram guerrilheiros.

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Forças Armadas na Guerrilha do Araguaia

A ditadura militar foi um mal terrível, foi uma das piores coisas que aconteceram no país, a ponto de um dos heróis ser fuzilado, decapitado como Tiradentes, mas isso em pleno 1974, há apenas 40 anos atrás, no que foi conhecido como Guerrilha do Araguaia, e o herói pouco conhecido em questão foi Osvaldo Orlando da Costa, o Osvaldão(1938 – 1974).

Antes da história deste herói quase anônimo, vamos contar o que foi a Guerrilha do Araguaia.

A Guerrilha do Araguaia

A Guerrilha do Araguaia foi um movimento guerrilheiro existente na região amazônica brasileira, ao longo do rio Araguaia, entre fins da década de 1960 e a primeira metade da década de 1970. Criada peloPartido Comunista do Brasil (PCdoB), tinha por objetivo fomentar uma revolução socialista, a ser iniciada no campo, baseada nas experiências vitoriosas da Revolução Cubana e da Revolução Chinesa.

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José Genuíno participou na época, ainda tinha ideais, agora…

Combatida pelas Forças Armadas a partir de 1972, quando vários de seus integrantes já haviam se estabelecido na região há pelo menos seis anos, o palco das operações de combate entre a guerrilha e os militares se deu onde os estados de Goiás, Pará e Maranhão faziam divisa. Seu nome vem do fato de se localizar às margens do rio Araguaia, próximo às cidades de São Geraldo do Araguaia e Marabá no Pará e de Xambioá, no norte de Goiás (região onde atualmente é o norte do estado de Tocantins, também denominada como Bico do Papagaio).

Estima-se que o movimento que pretendia derrubar o governo militar, tomar o poder fomentando um levante da população, primeiro rural e depois urbana, e instalar um governo comunista no Brasil como havia sido feito em Cuba e na China.

Era composto por cerca de oitenta guerrilheiros sendo que, destes, menos de vinte sobreviveram, entre eles, o ex-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), José Genoíno, que foi detido pelo Exército em 1972, ainda na primeira fase das operações militares. A grande maioria dos combatentes, formada principalmente por ex-estudantes universitários e profissionais liberais, foi morta em combate na selva ou executada após sua prisão pelos militares, durante as operações finais, em 1973 e 1974.  Mais de cinquenta deles são considerados ainda hoje como desaparecidos políticos.

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Um dos últimos jantares dos guerrilheiros

Desconhecida do restante do país à época em que ocorreu, protegida por uma cortina de silêncio e censura a que o movimento e as operações militares contra ela foram submetidos, os detalhes sobre a guerrilha só começaram a aparecer cerca de vinte anos após sua extinção pelas Forças Armadas, já no período de redemocratização.

O Guerrilheiro Osvaldão (Osvaldo Orlando da Costa)

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Osvaldão foi militar antes de guerrilheiro

Filiação: Rita Orlando dos Santos e José Orlando da Costa

Data e local de nascimento: 27/04/1938, Passa Quatro (MG)

Organização política ou atividade: PCdoB

Data do desaparecimento: entre janeiro e abril de 1974

Mineiro de Passa Quatro, Osvaldão, como era conhecido, foi o primeiro quadro do PCdoB a chegar ao Araguaia, entre 1966 e 1967. Negro, 1,98m de altura, forte, era tido como generoso e corajoso, sendo muito respeitado pelos moradores e por seus companheiros. Carismático e temido pelos militares, foi um grande mito da guerrilha entre a população da região, ao lado de Dina.

Entre 1952 e 1954 morou na cidade de São Paulo, onde fez o curso Industrial Básico de Cerâmica na Escola Técnica. Mudou-se para o Rio de Janeiro e se formou na Escola Técnica Federal, como Técnico de Construção de Máquinas e Motores, em 1958. Como atleta, vinculou-se ao Botafogo Futebol e Regatas, onde foi campeão carioca de boxe. Tornou-se oficial da reserva do Exército, após servir no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva – CPOR do Rio de Janeiro.

Viajou para a antiga Tchecoslováquia (atual República Tcheca), onde cursou até o 3º ano de Engenharia de Minas, em Praga. Em sua homenagem, o escritor tcheco Cytrian Ekwensi escreveu, em 1962, o livro O homem que parou a cidade (“Lidé  z  mesta”)..  O guerrilheiro só contou esse segredo, em 1963, à sua irmã Irene Orlando, que recebeu, com uma dedicatória, um exemplar do livro. Por sua militância política, foi obrigado a viver na clandestinidade logo depois de abril de 1964, quando já militava no PCdoB.

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Quando chegou ao Araguaia entrou na mata como garimpeiro e mariscador, tornando-se o maior conhecedor da área entre os militantes do PCdoB ali instalados. No ano de 1969, fixou residência numa posse que adquiriu às margens do Rio Gameleira. Sobre Osvaldão surgiram inúmeras lendas. Sobre sua bondade, sua força, sua coragem e também sobre sua pontaria. Foi comandante do Destacamento B, onde participou com êxito de vários combates. Foi, ao lado de Dina, o mais conhecido dos militantes do PCdoB entre a população do Araguaia.

Estava no acampamento da Comissão Militar quando ocorreu o ataque das Forças Armadas no dia de Natal de 1973, conseguindo escapar. Segundo depoimentos de moradores da região, foi morto em abril de 1974, próximo à Semana Santa, perto de São Domingos. Seu corpo foi dependurado por cordas em um helicóptero que o levou de Saranzal, local onde foi morto, até o acampamento militar de Bacaba e de lá para Xambioá. Na primeira vez em que o cadáver foi içado pelo helicóptero, caiu e fraturou ossos da perna. Posteriormente, sua cabeça foi decepada e exposta em público. Na base militar de Xambioá, seu cadáver foi violado por chutes, pedradas e pauladas dadas pelos militares, sendo finalmente queimado e jogado no buraco conhecido como “Vietnã” (vala situada ao final da pista de pouso da Base Militar de Xambioá), onde eram lançados os mortos e moribundos. Com o término das operações militares, foi feita uma grande terraplanagem para descaracterizar o local.

José Rufino Pinheiro, que durante 6 meses e 16 dias ajudou o Exército na mata, entre 1973 e 1974, afirma ter presenciado a morte de Osvaldão, quando guiava um batalhão com 32 soldados. Segundo declaração prestada por ele, em 05/07/2001, ao Ministério Público Federal em São Domingos do Araguaia, Osvaldão foi morto na capoeira do Pedro Loca, junto da Palestina, por volta de 4 horas da tarde, por Arlindo Piauí, que era guia formado (homem de confiança do Exército). José Rufino conta que Osvaldão, muito magro e com fome, estava de costas, comendo macaxeira sentado num tronco caído, quando foi alvejado. Segundo o guia, ele foi atingido com um tiro só, de uma cartucheira 12, e o corpo foi levado pelo Exército para Xambioá, sendo um dos últimos guerrilheiros a ser morto.

Os relatórios militares trazem datas diferentes das relatadas pelos moradores da região, unânimes na afirmação de que Osvaldão foi morto em abril de 1974. O Relatório do Ministério do Exército, de 1993, aponta como data da morte 07/02/1974, informando ainda que Osvaldão teria realizado curso de guerrilha na Escola Militar de Pequim e que seria responsável pela execução de Pedro Ferreira da Silva, apontado como guerrilheiro, mas na verdade um grileiro de terras e informante das forças de repressão. O Relatório da Marinha, também de 1993, indica 02/01/1974 como data de sua morte. Hugo Studart, em A Lei da Selva, informa que o Dossiê Araguaia registra a morte em abril de 1974, o que coincide com dezenas de depoimentos colhidos entre moradores locais. Studart acrescenta, ainda, que seu corpo foi enterrado no cemitério de Xambioá, mas no ano seguinte foi exumado e levado para ser queimado na Serra das Andorinhas.

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 Dina foi uma das guerrilheiras desaparecidas

O livro de Taís Morais e Eumano Silva, “Operação Araguaia”, discorre sobre suas atividades e sua morte: “Dava especial atenção ao treinamento militar e mostrava-se crítico com o despreparo dos companheiros. Matou um militar em encontro casual na mata e participou da execução de um morador. Tornou-se lenda na área da guerrilha. No imaginário da população, Osvaldão adquiriu fama de imortal. Os soldados inexperientes tremiam de pavor quando ouviam histórias sobre o gigante invencível. Os agentes secretos caçavam o comandante negro e ofereciam recompensa para quem informasse seu paradeiro. O mateiro Arlindo Piauí viu Osvaldão sentado na mata e, antes de qualquer reação do guerrilheiro, atirou e matou o mais famoso dos comunistas do Araguaia. A Marinha registra a morte em 7/2/74. O corpo foi içado pelo helicóptero e mostrado em toda a região antes de ser levado para a Base de Xambioá”.

Documentário sobre a Guerrilha do Araguaia – Parte 1:

Video que comenta sobre a condenação do Brasil pela Corte Interamericana em 2013  a investigar a batalha e o desaparecimento de vários guerrilheiros na Guerrilha do Araguaia:

 

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O jornal The Guardian divulgou uma lista com os 100 melhores jogadores de todas as Copas do Mundo. Com Pelé na primeira colocação, o jornal elegeu 22 jogadores brasileiros entre os 100 maiores da história de todas as Copas.

Para a eleição, o jornal contou com 40 juízes entre ex-jogadores e jornalistas. São seis ex-jogadores, com o alemão Lothar Matthäus e o brasileiro Zico entre eles. Dentre os jornalistas, foram escolhidos correspondentes do jornal inglês pelo mundo, como o brasileiro Fernando Duarte, e especialistas de outros meios.
Além de Pelé, na primeira colocação, o Brasil ainda teve Ronaldo em 4°, Garrincha em 9° e Jairzinho em 13°. Maradona, Beckenbauer e Zidane completaramo top-5 da lista.
Dentre os 20 primeiros, apenas Cruyff, Platini, Eusébio, Maldini e Fontaine não conquistaram uma Copa do Mundo, mas se destacaram por outros motivos.

Algumas colocações podem ser bem contestadas, como Tostão pode estar atrás de Messi e Cristiano Ronaldo? Garrincha não pode ficar atrás de Cruyff, mas os brasileiros são a maioria entre tantas nacionalidades.

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Lista Completa:

1 Pelé; 2 Maradona; 3 Beckenbauer; 4 Ronaldo; 5 Zidane; 6 Cruyff; 7 Matthäus; 8 Müller; 9 Garrincha; 10 Platini; 11 Eusébio; 12 Paolo Maldini; 13 Jairzinho; 14 Bobby Charlton; 15 Xavi; 16 Romário; 17 Just Fontaine; 18 Paolo Rossi; 19 Dino Zoff; 20 Bobby Moore; 21 Puskas; 22 Zico; 23 Ronaldinho; 24 Roberto Baggio; 25 Cafu; 26 Cannavaro; 27 Rivaldo; 28 Zagallo; 29 Johan Neeskens; 30 Lev Yashin; 31 Mario Kempes; 32 Rivelino; 33 Cristiano Ronaldo; 34 Carlos Alberto Torres; 35 Roberto Carlos; 36 Roger Milla; 37 Paul Breitner; 38 Thuram; 39 Rummenigge; 40 Giuseppe Meazza; 41; Gordon Banks; 42 Oliver Kahn; 43 Boniek; 44 Buffon; 45 Passarella; 46 Baresi; 47 Gary Lineker; 48 Djalma Santos; 49 Nilton Santos; 50 Uwe Seeler; 51; Messi; 52 Tostão; 53 Andreas Brehme; 54 Geoff Hurst; 55 Sepp Maier; 56 Stoichkov; 57 Vavá; 58 Kocsic; 59 Figo; 60 Desailly; 61 Hagi; 62 Giuseppe Bergomi; 63 Fritz Walter; 64 Puyol; 65 Iniesta; 66 Paul Gascoigne; 67 Lato; 68 Varela; 69 Juan Schiaffino; 70 Ghiggia; 71 Helmut Rahn; 72 Frank de Boer; 73 Ruud Krol; 74 Figueroa; 75 Leônidas da Silva; 76 Popescu; 77 Cubillas; 78 Okocha; 79 Didi; 80 Gianni Rivera; 81 Sergio Batista; 82 Belanov; 83 Schillaci; 84 Sneijder; 85 Belinni; 86 Del Piero; 87; Luis Monti; 88 Thomas N’Kono; 89 Claudio Gentile; 90 Bebeto; 91 Hector Chumpitaz; 92 Dragan Stojkovic; 93 Matthias Sindelar; 94 Dasayev; 95 Lahn; 96 Klinsmann; 97 Antonio Cabrini; 98 Leonardo; 99 Facchetti; 100 Tomas Brolin.

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Para quem não sabe, Prostituição  é a troca consciente de favores sexuais por dinheiro.

Diz a lenda que é a profissão mais velha do mundo,  existem relatos de até 480 AC, e algumas civilizações tinham um lado até religioso na relação, mas e hoje em dia? Como é relação das mulheres e homens com a prostituição? A igreja condena, muitos nunca admitirão que já tiveram uma relação sexual com uma prostutita, mas muita gente sabe que, muitos iniciaram a vida sexual com uma prostituta, talvez hoje em dia não, porque realmente a liberdade sexual entre jovens, está muito mais liberada ou descontrolada como queiram.

Tem umas mulheres que ganham notoriedade, como Bruna Surfistinha, mas na realidade a grande maioria vive em condições econômicas miseráveis, principalmente as que rodam pelas ruas.

Mas também tem aquelas de luxo, que cobram caro e muito caro por uma relação sexual.

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Então vamos a história:

Fonte: Wikipédia

A sensibilidade sobre o que se considera prostituição pode variar dependendo da sociedade, das circunstâncias onde se dá e da moral aplicável no meio em questão.

A prostituição é reprovada em diversas sociedades, devido a ser contra a moral dominante, à possível disseminação de doenças sexualmente transmissíveis (DST) , por causa de adultério, e pelo impacto negativo que poderá ter nas estruturas familiares (embora os clientes possam ser ou não casados).

Na cultura silvícola de algumas regiões, inclusive no interior da Amazônia, Brasil, e em algumas comunidades isoladas, onde não há a família monogâmica, não existe propriedade privada e por conseguinte não existe a prostituição: o sexo é encarado de forma natural e como uma brincadeira entre os participantes. Já onde houve a entrada da civilização ocidental o fenômeno da prostituição passa a ser observado com a troca de objetos entre brancos e índias em troca de favores sexuais.

Apesar de fortemente disseminada no senso comum, a ideia de que a prostituição seja a profissão mais antiga do mundo não encontra qualquer fundamento histórico ou antropológico, visto que os mais antigos registros de atividades humanas revelam as mais variadas especializações como agricultura e caça, mas raramente revelam indícios de prostituição, que normalmente exige um contexto social posterior.

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Posteriormente, ainda na Antiguidade, em muitas civilizações já desenvolvidas, a prostituição era praticada por meninas como uma espécie de ritual de iniciação quando atingiam a puberdade.

No Egito antigo, na região da Mesopotâmia e na Grécia, via-se que a prática tinha uma ritualização. As prostitutas, consideradas grandes sacerdotisas (portanto sagradas), recebiam honras de verdadeiras divindades e presentes em troca de favores sexuais.

na época em que a Grécia e Roma polarizaram o domínio cultural, as prostitutas eram admiradas, porém tinham que pagar pesados impostos ao Estado para praticarem sua profissão; deveriam também utilizar vestimentas que as identificassem, pois caso contrário eram severamente punidas.

Na Grécia, existia um grupo de cortesãs, chamadas de hetairas, ou heteras, que frequentavam as reuniões dos grandes intelectuais da época. Eram muito ricas, belas, cultas e consideradas de extrema refinação; exerciam grande poder político e eram extremamente respeitadas.

A prostituição era severamente reprimida dentro da cultura judaica. Segundo a lei mosaica, as prostitutas poderiam ser sujeitas a penas severas até com a morte.

Durante a Idade Média houve a tentativa massiva de eliminar a prostituição, impulsionada em parte pela moral cristã mas também no grande surto de DSTs (principalmente sífilis). Em contrapartida, havia o culto ao casamento cortês, onde a política e a economia sobrepujavam aos sentimentos, e as uniões eram arranjadas somente por interesse (que por si só já poder-se-ia considerar como prostituição), reforçam ainda mais a prostituição.

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Com o advento da Revolução Industrial, houve um crescimento na prostituição. As mulheres de então passaram a somar à força de trabalho, e como as condições eram desumanas, muitas passaram a prostituir-se em troca de favores dos patrões e capatazes, expandindo novamente a prostituição e o tráfico de mulheres. Somente em 1899 aconteceram as primeiras iniciativas para acabar com a escravidão e exploração sexual de mulheres e meninas.

A ONU, em 1949, denunciou e tentou tomar medidas para o controle da prostituição no mundo. Desde o início do século XX, os países ocidentais tomaram medidas visando a retirar a prostituição da atividade criminosa onde se tinha inserido no século anterior, quando a exploração sexual passou a ser executada por grandes grupos do crime organizado; portanto, havia a necessidade de desvincular prostituição propriamente dita de crime, de forma a minimizar e diminuir o lucro dos criminosos.

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Modernamente, com as doenças sexualmente transmissíveis, (DST), entre as quais a SIDA (AIDS em inglês), a prática da prostituição recebeu um golpe. Foi necessária a intervenção estatal para o controle e prevenção das doenças, que atingiram níveis de epidemia no final do século XX, início do século XXI, extinguindo boa parte da população de risco (pois são enfermidades fatais aos clientes e prostitutas).

Apesar das tentativas de órgãos de saúde pública em todo o mundo na prevenção a estas doenças, em regiões mais pobres do planeta, miséria e prostituição são palavras praticamente sinônimas.

Nas regiões mais pobres a miséria, a prostituição, o tráfico de drogas e as DST se entrelaçam. No Brasil a prostituição infantil é comum nas camadas mais pobres dos grandes centros urbanos.

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Prostituição no Brasil

A atividade de prostituição no Brasil em si não é considerada ilegal, não incorrendo em penas nem aos clientes, nem às pessoas que se prostituem. Entretanto, o fomento à prostituição e a contratação de mulheres para atuarem como prostitutas é considerado crime, punível com prisão.

No Brasil, numa pesquisa do Ministério da Saúde e da Universidade de Brasília indica que, no segundo semestre de 2005, quase quarenta por cento das prostitutas estavam na profissão há, no máximo, quatro anos, fato que indicaria um alto grau de abandono da profissão. Já o Centro de Educação Sexual, uma ONG que realiza trabalhos com garotas e garotos de programa do Rio de Janeiro e Niterói, diz que a maioria se prostitui para sobreviver e que muitas sonham em encontrar um amor.

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Recentemente, Lola Benvenutti, universitária formada em letras, assumiu escolher a profissão como prostituta como opção por adorar sexo, mas ela é excessão, muitas não querem se mostrar, por esconder da família e da sociedade.

Nós que fazemos o nosso destino, independente da profissão que escolhemos, tem que saber conviver com as frustrações e com a sociedade que pode te condenar ou te transformar em um exemplo bom para todos.

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Criador do Espetacular Homem Aranha, um dos super heróis mais conhecidos do mundo, Stan Lee marcou época com suas criações, onde o talento não tinha recursos como os de agora, a tecnologia ajuda e muito os bons artistas de hoje.

Extemamente criativo, criou o Quarteto Fantástico, os X-Men e o Incrível Hulk, entre tantos outros heróis e vilões.

Quem nunca leu um gibi destes eternos personagens dos quadrinhos.

Stanley Martin Lieber (Nova York, 28 de dezembro de 1922), mais conhecido como Stan Lee, é um escritor, roteirista, editor, publicitário, produtor e empresário norte-americano, que, em parceria com outros desenhistas — especialmente Jack Kirby e Steve Ditko — criou, a partir dos anos 1950, super-heróis complexos e problemáticos, dando ao gênero um tom mais “humano”, “verídico”, na contramão da principal editora de HQs de super-heróis da época, DC Comics, detentora dos direitos de personagens famosos como Superman, Batman e Mulher-Maravilha, que seguiam no tom de super-heróis “invencíveis”, “insuperáveis”, revolucionando o gênero.

Seu sucesso foi fundamental para transformar a Marvel Comics, de uma pequena editora de HQs, para uma das maiores corporações multimídia de entretenimento do mundo.

Na adolescência, Lee trabalhou para os publicadores Martin Goodman na Timely Comics, que mais tarde tornaria-se a Marvel Comics. Goodman era casado com a prima de Lee. Seu primeiro trabalho publicado foi uma página para preencher texto assinada com o nome Stan Lee, que apareceu na revista do Capitão América em 1941. Stanley usou o nome “Stan Lee” porque sonhava um dia escrever o maior de todos os livros do país e não queria seu verdadeiro nome associado às histórias em quadrinhos. Ele logo passou a escrever histórias de fato, tornando-se o editor mais novo no campo de trabalho com 17 anos.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Lee alistou-se no Exército dos Estados Unidos e serviu na parte de comunicação, escrevendo manuais, slogans, filmes de treinamento e ocasionalmente desenhando. Após a Segunda Guerra Mundial, Lee voltou para a sua posição na qual tornaria-se a Marvel Comics. Naquela época, um campanha de decência liderada pelo psiquiatra Dr. Frederic Wertham e pelo Senador Estes Kefauver culpava as revistas de histórias em quadrinhos por corromper os jovens leitores com imagens violentas e sexuais. As empresas de HQ responderam com a organização de um sistema de controle interno, e eventualmente adotaram o estringente Comics Code Authority.

Permanecendo na Timely/Marvel pela década de 1950, Lee escreveu histórias de vários gêneros, como romance, faroeste, e ficção científica leve. No fim da década, ele ficou insatisfeito com sua carreira e pensou em sair da área. Como ele era o senhor dos quadrinhos como o chamavam fez muito sucesso era adorado pelas crianças e adolescentes.

No fim da década de 1950, a DC Comics deu uma reanimada no gênero dos super-heróis e teve sucesso significativo com o super time da Liga da Justiça da América. Em resposta, Martin Goodman, o publisher (chefe editorial) da Marvel, deu a Lee a tarefa de criar um time de super-heróis novo. A esposa de Lee o alertou para experimentar histórias que ele preferia já que a ameaça de ser demitido não importava. Ele agiu sob este conselho, e, de repente, a carreira de Lee mudou completamente.

Lee com a ajuda de Jack Kirby, deu a seus novos super-heróis sentimentos mais humanos, uma mudança de seus outros heróis que eram tipicamente escritos para pré-adolescentes. Seus heróis tinham um temperamento ruim, ficavam melancólicos, cometiam erros humanos normais. Preocupavam-se em pagar suas contas e impressionar suas namoradas, e às vezes ficavam até doentes fisicamente. Os super-heróis de Lee capturaram a imaginação dos adolescentes e jovens adultos, e as vendas aumentaram drasticamente.

O grupo de super-heróis que Lee e Jack Kirby produziram foi a família de super-heróis conhecida como O Quarteto Fantástico. Sua popularidade imediata fez com que Lee e os ilustradores da Marvel produzissem vários novos títulos. Lee criou o Incrível Hulk, o Homem de Ferro, Thor e os X-Men com Kirby; Demolidor (Daredevil) com Bill Everett; Doutor Estranho e o personagem de maior sucesso da Marvel: o Homem-Aranha, criado com Steve Ditko.

Pela década de 1960, Lee escreveu, coordenou a arte e editou a maior parte das séries da Marvel, moderou as páginas de cartas e escreveu uma coluna mensal chamada “Stan’s Soapbox”.

Nos últimos anos, Lee tornou-se um ícone e a cara pública da Marvel Comics. Ele faz aparições em convenções de histórias em quadrinhos pelos EUA, palestrando e participando em discussões. Ele também mudou-se para a Califórnia em 1981 para desenvolver as propriedades de televisão e filme da Marvel.

Lee também apareceu em Os Simpsons e fez a voz de um personagem na série animada produzida pela MTV do Homem-Aranha. Durante a revolução ponto com da Internet, ele criou o StanLee.net, que pertencia a uma companhia separada e administrada por outros que tinha como conceito misturar animação online com tiras de quadrinhos tradicionais, mas infelizmente a companhia ficou conhecida pela sua administração mal-feita e irresponsabilidade financeira.

Na década de 2000, Stan Lee fez seu primeiro trabalho para a DC Comics, lançando a série Just Imagine… (“Apenas Imagine…”), na qual Lee reimaginava vários super-heróis incluindo Superman, Batman, Mulher Maravilha, Lanterna Verde e Flash.

Lee também criou a série animada para adultos Stripperella para a Spike TV (vai ao ar no Brasil pelo Multishow) e em 2004 anunciou planos para colaborar junto com Hugh Hefner em uma série animada das coelhinhas da Playboy.

Em agosto de 2004, Lee anunciou o lançamento da “Stan Lee’s Sunday Comics”, para serem hospedadas pelo Komicwerks.com, onde assinantes mensais poderão ler uma nova e atualizada história todo domingo. A Stan’s Soapbox voltará como uma coluna semanal junto da tira de domingo.

Em 2006 Stan criou e participou do reality show Who Wants to Be a Superhero?. Em Abril de 2008, na New York Comic Con, a Viz Media anunciou que Lee e Hiroyuki Takei estava colaborando no mangá Karakuridōji Ultimo, da empresa-mãe Shueisha.

Stan Lee apareceu como personagem nas cenas de muitos filmes de super-heróis (mas não todos os filmes); baseados nos personagens da Marvel Comics que ele ajudou a criar. Ele é atualmente o ator 22 classificado em termos das receitas de bilheteira graças à sua aparições em filmes da Marvel.

  • Em O Julgamento do Incrível Hulk (1989), Lee fez sua primeira aparição em um filme da Marvel; na qual ele é um jurado no julgamento do Dr. Bruce Banner.
  • Em Mallrats (Barrados no Shopping, 1995), Stan Lee aparece como ele mesmo, aconselhando Brodie.
  • Em X-Men (2000), Lee aparece como um vendedor de hotdog na praia, quando o senador Robert Kelly aparece nu na praia depois de escapar do mutante Magneto.
  • Em Homem-Aranha (2002), ele aparece durante a primeira batalha do Homem-Aranha contra o Duende Verde, puxando uma menina longe dos destroços de um prédio.
  • Em Demolidor (2003), Matt Murdock, ainda criança, não deixa Stan Lee atravessar a rua para não ser atropelado por um ônibus.
  • Em Hulk (2003), ele aparece andando ao lado do ex-Hulk da série de TV, Lou Ferrigno em uma cena inicial, como guarda de segurança no laboratório de Bruce Banner. Foi seu primeiro papel falando em um filme baseado em um de seus personagens.
  • Em Homem-Aranha 2 (2004), Lee puxa novamente uma pessoa inocente, longe do perigo durante a primeira batalha do Homem-Aranha contra o Doutor Octopus.
  • Em The Princess Diaries 2: Royal Engagement (2004), Lee aparece na cena do casamento da princesa, com uma jovem mulher para cumprimentar a rainha.
  • Em Quarteto Fantástico (2005), Lee aparece pela primeira vez como um personagem dos quadrinhos, em um papel creditado como Willie Lumpkin, o carteiro que recebe o Quarteto Fantástico quando eles entram no edifício Baxter.
  • Em X-Men: O Confronto Final (2006), Lee e Chris Claremont aparecem como dois dos vizinhos de Jean Grey na cena de abertura do conjunto há 20 anos. Lee, creditado como “homem da mangueira”, é molhado no gramado quando Jean usa sua telecinese redireciona a água da mangueira para o ar.
  • Em Homem-Aranha 3 (2007), Lee aparece em um papel creditado como “homem da Times Square”. Ele fica ao lado de Peter Parker, ambos lendo um boletim de notícias e logo depois comenta a Peter:”Você sabe, eu acho que uma pessoa pode fazer a diferença no carater de outra pessoa”.
  • Em Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (2007), Lee aparece como ele mesmo no primeiro casamento de Reed Richards e Susan Storm, sendo afastado por um guarda de segurança por não estar na lista de convidados. Em Fantastic Four Annual # 3 (1965) ,acontece a mesma coisa, em que Lee e Jack Kirby são igualmente barrados.
  • Em Heroes (2007), ele aparece na segunda temporada, como um motorista de ônibus no episódio “Unexpected”.
  • Em Homem de Ferro (2008), Stan Lee (creditado como “Si”) aparece em uma festa de gala com três mulheres loiras, onde Tony Stark o confunde com Hugh Hefner, criador da revista Playboy e famoso mulherengo. Na versão teatral do filme, Stark simplesmente cumprimenta Lee como “Hef” e move-se sem ver a cara de Lee, uma outra versão da cena foi filmada quando Stark percebe seu erro, mas Lee gentilmente responde: “Tudo bem, eu sou confundido assim o tempo todo.”
  • Em O Incrível Hulk (2008), Stan Lee aparece como um cidadão desafortunado que acidentalmente ingere um refrigerante misturado com o sangue de Bruce Banner, que levou à descoberta da localização do Dr. Banner em uma fábrica de engarrafamento no Brasil.
  • Em O Espetacular Homem-Aranha (2008), Stan Lee aparece como entregador, tanto que um parceiro de trabalho o chamou por “Stan”, na parte em que Mystério rouba a carga, na segunda temporada do desenho.
  • Em Homem de Ferro 2 (2010), durante a Expo Stark, Lee, vestindo suspensórios e uma camisa colorida brilhante e gravata, é cumprimentado por Tony Stark como “Larry King”.
  • Em The Big Bang Theory (2010), Stan Lee aparece em sua própria casa sendo visitado por Sheldon, num episódio da 3ª temporada onde Sheldon perde o dia de autógrafos e Penny consegue o endereço de Lee para que Sheldon conseguisse o autografo.
  • Em Stan Lee’s Superhumans (2010), ele é o apresentador do documentário.
  • Em Thor (2011), Stan Lee interpreta o velhinho que dirige a camioneta que tenta arrancar o martelo de Thor do fundo da cratera.
  • Em Capitão América: O Primeiro Vingador (2011), Lee aparece como um militar numa entrega de medalha para o Capitão América,que não compareceu, Stan confundiu o mensageiro que deu a notícia,com o Capitão América, dizendo: “Pensei que ele fosse mais alto!”.
  • Em Chuck (2011), Lee aparece como ele mesmo no 7º episódio da 5ª Temporada (“Chuck versus the Santa Suit”) em um especial de natal. Onde Chuck (Zachary Levi) vê Stan Lee em uma confraternização da CIA, festejando junto com seus colegas espiões.
  • Em Ultimate Spider-Man (2012), Stan Lee aparece em diversos episódios, como Stan, o zelador da escola onde Peter estuda.
  • Em Os Vingadores (2012), Lee aparece no final do filme, onde uma série de entrevistas são feitas a respeito dos Vingadores, quando ele afirma que não acredita ter herois em Nova Iorque.
  • Em O Espetacular Homem-Aranha (2012), ele interpreta um servente do colégio de Peter, durante um confronto entre o Homem-Aranha e o Lagarto.

Enfim, esta é a história de um dos grandes criadores do século 20.

Fonte: Wikipédia

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O Brasil marcou época no futebol, novamente se tornava campeão mundial de futebol. Nomes como Pelé, Garrincha e Didi, faziam parte daquela seleção.

Muitas pessoas hoje, parecem ou não querem reconhecer a importância daquela seleção, muitos não tem noção de como marcou a história do Brasil.

O Brasil era pouco conhecido no mundo, o que abriu as portas foram Pelé e companhia. Assistindo a reportagem de pessoas da época, tanto no Brasil, como no Chile, a idolatria que aqueles jogadores despertavam nas pessoas era impressionante.

A edição de 1962 da Copa do Mundo marcou a sétima participação da Seleção Brasileira de Futebol nessa competição. Era o único país a participar de todas as edições do torneio da FIFA, fato que persistirá pelo menos até a edição realizada no Brasil em 2014. Foi a primeira em que o Brasil defendia o título de campeão, após a conquista do Mundial da Suécia, em 1958.

Por conquistar do Mundial da Suécia, em 1958, a Seleção não disputou as eliminatórias, já que o último campeão tinha vaga assegurada junto com o anfitrião (Chile).

Pelé foi a grande perda sentida devido a uma lesão

Depois da campanha vitoriosa de 1958 o então presidente da Confederação Brasileira de Desportos (CBD, atual CBF), João Havelange decidiu repetir todos os passos do planejamento anterior para a conquista do bi campeonato.

A comissão técnica era quase a mesma de 58. Uma das poucas mudanças foi no cargo de técnico: saiu Vicente Feola, que sofria de nefrite aguda e problemas cardíacos, e entrava Aymoré Moreira. O time também contava com muitos jogadores da campanha anterior, mesmo aqueles já na época com idade mais avança: Nilton Santos (37 anos), Didi (32), Djalma Santos (33), Zito (29), Zagallo (30), entre outros. De fato, a média da seleção era de mais de 27 anos, um número considerado alto.

Convocação Final

Goleiros: Gilmar (Santos) e Castilho (Fluminense).

Laterais: Djalma Santos (Palmeiras), Nílton Santos (Botafogo), Jair Marinho (Fluminense) e Altair (Fluminense).

Zagueiros: Mauro (Santos), Bellini (São Paulo), Zózimo (Bangu) e Jurandir (São Paulo).

Meio-campistas: Zito (Santos), Didi (Botafogo), Zequinha (Palmeiras), Mengálvio (Santos).

Atacantes: Garrincha (Botafogo), Zagallo (Botafogo), Vavá (Palmeiras), Pelé (Santos), Jair da Costa (Portuguesa de Desportos), Coutinho (Santos), Amarildo (Botafogo) e Pepe (Santos).

A Seleção ficou na região de Valparaíso, na Ciudad del Sol, nos chalés da pousada de férias El Retiro. No dia 24 de maio, o Brasil realizou um amistoso contra o clube chileno Wanderers. O primeiro tempo era destinado ao titulares, que venceram por 2×1, e o segundo aos reservas, que perderam de 1×0. No dia 27 o último amistoso, contra um time local, o Everton, goleando de 9×1. Na manhã de 30 de Maio, houve a missa na concentração. Nela cada jogador recebeu uma medalha com uma mensagem do papa João XXIII: “Ficarei rezando para que o Brasil consiga repetir o feito de 1958”. As 15h daquele dia o Brasil estreava na Copa do Mundo.

Garrincha foi o grande nome daquela seleção

Em time que está ganhando não se mexe. Essa foi a filosofia do Brasil para a Copa do Mundo de 1962. Quase tudo que havia dado certo quatro anos antes foi mantido para a campanha do bi. Paulo Machado de Carvalho foi novamente o chefe da delegação brasileira no Chile. E, apesar da troca de Vicente Feola por Aymoré Moreira no comando técnico, a maior parte do elenco campeão na Suécia continuou na seleção. Dos 11 jogadores que atuaram na final anterior, 9 estavam na equipe que estreou no dia 30 de maio de 1962, contra o México: Gilmar, Djalma Santos, Nilton Santos, Zito, Garrincha, Didi, Vavá, Pelé e Zagallo.

Os mexicanos contavam com uma grande arma embaixo dos três paus: o goleiro Carbajal. Ao fim do primeiro tempo, nem o forte ataque formado por Garrincha, Pelé, Vavá e Zagallo havia conseguido ultrapassá-lo. Os gols só saíram na etapa final. Zagallo aproveitou cruzamento de Garrincha aos 11min e abriu o placar. Aos 28min, o mesmo Zagallo passou para Pelé, que driblou o zagueiro Sepúlveda e fechou o placar da vitória por 2 a 0.

Na partida seguinte, contra a Tchecoslováquia, o elenco brasileiro sofreu um duro golpe: Pelé se machucou e foi obrigado a abandonar o torneio. O jogo terminou 0 a 0 e, além da perda de seu principal jogador, o Brasil teve que lutar contra o desânimo.

Amarildo estreou no lugar de Pelé contra a Espanha, no jogo seguinte, e não se intimidou com a responsabilidade. Foram dele os dois gols da vitória brasileira por 2 a 1. A partir das quartas-de-final, porém, brilhou mais forte a estrela de Garrincha.

O imprevisível ponta do Botafogo marcou duas vezes, e o Brasil venceu a Inglaterra por 3 a 1. Mané continuou liderando o forte ataque brasileiro na semifinal contra os anfitriões. Marcou os dois primeiros, Vavá os outros dois, e o Brasil goleou o Chile por 4 a 2.

Na decisão, o Brasil reencontrou a única equipe que não havia conseguido vencer no torneio: a Tchecoslováquia, “aquela equipe com a camisa do São Cristóvão”, segundo Garrincha. E os tchecos começaram dominando a partida.

Aos 15min, Kadabra driblou Mauro e Djalma Santos e tocou para Masopust fazer 1 a 0. O gol não abalou o Brasil, que empatou dois minutos depois com Amarildo. Em seguida, Zito virou o placar, de cabeça. Coisa rara no torneio, o goleiro tcheco Schrojf falhou ao deter um cruzamento, aos 33min, e soltou uma bola nos pés do brasileiro Vavá, que matou o jogo.

A vitória na final coroou a bela campanha do Brasil: cinco vitórias e um empate em seis jogos, com 14 gols marcados e 5 sofridos. Dois dos seis artilheiros do torneio estavam no ataque brasileiro: Vavá e Garrincha, com quatro gols cada.

Especial dos 50 anos do mundial de 1962:

A continuação nos seguintes links:

Parte 4, Parte 5,Parte 6,Parte 7,Parte 8,Parte 9,Parte 10, Parte 11,Parte 12,
Parte 13, Parte 14, Parte 15, Parte 16, Parte 17, Parte 18, Parte 19, Parte 20, Parte 21, Parte 22, Parte 23, Parte 24.

Brasil enfim, é realmente o país do futebol.

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No país do futebol, poucas pessoas prestam atenção em outras modalidades esportivas, mas quando chega as Olimpíadas, todos querem que o nosso país seja o vencedor, porém, muitos não sabem nem como se chamam as roupas ou os equipamentos que os atletas usam para praticar algum  esporte, muito menos as regras.

Então para podermos torcer um pouco melhor, uma série de posts de alguns dos esportes mais conhecidos e que os brasileiros tem grandes chances de trazer  medalhas para nosso país, começando com o Judô.

Judô, caminho suave, ou caminho da suavidade é um desporto praticado como arte marcial, fundado por Jigoro Kano em 1882. Os seus principais objetivos são fortalecer o físico, a mente e o espírito de forma integrada, além de desenvolver técnicas de defesa pessoal.

O judô teve uma grande aceitação em todo o mundo, pois Kano conseguiu reunir a essência dos principais estilos e escolas de jujutsu, arte marcial praticada pelos “bushi”, ou cavaleiros durante o período Kamakura (1185-1333), a outras artes de luta praticadas no Oriente e fundi-las numa única e básica. O judô foi considerado desporto oficial no Japão nos finais do século XIX e a polícia nipônica introduziu-o nos seus treinos. O primeiro clube judoca na Europa foi o londrino Budokway (1918).

A vestimenta utilizada nessa modalidade é o keikogi (kimono), que no judô recebe o nome de judogui e que, com o cinturão, forma o equipamento necessário à sua prática. O judogui que é composto pelo casaco (Wagui), pela calça (Shitabaki) e também pela faixa (obi), o judogui pode ser branco ou azul, ainda que o azul seja quase apenas utilizado para facilitar as arbitragens em campeonatos oficiais.

Com milhares de praticantes e federações espalhados pelo mundo, o judô se tornou um dos esportes mais praticados, representando um nicho de mercado fiel e bem definido. Não restringindo seus adeptos a homens com vigor físico e estendendo seus ensinamentos para mulheres, crianças e idosos, o judô teve um aumento significativo no número de praticantes.

Sua técnica utiliza basicamente a força e equilíbrio do oponente contra ele. Palavras ditas por mestre Kano para definir a luta: “arte em que se usa ao máximo a força física e espiritual”. A vitória, ainda segundo seu mestre fundador, representa um fortalecimento espiritual.

Jigoro Kano tentava dar maior expressão à lenda de origem do estilo Yoshin-Ryu (Escola do Coração de Salgueiro), que se baseava no princípio de “ceder para vencer”, utilizando a não resistência para controlar, desequilibrar e vencer o adversário com o mínimo de esforço. Em um combate, o praticante tinha como o único objetivo a vitória. No entender de Kano, isso era totalmente errado. Uma atividade física deveria servir, em primeiro lugar, para a educação global dos praticantes. Os cultores profissionais do jujutsu não aceitavam tal concepção. Para eles, o verdadeiro espírito do jujutsu era o shin-ken-shobu (vencer ou morrer, lutar até a morte).

Por suas idéias, Jigoro Kano era desafiado e desacatado insistentemente pelos educadores da época, mas não mediu esforços para idealizar o novo jujutsu, diferente, mais completo, mais eficaz, muito mais objetivo e racional, denominado de judô. Chamando o seu novo sistema de judô, ele pretendeu elevar o termo “jutsu” (arte ou prática) para “do”, ou seja, para caminho ou via, dando a entender que não se tratava apenas de mudança de nomes, mas que o seu novo sistema repousava sobre uma fundamentação filosófica.

Em fevereiro de 1882, no templo de Eishoji de Kita Inaritcho, bairro de Shimoya em Tóquio, Jigoro Kano inaugura sua primeira escola de Judô, denominada Kodokan (Instituto do Caminho da Fraternidade), já que “Ko” significa fraternidade, irmandade; “Do” significa caminho, via; e “Kan”, instituto.

Os Três Princípios do Judô

Os princípios que inspiraram Jigoro Kano quando da idealização do judô foram os três seguintes:

  • Princípio da máxima eficiência com o mínimo de esforço (seiryoku zen’yo)
  • Princípio da prosperidade e benefícios mútuos (jita kyoei)
  • Princípio da suavidade, ou seja, o melhor uso de energia (ju)

Graduações

Os judocas são classificados em duas graduações: kiu e dan.

As promoções no judô baseiam-se em exames que incidem sobre requisitos tais como: duração de tempo de treino, idade, caráter moral, execução das técnicas especificadas nos regulamentos e comportamento em competições. No caso de promoção de kiu(classificação), faixa branca a marrom é outorgada pela associação, no caso de promoção as graduações de dan, até 5º dan são realizadas pela banca examinadora da Liga ou Federação Estadual, as outras graduações superiores pela Confederação Nacional.

Os graus no Judô dividem os alunos nos grupos: Dangai (da faixa branca à marrom) Yudan (do 1º ao 5º Dan) [6]Kodanshas (faixa “coral” e faixa vermelha). O mais alto grau concedido é a extremamente rara faixa vermelha Judan (10º Dan) que até o ano de 2009 fora concedida apenas a 15 homens, sendo que até a referida data 3 estão vivos (Toshigo Daigo, Ishiro Abe, Yoshimi Osawa) os três promovidos dia 08/01/2006 pelo Kodakan.

Graduação Kyu

Há oito graus Kyu, os quais se distinguem pelas cores das faixas:

OBSERVAÇÕES

(*) Apenas para pessoas com menos de 18 anos de idade.

(+) Todo judoca inicia no judô nesta faixa.

(**) Segunda faixa para os judocas com mais de 18 anos de idade.

(++) Quarta faixa para os judocas com menos de 18 anos de idade.

(*+) Última (sétima ou nona) faixa para o judoca.

Graduações Dan

As graduações de dan avançam de modo crescente, ao contrario das graduações kyu, indo do 1º dan (shoudan) ao 10º dan (juudan). Esses graus se diferenciam pelas seguintes cores das faixas:

Pontuação

O objetivo é conseguir ganhar a luta valendo-se dos seguintes pontos:

  • Yuko – Um terço de um ponto. Um yuko se realiza quando o oponente cai de lado, ou quando é imobilizado por 15 segundos;
  • Wazari – Meio ponto. Dois wazari valem um ippon e termina o combate logo após o segundo wazari. Um wazari é um ippon que não foi realizado com perfeição. Também ganha wazari se conseguir imobilizar o oponente por 20 a 24 segundos;
  • Ippon – Ponto completo. O nocaute do judô, finaliza o combate no momento deste golpe. Um ippon realiza-se quando o oponente cai com as costas no chão, ao término de um movimento perfeito, quando é finalizado por um estrangulamento ou chave de articulação, ou quando é imobilizado por 25 segundos.

Penalizações

  • Shido é a penalização mais fraca do judô. É uma advertência que não gera pontos ao adversário.
  • Chui é atribuído quando se comete uma infração um pouco mais grave, ou quando é atribuído um segundo shido. Ao atribuir-se o chui a um combatente, atribuí-se um yuko ao outro.
  • Keikoku é atribuído quando se comete uma infração grave, ou quando é atribuído um shido quando já se tem chui, mas que não chega para terminar o combate. Ao atribuir-se um keikoku a um combatente, atribui-se um wazari ao outro.
  • Hansoku-make é atribuído quando se comete uma infração muito grave, de forma que esse combatente que sofre castigo é expulso e o outro vence por atribuição de ippon. Também é atribuído hansoku-make quando se aplica um shido e acumula a um keikoku.

Devido as alterações de regras da FIJ, nos dias atuais só é aplicado o shido, sendo o primeiro shido aplicado como uma advertência dada ao atleta por algum motivo como falta de combatividade, por exemplo, sem contar pontos ao adversário. Devido à extinção do koka, no momento em que o segundo shido (equivalente ao chui) é aplicado, o outro atleta recebe um yuko, no terceiro, um wazari e, no quarto shido, após uma reunião dos três árbitros do combate, é aplicado ou não o hansoku-make.

Formas de saudação

A prática do judô é regida por cortesia, respeito e amabilidade. A saudação é o expoente máximo dessas virtudes sociais. Através dela expressamos um respeito profundo aos nossos companheiros. No judô, há duas formas de expressarmos: tati-rei ou ritsu-rei (quando em pé) e za-rei (quando de joelhos). Esta última é conhecida por saudação de cerimônia. Efetua-se as seguintes saudações:

Tachi-rei ou Ritsu-rei

Ao entrar no dojô bem como ao sair; Quando subir no tatami para cumprimentar o professor ou seu ajudante; Ao iniciar um treino com um companheiro, assim como ao terminá-lo.

Za-rei

Ao iniciar, bem como ao terminar o treinamento; Em casos especiais, por exemplo, antes e depois dos KATA; Ao iniciar um treino no solo com o companheiro, bem como ao terminá-lo.

Técnicas do Judô

O judô não é simplesmete a arte de lutar, pois carrega também consigo uma filosofia de vida (como a palavra judô, que significa “caminho da suavidade” sugere). o judô, assim como quaisquer outras artes marciais, não existem para serem usadas para a violência, mas sim para o auto-aprimoramento tanto físico quanto intelectual.

O judô apresenta muitas técnicas, agrupadas em  nague-waza (técnicas de arremesso), composta por dois subgrupos: o primeiro, tachi-waza (técnicas de projeção em pé), envolve técnicas de ashi-waza (técnicas de perna), te-waza (técnicas de braço) e koshi-waza (técnicas de quadril), enquanto o segundo subgrupo é composto por sutemi-waza (técnicas de sacrifício), dividido em yoko-sutemi-waza (técnicas de sacrifício laterais) e ma-sutemi-waza (técnicas de sacrifício frontais), e;  katame-waza (técnicas de controle; normalmente utilizadas no combate no solo) – ossae-waza (técnicas de imobilização), shime-waza (técnicas de estrangulamento) e kansetsu-waza (técnicas de chave articular). Essas técnicas são pontuadas de acordo com a projeção resultante, o tempo de imobilização ou submissão do adversário. A punição do oponente é outro meio de se obter pontuação (MIARKA, 2011). Na aplicação de waza (técnicas), tori é quem aplica a técnica e uke é aquele em que a técnica é aplicada.

Cinco Fundamentos

  • Shinsei (postura)

Existem dois tipos de postura no judô Shisentai, que é a postura natural do corpo e Jigotai, que é a postura defensiva

  • Shintai (movimentação)

Ayumi-ashi, andando normalmente.

Suri-ashi, andando arrastando os pés.

Tsugi-ashi (apenas em katas), que anda-se colocando um pé a frente e arrastando o outro, sem ultrapassar o primeiro.

  • Tai-sabaki (deslocamento de corpo / tai = corpo; sabaki = deslocamento)

Pode ser: Mae-sabaki (para frente), Ushiro-sabaki (para trás) ou Yoko-sabaki (para os lados)

  • Kumi-Kata (pegadas, formas de pegar)

Existem inúmeros tipos de pegadas, sendo apenas proibida a pegada por dentro da manga e por dentro da barra da calça.

A pegada pode ser feita no eri (gola), sode(manga) e, desde que haja o desequilíbrio do adversário ou o adversário esteja fazendo a pegada cruzada (manga e gola do mesmo lado), no chitabaki(calça). Pode ser de direita (migui) ou de esquerda (hidari). Variando entre canhotos e destros, embora para algumas projeções se use a pegada de lado contrário ao qual se vai atacar.

  •  Ukemi (amortecimento de quedas)

Os “rolamentos” são fundamentais para a segurança do praticante, a física explica: estas técnicas “dissipam” a energia cinética que, se fosse transferida na sua totalidade para os órgãos internos, poderia causar prejuízo à saúde.

Os ukemis são : Ukemi Zenpo kaiten -> Zenpo ( rolamento) kaiten ( rotação) , logo ukemi que você rola e gira. Ushiro ukemi -> Ushiro ( para trás) , logo ukemi para trás. Mae ukemi -> Mae ( para frente) , logo ukemi para frente. Yoko ukemi -> Yoko ( para o lado) , logo ukemi para o lado.

Brasileiros medalhistas em  Olimpíadas:

Munique 1972

Chiaki Ishii – Bronze (Meio-Pesado)

Los Angeles 1984

Douglas Vieira – Prata (Meio-Pesado)

Luís Onmura – Bronze (Leve)

Walter Carmona – Bronze (Médio)

Seul 1988

Aurélio Miguel – Ouro (Meio-Pesado)

Barcelona 1992

Rogério Sampaio – Ouro (Meio-Leve)

Atlanta 1996

Henrique Guimarães – Bronze (Meio-Leve)

Aurélio Miguel – Bronze (Meio-Pesado)

Sydney 2000

Tiago Camilo – Prata (Leve)

Carlos Honorato – Prata (Médio)

Atenas 2004

Leandro Guilheiro – Bronze (Leve)

Flávio Canto – Bronze (Meio-Médio)

Pequim 2008

Leandro Guilheiro – Bronze (Leve)

Ketleyn Quadros – Bronze (Leve)

Tiago Camilo – Bronze (Meio-médio)

Enfim,  o Judô é um esporte belíssimo, que quando conseguimos entender as regras e a filosofia, é muito mais fácil de acompanhar.

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