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Mohandas Karamchand Gandhi nasceu no dia 2 de outubro de 1869, na cidade de Porbandar, na Índia ocidental, hoje estado de Gujarat. Seu pai era o primeiro-ministro local, do mínusculo principado, e a mãe era uma devota vaisnava.

Como era costume em sua cultura nesta época, em maio de 1883 com a idade de 13 anos, a família de Gandhi realizou seu casamento arranjado adulto com a mulher Kasturba Gandhi, de 14 anos, através de um acordo entre as respectivas famílias.

Depois de um pouco de educação indistinta foi decidido que ele deveria ir para a Inglaterra para estudar Direito na University College. Ele ganhou a permissão da mãe, prometendo se abster de vinho, mulheres e carne, mas ele desafiou os regulamentos de sua casta, que proibiam a viagem para a Inglaterra. Cursou a faculdade de Direito em Londres.

Gandhi_and_Kasturbhai_1902Mahatma Gandhi com sua mulher Kasturba Gandhi

Procurando um restaurante vegetariano, havia descoberto na filosofia de Henry Salt um argumento para o vegetarianismo e convenceu-se dessa prática. Ele organizou um clube vegetariano onde se encontravam teósofos e pessoas com interesses altruísticos.

Quando Gandhi voltou à Índia, em 1891, sua mãe havia falecido, e ele, devido a timidez não obteve êxito a exercer sua profissão legal de advogado. Assim, aproveitou a oportunidade que surgiu de ir para África do Sul, durante um ano, representando uma firma hindu de Dada Abdulla em KwaZulu-Natal, em um processo judicial.

Sua estadia na África do Sul, notório local de discriminação racial, despertaram em Gandhi a consciência social. Como advogado, Gandhi fez o melhor para descobrir os fatos. Depois de resolver um caso difícil, ele passou a ter notoriedade por sua atuação. Ele mesmo relata: “eu aprendi a descobrir o lado bom da natureza humana e entrar nos corações dos homens. Eu percebi que a verdadeira função de um advogado era unir partes separadas”.

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Acreditava que o dever do advogado era ajudar o tribunal a descobrir a verdade, não tentar incriminar o inocente. Ao término do ano, durante uma festa de despedida, de retorno à Índia, Gandhi tomou conhecimento que uma lei estava sendo proposta para privar os hindus do voto. Os amigos dele insistiram: “fique e conduza a briga para os direitos de nossos compatriotas na África do Sul.” Gandhi fundou em KwaZulu-Natal o Congresso hindu em 1894, e seus esforços foram uma vigorosa advertência para a imprensa.

Quando Gandhi retornou à África, após buscar a esposa e filhos na Índia em janeiro de 1897, os sul-africanos tentaram interromper suas atividades de maneiras sórdidas. Uma delas foi a tentativa de subornar e ameaçar o agropecuário Dada Abdulla Sheth; mas Dada Abdulla era cliente de Gandhi, e finalmente depois de um período de quarentena, Gandhi recebeu permissão para aterrissar. A turba de espera reconheceu Gandhi, e alguns brancos começaram a espancá-lo até que a esposa do Superintendente Policial veio ao salvamento dele. A turba ameaçou linchá-lo, mas Gandhi escapou usando um disfarce.

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Depois ele se recusou processar os que o haviam espancado, permanecendo firme ao princípio de ego-restrição com respeito a uma pessoa infratora; além de que, tinha sido os líderes da comunidade e do governo de Natal que haviam causado o problema.

Em 1906, o governo britânico declarou guerra contra o Reino Zulu em Natal, Gandhi incentivou os britânicos a recrutar indianos. Ele argumentou que estes deveriam apoiar os esforços de guerra, a fim de legitimar suas reivindicações à cidadania plena. Os britânicos aceitaram oferta de Gandhi para liderar um destacamento de 20 voluntários indianos como um corpo padioleiro para tratar dos soldados feridos. Esse corpo foi comandado por Gandhi e operou por aproximadamente dois meses. A experiência ensinou-lhe que era impossível desafiar diretamente o poder militar do exército britânico, ele decidiu que este só poderia ser resistido de uma forma não-violenta.

Gandhi acabou permanecendo vinte anos na África do Sul defendendo a minoria hindu, liderando a luta de seu povo pelos seus direitos. Ele experimentou o celibato durante trinta anos de sua vida, e em 1906 levou o juramento de Brahmacharya para o resto da vida dele.

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De acordo com uma biografia recente bastante polêmica, Gandhi separou-se em 1908, quando já tinha quatro filhos, para viver com Hermann Kallenbach, um fisiculturista alemão de origem judaica que emigrara para a África do Sul e viria a tornar-se um de seus discípulos mais próximos. Viveram sob o mesmo teto por dois anos, separando-se quando Gandhi retornou à Índia em 1914.

Satyagraha, a força da verdade

O primeiro uso de desobediência civil em massa ocorreu em setembro de 1906. O Governo de Transvaal quis registrar a população hindu inteira. Os hindus formaram uma massa que se encontrou no Teatro Imperial de Joanesburgo;2 eles estavam furiosos com a ordem humilhante, e alguns ameaçaram exercer uma resposta violenta a ordem injusta.

Porém, eles decidiram em grupo a se recusarem a obedecer as providências de inscrição; havia unanimidade, apenas alguns se registraram. Ainda, Gandhi sugeriu aos indianos que levassem um penhor em nome de Deus; embora eles fossem hindus e muçulmanos, todos acreditavam em um e no mesmo Deus. Gandhi decidiu chamar esta técnica de recusar submeter a injustiça de Satyagraha que quer dizer literalmente: “força da verdade”. Uma semana depois de desobediência, as mulheres Asiáticas foram dispensadas do registro. Quando o governo de Transvaal finalmente pôs em pratica o “Ato de Inscrição Asiático” em 1907, Gandhi e vários outros hindus foram presos.

A pena dele foi de dois meses sem trabalho duro, dedicando-se durante esse período à leitura. Durante a vida, Gandhi passaria um total de mais de seis anos como prisioneiro. Enquanto lendo em prisão Gandhi travou contato, por carta, comLeon Tolstoi, um de seus ídolos. O escritor russo com suas ideias libertárias influenciou o indiano e indicou a este a leitura de Henry David Thoreau. Gandhi descobriu então a Desobediência Civil. Também teve papel importante a obra do pensador anarquista Piotr Kropotkin. Logo ele começou a perceber cada vez mais as possibilidades infinitas do “amor universal”.

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O movimento de protesto para a conquista dos direitos indianos na África do Sul continuou crescendo; em um certo ponto foram presos 2.500 indianos dos 13.000 existentes na província, enquanto 6.000 tinham fugido de Transvaal.

Sendo civil aos oponentes durante a desobediência, Gandhi desenvolveu o uso de ahimsa que significa “sem dor” e normalmente é traduzido “não violência”. Gandhi seguiu o Ódio de preceito “o pecado e não o pecador. Desde que nós vivemos espiritualmente, ferir ou atacar outra pessoa são atacar a si mesmo. Embora nós possamos atacar um sistema injusto, nós sempre temos que amar as pessoas envolvidas. Assim ahimsa é a base da procura para verdade”.

Em novembro de 1913 Gandhi conduziu uma marcha com mais de duas mil pessoas. Gandhi foi preso e solto após pagar fiança. Logo após o prenderam novamente e o libertaram, e novamente foi preso depois de quatro dias de liberdade. Foi então condenado ao trabalho forçado durante três meses, mas as greves continuaram, envolvendo aproximadamente 50.000 operários e milhares de indianos foram escravizados na prisão.

Alguns missionários Cristãos doaram todo seu dinheiro para o movimento. Foram libertados Gandhi e outros líderes, e foi anunciada outra marcha. Porém, Gandhi recusou tirar proveito através de umagreve em uma estrada de ferro dos “brancos” (já que certa vez Mahatma Gandhi havia sido expulso de um compartimento de primeira classe de um trem, ao se recusar a “ceder” o seu lugar a um branco e se mover para a terceira classe), sendo que Gandhi cancelou a marcha, apesar de estar “quebrando” o penhor de Sujeira (1908). “Perdão é o ornamento do valente”, Gandhi explicou.

Finalmente através de negociação os assuntos estavam resolvidos. Todos os matrimônios independente da religião eram válidos; os impostos em atraso foram cancelados e inclusive os operários contratados; e foi concedida mais liberdade aos indianos.

Gandhi constatou o poder do método de Satyagraha e profetizou como poderia transformar a civilização moderna. “É uma força que, se ficasse universal, revolucionaria ideais sociais e anularia despotismos e o militarismo.”

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Enquanto isso a Índia ainda estava sofrendo debaixo de regra colonial britânica. Gandhi sugere que a Índia pode ganhar sua independência por meios não violentos e por via da ego-confiança. Ele rejeita a força bruta e sua opressão e declara que a força da alma ou amor e que se mantém a unidade das pessoas em paz e harmonia.

Retorno à Índia

De volta a Índia em 1915, Gandhi passou a exercer o papel de conscientizador da sociedade hindu e muçulmana na luta pacífica pela independência indiana, baseada no uso da não violência. O uso da não violência baseava-se no uso da desobediência civil.

Gandhi estava pronto para morar nas ruas sujas com os intocáveis se necessário, mas um benfeitor anônimo doou bastante dinheiro que duraria um ano. Passa então a ajudar os necessitados e as crianças carentes.

Em 1917 Gandhi ajudou as pessoas que trabalhavam em tecelagens, diante das explorações injusta dos proprietários sobre esses trabalhadores. Ele foi detido, mas logo perceberam que o Mahatma era o único que poderia controlar as multidões.

Reformas foram ganhas novamente por meio da desobediência civil. Os trabalhadores têxteis de Ahmedabad também eram economicamente oprimidos. Gandhi sugeriu uma greve, e como os trabalhadores temiam as consequências dela, ele faz um jejum para encorajar que eles continuem a greve. Gandhi explicou que ele não jejuou para coagir o oponente, mas fortalecer ou reformar esses que o amaram. Ele não acreditou que jejuando resultaria em salários mais altos.

O primeiro desafio de Gandhi contra o governo britânico na Índia estava em resposta contra os poderes arbitrários do “Rowlatt Act” em 1919. A Índia tinha cooperado com a Inglaterra durante a guerra, no entanto estavam sendo reduzidas as liberdades civis.

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Guiado por um sonho ou experiência interna Gandhi decidiu pedir um dia de greve geral. Porém, a filosofia de Mahatma não foi bem entendida pelas massas, e violências estouraram em vários lugares. O Mahatma se arrependeu declarando que tinha feito “um erro de cálculo”, e ele cancelou a campanha.

Gandhi fundou e publicou dois semanários sem anúncios – a “Índia Jovem” eminglês e o “Navajivan” em Gujarati. Em 1920 Gandhi iniciou uma campanha de âmbito nacional de não cooperação com o governo britânico que para o camponês significou o não pagamento de impostos e nenhuma compra de bebida alcoólica, desde que o governo ganhou toda a renda de sua venda.

Gandhi realizou várias viagens ao longo de todo território hindu, com a função de conseguir a conscientização em massa de todas as pessoas, mostrando a necessidade da prática da desobediência civil e do uso da não violência. Durante finais dos anos 20, Gandhi escreve uma autobiografia retratando suas experiências vividas, nesse livro, descreve os erroscometidos, e o esforço de os superar.

Em suas falas ele exibe através dos dedos da mão seu programa de cinco pontos:

  • igualdade;
  • nenhum uso de álcool ou droga;
  • unidade hindu-muçulmano;
  • amizade;
  • e igualdade para as mulheres.

Esses cinco pontos, os cinco dedos representando o sistema, estavam conectados ao pulso, simbolizando a não-violência.

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Finalmente em 1928, ele anunciou uma campanha de Satyagraha em Bardoli contra o aumento de 22% em impostos britânicos. As pessoas se recusaram a pagar os impostos, sendo repreendidas pelo governo britânico. No entanto os indianos continuavam não violentos. Finalmente, após vários meses, os britânicos cancelaram os aumentos, libertaram os prisioneiros, e devolveram as terras epropriedades confiscadas; e os camponeses voltaram a pagar seus tributos.

Ainda nesse ano, o congresso indiano quis a autonomia da Índia e considerou guerra aos ingleses para conseguir esse fim. Gandhi recusou a apoiar uma atitude como esta, porém declarou que se a Índia não se tornasse um Estado independente ao final de 1929, então ele exigiria sua independência.

A “Marcha do Sal”

Por conseguinte, em 1930, Mahatma Gandhi informou, ao vice-rei, que a desobediência civil em massa iniciaria no dia 11 de março. “Minha ambição é nada menos que converter as pessoas britânicas à não violência, e, assim, lhes fazer ver o mal que fizeram para a Índia. “Eu não busco prejudicar as pessoas.” Gandhi decidiu desobedecer as “Leis do Sal” que proibiram os hindus de fazer seu próprio sal; este monopólio britânico golpeou especialmente aos pobres.

Começando com setenta e oito participantes, Gandhi iniciou uma marcha de 124 milhas para o mar que duraria mais de vinte e quatro dias. Milhares tinham se juntado no começo, e vários milhares uniram-se durante a marcha. Primeiro, Gandhi, e, então, outros, juntaram um pouco de água salgada na beira-mar em panelas, deixando-as ao sol para secar. Em Bombaim, o Congresso teve panelas no telhado; 60 000 pessoas juntaram-se ao movimento, e foram presas centenas delas. Em Karachi, onde 50 000 assistiram ao sal sendo feito, a multidão era tão espessa que impedia a polícia de efetuar alguma apreensão. As prisões estavam lotadas com pelo menos 60 000 transgressores. Incrivelmente, lá “não havia praticamente nenhuma violência por parte da população; as pessoas não queriam que Gandhi cancelasse o movimento.

Gandhi foi preso antes de que pudesse invadir os “Trabalhos Dharasana Sal”, mas o amigo dele, Sarojini Naidu, conduziu 2 500 voluntários e os advertiu a não resistir às interferências da polícia. De acordo com uma testemunha ocular, o repórter Miller de Webb, eles continuaram marchando até serem detidos abaixo do aco-shod lathis por quatrocentos policiais, mas eles não tentaram lutar.

Tagore declarou que a Europa tinha perdido a moral e o prestígio na Ásia. Logo, mais de 100 000 hindus estavam na prisão, incluindo quase todos os seus líderes.

Gandhi foi chamado a uma reunião com o vice-rei Irwin em 1931, e eles firmaram um acordo em março. A desobediência civil foi cancelada; foram libertados os prisioneiros;   a fabricação de sal foi permitida na costa; e os líderes do Congresso assistiriam à próxima Conferência de Mesa Redonda em Londres. Para participar desta conferência, Gandhi viajou novamente a Londres, onde conheceu Charlie Chaplin, George Bernard Shaw e Maria Montessori, entre outros. Em transmissão de rádio para os Estados Unidos, ele falou que a força não violenta é um modo mais consistente, humano e digno. Discutindo relações com os britânicos, ele disse que ele não quis somente a independência, mas também a interdependência voluntária baseada no amor.

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Enquanto, preso em 1932, Gandhi entrou em um jejum em nome dos Harijans porque, a eles, tinha sido determinado que formassem um eleitorado separado. Poderia ser um jejum até a morte, a menos que ele pudesse despertar a consciência hindu. O assunto foi resolvido, e até mesmo templos hindus destinados aos “intocáveis” foram abertos pela primeira vez.

No próximo ano, Gandhi fez um jejum de vinte e um dias para purificação, e os funcionários britânicos, amedrontados de que ele pudesse morrer, colocaram-no na prisão. Gandhi anunciou que não se ocuparia da desobediência civil até que sua oração fosse completada.

Mesmo com a Segunda Guerra Mundial se aproximando, Gandhi confirmou seus princípios pacifistas. Ele mostrou como a Abissínia (Etiópia) poderia ter usado a não violência contra Mussolini, e ele a recomendou para os Tchecos e para os chineses. “Se é valente, como é, morrer, a um homem que luta contra preconceitos, é ainda valente se recusar briga e ainda recusar se render ao usurpador”.

Já em 1938, ele exortou os judeus a defender os seus direitos e, se necessário, morrer como mártires. “Uma caçada humana degradante pode ser transformada em uma postura tranquila e determinada, oferecendo-se, aos homens e mulheres desarmados, a força dada a eles por Jehovah.” Mahatma recomendou o uso de métodos não violentos aos britânicos para combater Hitler, já que não podia dar seu apoio a qualquer tipo de guerra ou matança.

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O Congresso prometeu a Gandhi que ele ficaria fora da prisão, mas outros 23 223 indianos foram presos, inclusive Vinoba Bhave, Jawaharlal Nehru e Patel. Em 1942, Gandhi sugeriu modos para resistir não violentamente aos japoneses. Ele propôs, às pessoas japonesas, a causa da “federação mundial da fraternidade, sem a qual não poderia haver nenhuma esperança para a humanidade”.

Porém, Gandhi continuou exercendo umarevolução não violenta para a Índia, e, em 1942, ele e outros líderes foram presos. Ele decidiu jejuar novamente, sendo que apenas ele sobreviveu. Quando a guerra terminou, ele afirmou da necessidade de “uma paz real baseada na liberdade eigualdade de todas as raças e nações”. Nos últimos anos de sua vida, ele havia dito: “violência é criada por desigualdade, a não violência pela igualdade”.

Ele foi a uma peregrinação para Noakhali para ajudar aos pobres. A independênciapara a Índia era agora iminente, mas Jinnah, o líder muçulmano, estava exigindo a criação de um estado separado: o Paquistão. Gandhi prega em favor da unidade etolerância, até mesmo lendo, às reuniões, um Alcorão de orações.

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Os hindus o atacaram porque pensaram que ele era a favor dos muçulmanos, e os muçulmanos exigiram, dele, a criação do Paquistão. Gandhi foi para Calcutá para acalmar a discussão e a violência entre hindus e muçulmanos. Mais uma vez, ele jejuou até que os líderes da comunidade assinaram um acordo para manter a paz. Antes de que eles assinassem, ele os advertiu de que, se se rebelassem, ele jejuaria até a morte. Gandhi, em janeiro de1948, fez muito para acalmar os conflitos entre hindus e muçulmanos, permitindo a divisão da Índia em dois países.

O movimento pela independência indiana

Após a guerra, Gandhi se envolveu com o Congresso Nacional Indiano e com o movimento pela independência. Ganhou notoriedade internacional pela sua políticade desobediência civil e pelo uso do jejum como forma de protesto.

Por esses motivos sua prisão foi decretada diversas vezes pelas autoridades britânicas, prisões às quais sempre se seguiram protestos pela sua libertação (por exemplo, em 18 de março de 1922, quando foi sentenciado a seis anos de prisão por desobediência civil, mas cumpriu apenas dois anos).

Outra estratégia eficiente de Gandhi pela independência foi a política do swadeshi – o boicote a todos os produtos importados, especialmente os produzidos na Inglaterra. Aliada a esta estratégia estava sua proposta de que todos os indianos deveriam vestir o khadi – vestimentas caseiras – ao invés de comprar os produtos têxteis britânicos.

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Gandhi declarava que toda mulher indiana, rica ou pobre, deveria gastar parte do seu dia fabricando o khadi em apoio ao movimento de independência. Esta era uma estratégia para incluir as mulheres no movimento, em um período em que pensava-se que tais atividades não eram apropriadas às mulheres.

Sua posição pró-independência endureceu após o Massacre de Amritsar em 1920, quando soldados britânicos abriram fogo matando centenas de indianos que protestavam pacificamente. e o sal comprado.

Em 8 de Maio de 1933, Gandhi começou um jejum que duraria 21 dias em protesto à opressão britânica contra a Índia. Em Bombaim, no dia 3 de março de 1939, Gandhi jejuou novamente em protesto às regras autoritárias e autocráticas para a Índia.

Segunda Guerra Mundial

Gandhi passou cada vez mais a pregar a independência durante a II Guerra Mundial, através de uma campanha clamando pela saída dos britânicos da Índia (Quit Índia, literalmente Saiam da Índia), que em pouco tempo se tornou o maior movimento pela independência indiana, ocasionando prisões em massa e violência em uma escala inédita.

Gandhi e seus partidários deixaram claro que não apoiariam a causa britânica na guerra a não ser que fosse garantida à Índia independência imediata.

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Durante este tempo, ele até mesmo cogitou um fim do seu apelo à não-violência, de outra forma um princípio intocável, alegando que a “anarquia ordenada” ao redor dele era “pior do que a anarquia real”. Foi então preso em Bombaim pelas forças britânicas em 9 de agosto de 1942 e mantido em cárcere por dois anos.

A divisão da Índia entre hindus e muçulmanos

Gandhi teve grande influência entre as comunidades hindu e muçulmana da Índia. Costuma-se dizer que ele terminava rixas comunais apenas com sua presença. Gandhi posicionou-se veementemente contra qualquer plano que dividisse a Índia em dois estados, o que efetivamente aconteceu, criando a Índia – predominantemente hindu – e o Paquistão – predominantemente muçulmano.

No dia da transferência de poder, Gandhi não celebrou a independência com o resto da Índia, mas ao contrário, lamentou sozinho a partilha do país em Calcutá.

Gandhi tinha iniciado um jejum no dia 13 de janeiro de 1948 em protesto contra as violências cometidas por indianos e paquistaneses. No dia 20 daquele mês, sofreu um atentado: uma bomba foi lançada na sua direção, mas ninguém ficou ferido.

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Entretanto, no dia 30 de janeiro de 1948, Gandhi foi assassinado a tiros, em Nova Déli, por Nathuram Godse, um hindu radical que responsabilizava Gandhi pelo enfraquecimento do novo governo ao insistir no pagamento de certas dívidas ao Paquistão. Godse foi depois julgado, condenado e enforcado, a desrespeito do último pedido de Gandhi que foi justamente a não-punição do seu assassino.

O corpo do Mahatma foi cremado e suas cinzas foram jogadas no rio Ganges.

É significativo sobre a longa busca de Gandhi pelo seu deus o fato das suas últimas palavras serem um mantra popular na concessão hindu de um deus conhecido como Rama: “Hai Ram!” Este mantra é visto como um sinal de inspiração tanto para o espírito como para o idealismo político, associado a uma possibilidade de paz na unificação.

Independência da Índia 

Enfim, antes de sua morte, o trabalho liderado por Mahatma Gandhi nos diversos movimentos, levaram finalmente à Lei de Independência da Índia em 1947, que criou os domínios independentes da Índia e do Paquistão. A Índia permaneceu como um domínio da coroa britânica até 26 de janeiro de 1950, quando a Constituição da Índia entrou em vigor, estabelecendo a República da Índia; o Paquistão permaneceu como um domínio até 1956.

O movimento de independência da Índia foi um movimento de massas, que englobava vários segmentos da sociedade do país. Ele também sofreu um processo constante de evolução ideológica. Embora a ideologia básica do movimento era o anti-colonialismo, que era apoiado por uma visão de desenvolvimento econômico capitalista independente, aliado a uma estrutura política secular, democrática, republicana e com liberdades civis.

Princípios 

A filosofia de Gandhi e suas ideias sobre o satya e o ahimsa foram influenciadas pelo Bhagavad Gita e por crenças hindus e da religião jainista. O conceito de ‘não-violência’ (ahimsa) permaneceu por muito tempo no pensamento religioso da Índia e pode ser encontrado em diversas passagens do textos hindus, budistas e jainistas. Gandhi explica sua filosofia como um modo de vida em sua autobiografia A História de meus Experimentos com a Verdade (As Minhas Experiências com a Verdade, em Portugal) – (The Story of my Experiments with Truth).

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Estritamente vegetariano, escreveu livros sobre o vegetarianismo enquanto estudava direito em Londres (onde encontrou um entusiasta do vegetarianismo,Henry Salt, nos encontros da chamada Sociedade Vegetariana). Ser vegetariano fazia parte das tradições hindus e jainistas. A maioria dos hindus no estado deGujarat eram-no, efetivamente. Gandhi experimentou diversos tipos de alimentaçãoe concluiu que uma dieta deve ser suficiente apenas para satisfazer as necessidades do corpo humano. Jejuava muito, e usava o jejum frequentemente como estratégia política.

Gandhi renunciou ao sexo quando tinha 36 anos de idade e ainda era casado, uma decisão que foi profundamente influenciada pela crença hindu do brahmacharya, ou pureza espiritual e prática, largamente associada ao celibato. Também passava um dia da semana em silêncio. Abster-se de falar, segundo acreditava, lhe trazia paz interior. A mudez tinha origens nas crenças do mouna e do shanti. Nesses dias ele se comunicava com os outros apenas escrevendo.

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Depois de retornar à Índia de sua bem-sucedida carreira de advogado na África do Sul, ele deixou de usar as roupas que representavam riqueza e sucesso. Passou a usar um tipo de roupa que costumava ser usada pelos mais pobres entre os indianos. Promovia o uso de roupas feitas em casas (khadi).

Gandhi e seus seguidores fabricavam artesanalmente os tecidos da própria roupa e usavam esses tecidos em suas vestes; também incentivava os outros a fazer isso, o que representava uma ameaça ao negócio britânico – apesar dos indianos estarem desempregados, em grande parte pela decadência da indústria têxtil, eles eram forçados a comprar roupas feitas em indústrias inglesas. Se os indianos fizessem suas próprias roupas, isso arruinaria a indústria têxtil britânica, ao invés de fortalecê-la.

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O tear manual, símbolo desse ato de afirmação, viria a ser incorporado à bandeirado Congresso Nacional Indiano e à própria bandeira indiana.

Também era contra o sistema convencional de educação em escolas, preferindo acreditar que as crianças aprenderiam mais com seus pais e com a sociedade. Na África do Sul, e outros homens mais velhos formaram um grupo de professores que lecionava diretamente e livremente às crianças.

Fonte: Wikipédia

Dentro do ideal de paz e não-violência que ele defendia, uma de suas frases foi: “Não existe um caminho para paz! A paz é o caminho!”.

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Os nossos estádios estão superfaturados, nossas Aeroportos com poucas melhorias, nosso povo não quer a Copa do Mundo no Brasil, a solução é parar agora e deixar que a Argentina realize os jogos.

Já que nós não sabemos fazer nada direito, por que não mandar os jogos para os “hermanos”?  Eles teriam muitas visitantes, teriam pessoas do mundo inteiro gastando no seu comércio, a economia da Argentina, que está vivendo um colapso, teria uma enorme motivação, os produtos vendidos por lá iriam ajudar e muito os comerciantes e fabricantes, teriam empregos para se reformar os estádios e construir novos, além da divulgação das maravilhas e dos problemas, que qualquer país do mundo têm ou você acha que em Barcelona não  tem ladrão e político safado, inclusive dirigentes safados de clubes de futebol.

É claro que espertinhos também iriam meter a mão no que é do povo, mas aí que entra a fiscalização do povo desde o começo, ou você acha que os Argentinos iriam deixar para última hora para dizer que os gastos estariam exorbitantes e que não deve ter Copa faltando 4 meses para começar? Ou você acha que os Argentinos iriam protestar sobre problemas que duram décadas só agora no ano da Copa do Mundo deles?

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Copa do Mundo de futebol é um evento único, que pára um país para ver os jogos da tua seleção, eu cresci assim, trabalhei assim, não íamos trabalhar ou estudar para assistir a nossa seleção jogar, é um evento importante que mobiliza o país inteiro, até para quem não gosta de futebol.

Quem tem um restaurante, que tem um bar, um hotél ou  um simples camelô que leva o teu sustento para casa vendendo uma simples bandeira do seu país ou de algum outro que esteja disputando a Copa, é um grande negócio, mas tem que saber aproveitar e não ver só o lado negativo de uma Copa do Mundo.

Quantos profissionais em várias empresas  seriam contratados para realização da Copa, desde um que fabrica um simples chaveiro até aos que fabricam aqueles elevadores sofisticados dentro dos estádios da Copa,  quantos empregos seriam gerados.

Alguém pode pensar, mas e o dinheiro investido, não seria melhor investir em saúde e educação? Sim, tudo bem… mas pelo que esses governos arrecadam em impostos, o Brasil por exemplo arrecada trilhões de reais, daria para fazer Copa do Mundo todo ano e ainda a educação e saúde seriam as melhores do mundo, mas falta vontade política, só isso.

Alguns países ou cidades pedem a Deus para serem escolhidos como sede de um grande evento como esse, Barcelona que o diga, queriam de qualquer maneira serem escolhidos para sede das Olimpíadas, já que a economia de Espanha anda um caos, com vários desempregados, o objetivo seria alavancar a economia local.

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Seriam campeãs do mundo com certeza 

Já que eles(Argentinos) seriam escolhidos para realizar a Copa, que fizessem direito, porque parar no meio do caminho e não fazer  nada, seria uma vergonha histórica para sempre dos seus habitantes, ficariam eternamente tachados como incompetentes e nunca mais sediariam nenhum evento do mundo.

A imprensa de lá, não poderia dar tiro no pé, poderiam relatar todos os problemas que com certeza iriam acontecer, mas teriam que divulgar o que o país tem a oferecer, os churrascos, a paixão pelo futebol, Messi, o tonto do Maradona, etc… Aliás, poderiam relatar o que tornou o país a ser uma potência do futebol e não só dizer que tudo está uma porcaria. Eles poderiam vender melhor o produto que iriam cobrir e ganhar com isso, ou vocês acham que as TVs transmitem os jogos da Copa porque é muito lindo, é tudo maravilhoso ou porque adoram futebol? Tem muita grana envolvida nisso.

Quem dá show nisso é americano, eles tem muito defeitos, mas  sabem como ninguém divulgar e realizar um evento, e ter orgulho do que são e de onde são.  Super Bowl é um grande exemplo disso.

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 evento que gera bilhões de dólares e milhões de telespectadores

Agora em certos países da América do Sul, a imprensa quer vender um produto que eles mesmo detonam, se eu saísse vender meus produtos e dissesse que é uma porcaria, já teria parado a muito tempo de trabalhar nesta área. Acho que a desgraça alheia é mais vendável, deve ser isso.

Além de ter a oportunidade de serem tricampeões do mundo, porque jogando em casa, com uma boa seleção, não tem Espanha, Brasil ou Alemanha que segure, já pensou a festa que seria lá nas praças das cidades, como seria o Argentinos gritando: “É CAMPEON”.

comemoração

Imagina a festa de um povo que tem uma única alegria durante um mês e ver seu time sendo campeão de um evento tão importante em casa, e deixando o seus vizinhos chupando o dedo e dizendo: “Acho que não deveríamos ter deixado a Copa para eles realizarem”.

É claro que os problemas iriam continuar, o futebol não é mais o ópio do povo, mas seria uma alta estima enorme para um povo sofrido que é subjugado por uma sociedade que só pensa no lucro e no seu próprio bem estar e passa por cima de qualquer um que esteja no seu caminho para isso.

soccercitySoccer City: Estádio da Copa em 2010 na Africa do Sul

Enfim, vamos deixar para os Argentinos fazerem ou então deixar para os da terra de Mandela, já que muitos tiravam onda com os africanos que nunca seria uma boa copa,  e na verdade nossa copa que vai ser um fiasco,  pelo menos eles tem estádios prontos.

Tenho certeza que os argentinos não deixariam tudo para última hora, e realizariam a Copa juntamente com o povo, fiscalizando desde o começo quando fosse escolhida para ser sede da Copa do Mundo de 2014.

Reclamar agora é tarde demais. É como escolher um carro para comprar, pagar por ele e ver depois que o mesmo não tinha motor e o vendedor mora na Suíça(Entenderam, sede da…, rs), vai ficar com o mico na mão.

É claro que tudo isso é uma piada, que detestaria que a Copa do Mundo em nosso país, fosse para a Argentina, mas do jeito que as coisas estão, não merecemos ganhar e muito menos ser sede de Copa do Mundo 2014. Mas já que somos, temos que aproveitar de alguma maneira o momento e alavancar a economia do país e gerar emprego para muita gente , antes e durante a Copa do Mundo.

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Larissa Riquelme – A musa da Copa 2010

Ninguém pode negar (nem as mulheres), que esta mulher é linda demais, quem disse que não tem algo legítimo paraguaio? Esta obra-prima da natureza esteve entre nós, cumprindo alguns compromissos publicitários no Brasil, fez a alegria dos fotógrafos e da galera.

Larissa Riquelme ficou famosa durante a Copa 2010, depois de declarar que ficaria nua, se a seleção paraguaia chegasse as semi-finais da competição. Olha, tinha muitos carinhas torcendo adoidado para o Paraguai depois da declaração (Mil vezes um trilhão melhor do que o Maradona pelado), mas os manés,  quero dizer os jogadores, rs, não conseguiram chegar na tal fase, mas aí que veio a luz e ela disse que vai posar nua. Uma maravilha!!! Que venha a revista!!!

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A vuvuzela está fazendo a alegria do povo de lá e daqui, pelo meu trabalho visito várias lojas, tá todo mundo vendendo pra caramba a corneta, já estão em falta, febre é assim mesmo, e essa veio em altissíma temperatura. Confiram a notícia:

O som das vuvuzelas, um tipo de corneta, dão o tom da festa nos estádios durante a Copa da Mundo na África do Sul. Mas muita gente reclama do barulho que ela faz e  uma fundação europeia divulgou que ela é mais barulhenta que uma motosserra. Para tirar a limpo, o G1 pediu a um engenheiro que fizesse a comparação com sons típicos de uma cidade grande. E o resultado: a vuvuzela faz mais barulho que o trânsito da Marginal Tietê e até de um helicóptero em São Paulo.

Nas medições feitas a pedido do G1 pelo engenheiro Hamilton Tambelini, da empresa Ruído Menor, o som de uma única vuvuzela atingiu 114 decibéis. O som de três tocadas ao mesmo tempo foi a 117 decibéis. Um helicóptero decolando no Campo de Marte, na zona Norte de São Paulo, chegou a pico de 98 decibéis. “A cada três decibéis temos o dobro do valor inicial em escala linear”, segundo Tambelini. Isso significa o nível de 117 decibéis é o dobro de 114.

A vuvuzela usada para teste estava à venda em uma loja na Rua 25 de Março e tinha o selo do Inmetro. Segundo os lojistas, pode faltar vuvuzela durante a Copa. Em cinco lojas visitadas pelo G1, a corneta só foi encontrada em uma.

Em todas as comparações feitas pelo engenheiro Tambelini, a vuvuzela, tocada ao ar livre, mostrou-se mais incômoda que os sons que fazem parte da rotina do paulistano. “A vuvuzela, se tocada muito próxima ao ouvido, pode provocar lesões auditivas permanentes. Por isso é importante o uso de protetor auricular durante a torcida dos jogos, mesmo em casa, fora dos estádios”, disse Tambelini.

RANKING DO BARULHO

FONTE DE SOM MEDIÇÃO DE RUÍDO

UMA VUVUZELA 114 DECIBÉIS

TRÊS VUVUZELAS 117 DECIBÉIS

HELICÓPTERO – MOTOR A PISTÃO (DECOLAGEM) 98,3 DECIBÉIS (PICO)

HELICÓPTERO – BIMOTOR TURBINADO (POUSO) 95,9 DECIBÉIS

CAMINHÃO NA MARGINAL TIETÊ 92,9 DECIBÉIS (PICO)

FLUXO NORMAL NA MARGINAL TIETÊ 80 DECIBÉIS (MÉDIA)

FLUXO NORMAL NO TÚNEL DO ANHANGABAÚ 91 DECIBÉIS

MOTOCICLETA NO TÚNEL ANHANGABAÚ 92,3 DECIBÉIS

ÔNIBUS NO TÚNEL ANHANGABAÚ 91,3 DECIBÉIS

Fonte: Ruído Menor

“Na comparação entre a Marginal Tietê, os helicópteros no Campo de Marte e as cornetas, a vuvuzela é muito mais forte. Se juntássemos todos, não chegaria ao som da vuvuzela. Isso acontece porque a vuvuzela é estridente, com som mais agudo. O ouvido humano é mais sensível a sons agudos. Como o torcedor vai estar mais perto das cornetas, a intensidade sonora é maior”, afirmou o engenheiro.

Uma fundação mantida pela Phonak, fabricante suíça de próteses auditivas, divulgou que a vuvuzela incomoda mais que uma motoserra. Uma série de testes, em estúdio, demonstrou que as trombetas podem alcançar 127 decibéis. Ganham de tambores (122 decibéis) e de apitos (121,8 decibéis), por exemplo.

Risco nos estádios

Segundo a Norma Regulamentadora 15, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o limite de tolerância para ruído contínuo é de apenas oito minutos em casos de sons como o da vuvuzela, que chegou a 114 decibéis. “Se pensar que uma partida de futebol tem 90 minutos, fora a festa nos minutos que antecedem a partida, imagine o risco de lesão auditiva que o torcedor estará exposto”, disse Tambelini.

A mesma norma ainda indica que não é permitida a exposição a níveis de ruído acima de 115 decibéis para pessoas sem proteção nos ouvidos. “Isso significa que alguma lesão o torcedor poderá sofrer durante os jogos na África do Sul. É prudente que o torcedor leve qualquer tipo de proteção. A lesão auditiva, por menor que seja, pode ser permanente”, afirmou o engenheiro.

Barulho para dormir

Apesar de trabalhar na área de aviação há 36 anos, João Júnior, gerente comercial da Tucson Aviação, disse que o som de algumas aeronaves ainda o perturbam. “O som do helicóptero, por exemplo, eu já estou acostumado. Há frequências que me incomodam mais e só depende do helicóptero. Mas o que me atinge mais é o barulho provocado pelas vuvuzelas. Em estádio de futebol, já tive problemas com elas. Incomoda mesmo.”

A convivência com sons em altos decibéis fez com que Júnior tivesse uma característica auditiva peculiar. “O silêncio me incomoda para dormir. Preciso de um pouco de barulho para conseguir pegar no sono. Eu tenho um zumbido permanente no ouvido. O silêncio faz com que esse zumbido apareça mais claro quando vou dormir, o que acaba me incomodando um pouco.”

Júnior disse que faz exames de audiometria todo ano e nunca houve registro de perda auditiva.

Vuvuzela: irritação e alegria

Os comerciantes da Rua 25 de Março não têm do que reclamar nos últimos dias que antecedem a abertura do mundial de futebol. “A vuvuzela é boa para o comércio. Por causa da Copa, o pessoal já vem no ritmo para comprar. Quando vem um grupo de clientes, todos querem tocar, fazer barulho e levar uma corneta para casa. Comemorar um gol do Brasil sem fazer barulho não tem graça”, disse Fátima Paula, 33 anos, gerente da loja Monita.

Apesar de elogiar o efeito sonoro da vuvuzela nas vendas, ela não quer saber de muito barulho depois do expediente. “Não posso reclamar, a vuvuzela está vendendo bastante. Vamos fazer uma exceção durante a Copa e depois vamos trabalhar e ficar sem barulho”, brincou a gerente.

Mesmo deixando escapar que a vuvuzela provoca um pouco de incômodo, Fátima disse que só uma coisa é pior que a corneta africana: a buzina. “É uma coisa sem controle. Quando a pessoa toca uma buzina, está irritada e tensa. Isso incomoda mais do que uma vuvuzela, que é alegre.”

O clima de festa durante a Copa do Mundo da África do Sul pode amenizar a intolerância das pessoas pelo barulho provocado pelas cornetas. “A vuvuzela vai incomodar mais do que o trânsito de São Paulo, principalmente para quem não gosta de futebol. Eu, particularmente, acompanho futebol e não vou gostar desse barulho o tempo todo”, afirmou Tambelini.

Fonte G1

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Em alguns setores do elenco acertei todos os nomes, em outros errei todos, uma boa média, rs.

Todo ano é mesma coisa, todo mundo acha que entende o que é formar uma seleção brasileira, gostaria de ver todos aqueles jornalistas treinando uma seleção, aliás, o último que treinou uma seleção, dizia que Pelé era míope e que não poderia jogar com o Tostão na seleção, mas acho que só tem corneteiro por aí, entender de futebol mesmo, tem poucos, eu sou mais um corneteiro, por isso acho que deveria levar mais um meia-amador, mas o Dunga é o técnico e deveria ser mais respeitado, porque foi o capitão da copa de 1994, que muitos jornalistas disseram que foi sem graça, talvez quisessem que o Brasil tivesse perdido nas oitavas de final, fazer o quê…

A lista do eleitos de Dunga são:

GOLEIROS

Julio César

Gomes

Doni

ZAGUEIROS

Lúcio

Juan

Thiago Silva

Luisão

LATERAIS

Maicon

Daniel Alves

Gilberto

Michel Bastos

MEIO DE CAMPO

Kaká

Elano

Ramires

Gilberto Silva

Josué

Kléberson

Felipe Mello

Julio Baptista

ATACANTES

Robinho

Luis Fabiano

Nilmar

Grafite

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Em ano de copa é diferente, sempre gostei de futebol, sou corintiano roxo, mas a copa do mundo é um evento especial, eu costumava gravar vários jogos das copas, tenho todos os jogos do Brasil das copas de 1994, 2002 e 2006, fora alguns de outras seleções, e com certeza, vou gravar a deste ano, mas já que é a primeira copa do mundo, depois que fiz o blog, não poderia deixar de fazer umas máterias sobre este grande assunto do ano.

COPA DO MUNDO DE 1930

SEDE: URUGUAI

PARTICIPANTES: 13 PAÍSES

CAMPEÃO: URUGUAI

VICE CAMPEÃO: ARGENTINA

COLOCAÇÃO DO BRASIL: ELIMINADO NA 1º FASE

A Copa do Mundo FIFA de 1930 foi a primeira Copa do Mundo de Futebol realizada. Foi sediada no Uruguai de 13 de julho a 30 de julho. A FIFA escolheu o Uruguai como sede numa conferência em Barcelona em 18 de maio de 1929 pois o país celebraria o centenário de sua independência e a Seleção Uruguaia de Futebol vinha de dois títulos olímpicos.

Treze equipes participaram. Nove das Américas e quatro da Europa. Poucas equipes europeias decidiram participar por causa dos custos e da duração da viagem. As duas primeiras partidas da história da Copa do Mundo ocorreram simultaneamente e foram vencidas pela França e pelos Estados Unidos, que bateram respectivamente o México por 4 a 1 e a Bélgica por 3 a 0. O primeiro gol das Copas foi marcado por Lucien Laurent da França. Na final, o país-sede e favorito Uruguai bateu a Argentina por 4 a 2 em frente a uma torcida de 93.000 pessoas e se tornou a primeira nação a vencer uma Copa do Mundo.

Uma briga entre cartolas paulistas e cariocas impediu que a seleção brasileira levasse sua força máxima ao Mundial. Um único paulista, Araken, integrou a delegação.

OS PARTICIPANTES

A primeira Copa do Mundo foi a única sem Eliminatórias. Todos os países afiliados à FIFA foram convidados a competir. 28 de fevereiro de 1930 foi a data estabelecida para que os times se registrassem para o torneio no Uruguai. Brasil, Argentina, Peru, Paraguai, Chile, Bolívia, Estados Unidos e México se inscreveram a tempo, mas a data se passou sem que uma nação do outro lado do Oceano Atlântico se inscrevesse. Uma vez que viagens trans-atlânticas eram longas e caras, poucas equipes européias se interessaram o bastante para competir. A Asociación Uruguaya de Fútbol chegou a mandar uma carta à Football Association (à época ainda não filiada à FIFA). O convite foi declinado pelo comitê da FA em 18 de novembro de 1929 [1]; até dois meses antes do início do torneio, nenhuma seleção européia tinha oficialmente se inscrito. O presidente da FIFA Jules Rimet interveio, junto com o governo uruguaio, prometendo custear as despesas de viagem de qualquer equipe européia.

Quatro times europeus acabaram viajando: Bélgica, França, Romênia e Iugoslávia. Os romenos (que pederam para a Iugoslávia um mês antes da competição mas venceriam a Copa dos Balcãs em 1931), dirigidos por Constantin”Costel” Radulescu e treinados pelo capitão Rudolf Wetzer e Octav Luchide, embarcaram o SS Conte Verde em Gênova. Os franceses embarcaram em Villefrance-sur-Mer em 21 de junho de 1930 [2]; e os belgas embarcaram em Barcelona.[5] O Conte Verde seria o mesmo barco pelo qual viria Jules Rimet, a taça e três árbitros europeus: os belgas Jean Langenus e Henri Christophe além de Thomas Balway, um parisiense de possível origem inglesa. O Brasil pegou o mesmo barco quando este atracou no Rio de Janeiro em 29 de junho de 1930 antes que ele chegasse ao Uruguai em 4 de julho de 1930. Foi no Rio que Balway soube que esposa havia morrido na França. Os iugoslavos viajaram no navio correio “Florida” partindo de Marselha.

A COMPETIÇÃO

Os treze times foram divididos em quatro grupos, como todos os jogos se realizando na capital uruguaia, Montevidéu. Uruguai, Argentina, Brasil e EUA foram designados cabeças-de-chave. Uma vez que não houve Eliminatórias para esta Copa, as duas partidas de abertura do torneio foram as primeiras partidas da história das Copas, sendo realizados simultaneamente em 13 de julho; a França bateu o México por 4 a 1 no Estádio Pocitos, enquanto os Estados Unidos derrotaram a Bélgica por 3 a 0 ao mesmo tempo no Estádio Gran Parque Central. O francês Lucien Laurent foi o marcador do primeiro gol da história das Copas do Mundo. Laurent depois diria: “Estávamos enfrentando o México e estava nevando, uma vez que era inverno no hemisfério sul. Um dos meus colegas de time cruzou a bola e eu segui seu caminho cuidadosamente, dando um voleio com meu pé direito. Todos ficamos felizes mas não ficamos rolando pelo chão – ninguém percebeu que estávamos a fazer história. Um rápido aperto de mãos e voltamos pro jogo. E não houve nenhum bonus; éramos todos amadores àquela época”.

Um belissímo video da copa de 1930:

FINAL

A final marcou o reencontro entre os finalistas dos Jogos Olímpicos de 1928, Uruguai e Argentina. Uma vez que a disputa do terceiro lugar não se estabeleceu até a Copa seguinte, a Copa de 1930 é única no fato em que não ocorreram partidas entre as semi-finais e a final. Porém, algumas fontes, notadamente um Boletim da FIFA de 1984, afirmam que houve sim uma partida do terceiro lugar e que foi vencida por 3 a 1 pela Iugoslávia. Essa informação nunca foi oficialmente confirmada.

A final foi disputada no Estádio Centenário em 30 de julho. Os portões do estádio foram abertos às oito da manhã, seis horas antes do pontapé inicial, e ao meio-dia os lugares estavam tomados, oficialmente comportando 93.000 pessoaas. Antes do início da partida ocorreu uma discordância em relação a bola que seria usada na partida, forçando a FIFA a interferir decretando que a bola argentina seria usada no primeiro tempo e uma uruguaia no segundo. O jogo acabou 4 a 2 para os uruguaios (que perdiam de 2 a 1 no intervalo) que adicionaram ao seu palmarés o título de campeões do mundo, assim que Jules Rimet os presenteou com a Copa do Mundo, que seria depois nomeada em sua homenagem. O dia seguinte à partida foi declarado feriado nacional no Uruguai; em Buenos Aires arruaceiros jogaram pedras no consluado uruguaio.

COPA DO MUNDO DE 1934

SEDE: ITÁLIA

PARTICIPANTES: 16 PAÍSES

CAMPEÃ: ITÁLIA

VICE-CAMPEÃO: TCHECOSLOVÁQUIA

COLOCAÇÃO DO BRASIL: NÃO PASSOU DA PRIMEIRA FASE

A Copa do Mundo de 1934 foi a primeira na qual os países tiveram que se classificar na disputa das Eliminatórias para poder participar. O número de nações participantes desta vez dobrou em relação à edição anterior, sendo que 70% das 32 nações eram do continente Europeu.

O Mundial de 1934 como o de 1938 teve interesses políticos em jogo: o regime fascista subjugava a Itália, e o ditador Benito Mussolini planejou transformar o evento numa espécie de propaganda pró-regime. A influência indiscutível de Mussolini se impôs em diversos aspectos, como por exemplo a escolha pré-determinada de árbitros “suspeitos” nas partidas da anfitriã Itália. O sueco Ivan Eklind, que apitou a semifinal e a final, teria se encontrado com Mussolini antes das partidas. Misteriosamente, decisões polêmicas foram tomadas, sempre em favor da Itália ( expulsões e gols anulados de adversário.) Alguns árbitros influenciaram tanto nos resultados da Itália que foram expulsos por suas pátrias após o torneio, caso do suíço René Mercet e do belga Luis Baert.

Duas peculiaridades marcaram a Copa do Mundo de 1934: O defensor do título, Uruguai, recusou o convite para participar, num boicote aos europeus por terem ignorado a edição anterior, em 1930 (Apenas 4 seleções européias participaram do torneio: Bélgica, França, Iugoslávia e Romênia), tornando-se assim o único defensor de título que não competiu no torneio seguinte. Além disso, a anfitriã Itália teve que passar pelas Eliminatórias, na única ocasião em que um país-sede precisou disputar Eliminatórias.

O modelo do mundial aconteceu em estilo “mata-mata”, composto por 5 fases com os confrontos das oitavas definidos por sorteio: Oitavas, Quartas, Semifinal, Disputa do 3º Lugar (ausente em 1930) e Final. Participaram doze seleções européias: Áustria, Tchecoslováquia, Alemanha, Hungria, Itália, Espanha, Suécia, Suíça, França, Romênia, Bélgica e Holanda; Duas sul-americanas: Brasil e Argentina; Uma norte-centro-americana: Estados Unidos e uma africana: Egito.

A maior goleada da Copa ocorreu logo na primeira fase, Itália 7×1 Estados Unidos. O Brasil, outra vez desfalcado devido às eternas brigas entre cariocas e paulistas, deu vexame: Perdeu por 3 x 1 da Espanha e voltou para casa. Outra decepção foi a Argentina, vice-campeã do mundo, que foi eliminada pela Suécia por 3 x 2. As grandes forças Mundial de 1934 eram a Itália, a Espanha, a Hungria e a Tchecoslováquia.

O primeiro jogo-desempate da história das Copas foi entre Itália e Espanha. No primeiro jogo, empate em 1 x 1 após a prorrogação (neste tempo ainda não havia disputa por pênaltis). No desempate, deu Itália: 1 x 0. Nas semifinais, em Milão a Itália venceu a Áustria por 1×0 e em Roma a Tchecoslováquia bateu a Alemanha por 3 x 1. Na Disputa pelo 3º lugar a Alemanha venceu a Áustria por 3×2.

A final foi disputada no Estádio Olímpico de Roma, sob presença do imponente Mussolini e de outros 50 mil espectadores. A Itália empatou o jogo com a Tchecoslováquia no tempo normal, e na prorrogação Angelo Schiavio fez o gol do título italiano: 2×1.

Tabela da copa 1934(clique para ampliar):

CURIOSIDADES

* O jogador Monti, campeão pela Itália, é o mesmo Monti que ficou com o vice-campeonato pela Argentina quatro anos antes. Descendente de italianos, ele foi para a Europa a convite de Mussolini, que queria reforçar a Azzurra com sul-americanos filhos de italianos. Pelo mesmo motivo, o ex-corintiano Filó também defendeu a seleção italiana, usando seu sobrenome Guarisi. Com isso, ele se tornou o primeiro brasileiro a ser campeão mundial de futebol. Além de Monti e Guarisi, a seleção italiana contava com os naturalizados Guaita e Orsi, ambos argentinos.

* Apesar de ser sede do Mundial, a Itália teve de disputar as Eliminatórias. Venceu a Grécia por 4 x 0 em Milão.

* A Palestina disputou as Eliminatórias. Na época, Israel ainda não havia sido criado e a Palestina era uma nação de árabes e judeus. Porém, apenas os judeus integraram a seleção que foi desclassificada pelo Egito.

* Como o Brasil, a Argentina também foi para a Itália com uma seleção fraca. Os grandes clubes do país haviam se profissionalizado e criado uma liga não-reconhecida pela FIFA. Assim, os platinos foram representados por jogadores amadores, vindo de clubes como Dock Sud, Sarmiento, Defensores de Belgrano e Desamparados.

* Como na edição anterior em 1930, todos os vencedores de jogos eliminatórios foram conhecidos nos 90 minutos regulamentares, foi nessa Copa que ocorreu a primeira prorrogação da história. No jogo Áustria e França nas oitavas-de-final, houve empate em 1-1 após os 90 minutos. Na prorrogação a Áustria chegou a fazer 3-1. A França diminuiu, e apertou o time austríaco até o fim da prorrogação sem conseguir o empate. Resultado: 3-2 para a Áustria, que foi para as quartas-de-final.

* Nesta Copa também ocorreu o primeiro jogo desempate da história das Copas. Itália e Espanha empataram em 1-1 após a prorrogação. Dois dias depois, as duas equipes vieram a campo com desfalques. Principalmente a Espanha, que não pôde contar com o goleiro e capitão Ricardo Zamora, que, de tanto apanhar no primeiro jogo, não teve como jogar o desempate. Resultado: 1-0 para os italianos, que foram às semifinais.

* Na disputa do 3º lugar entre Alemanha e Áustria, as seleções não haviam levado jogo de uniformes reserva (ambas equipes eram alvinegras). Os austríacos, então, usaram a camisa do Napoli.

* Waldemar de Brito, brasileiro que perdeu o pênalti contra a Espanha, foi o responsável por descobrir Pelé no Bauru Atlético Clube e levá-lo ao Santos Futebol Clube em 1956.

* O Uruguai, campeão da edição anterior, não defendeu seu título por ressentimento dos europeus, que não haviam prestigiado a Copa de 1930.

COPA DO MUNDO DE 1938

SEDE: FRANÇA

PARTICIPANTES: 16 PAÍSES

CAMPEÃ: ITÁLIA

VICE-CAMPEÃ: HUNGRIA

COLOCAÇÃO DO BRASIL: 3º LUGAR

A Copa do Mundo de 1938 foi a terceira Copa do Mundo disputada, e contou com a participação de 16 países. 37 países participaram das eliminatórias. O campeonato ocorreu na França.

Foi um mundial tenso, marcado pela gravíssima situação internacional, que levaria a Europa e o mundo à Segunda Guerra Mundial, pouco mais de um ano depois do certame. A Áustria que fora anexada pela Alemanha de Hitler não participou do mundial, pois foi obrigada à ceder seus jogadores à seleção alemã. As grandes forças do mundial eram a Itália, campeã mundial, a Hungria, a Tchecoslováquia e o Brasil. Foi a primeira copa em que o Brasil realmente se organizou, evitando as eternas e infrutíferas brigas entre cariocas e paulistas. O Brasil tinha um grande jogador, o 1º grande gênio da seleção em copas, Lêonidas da Silva. Na estréia um épico, Brasil 6 x 5 Polônia. Um jogo cheio de alternativas decidido só na prorrogação. Uma guerra, com vários jogadores contundidos em ambas as equipes. Durantes as Oitavas aconteceu a primeira grande zebra em copas, empate de 3 x 3 entre Cuba e Romênia. No jogo desempate deu Cuba por 2 x 1. A Suíça empata com a Alemanha em 1 x 1 e vence o jogo desempate por 4 x 2, despachando a seleção teuto-austríaca da copa. Os italianos venceram a Noruega por 2 x 1 e os húngaros golearam as Índias Holandesas (hoje Indonésia) por 6 x 0.

Nas quartas o Brasil jogou duas vezes contra a Tchecoslováquia, 1 x 1 e 2 x 1 (jogo desempate). A Itália eliminou a França , dona da casa, por 3 x 1. Os húngaros avançaram com seu futebol técnico eliminando a surpreendente Suíça por 2 x 0. O destaque coube à Suécia que não jogou as Oitavas (seu adversário seria a Áustria) que espantou a zebra cubana por 8 x 0. Na semifinal o Brasil, sem Leônidas (poupado), perdeu para a Itália, campeã mundial, por 2 x 1. Os húngaros confirmam sua força e goleam a Suécia por 5 x 1. A seleção brasileira ganhou da Suécia a decisão do 3º lugar por 4 x 2, na primeira grande participação canarinho em copas.

Na final, a Itália de Vittorio Pozzo, o técnico, e do grande Giuseppe Meazza, contra a forte Hungria. Itália 4 x 2 Hungria, e a Azzurra era o primeiro time a ser bicampeão mundial de futebol. Leônidas, o diamante negro, foi o artilheiro do mundial 38. Pozzo, até hoje, é o único técnico campeão mundial em duas oportunidades como treinador.

ELIMINATÓRIAS:

Um total de 37 equipes se inscreveram para a disputa das Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 1938, competindo por um total de 16 vagas na fase final. Pela primeira vez o atual campeão e o país-sede se classificaram automaticamente. Portanto, França, como sede, e Itália, os defensores do título, classificaram-se automaticamente, deixando 14 vagas em disputa.

Tabela da copa 1938(clique para ampliar):

CURIOSIDADES:

* O jornalista Vittorio Pozzo se tornou o primeiro (e até hoje único) técnico a conquistar mais de uma Copa. E o fez em torneios consecutivos.

* Contra a França, a Itália seria obrigada a usar uma camisa de outra cor, já que o azul estava reservado para a seleção da casa. Assim, os italianos se apresentaram com camisa, calção e meias negras, a cor do fascismo.

* A Áustria foi anexada pela Alemanha nazista em 1938 e deixou de ser um país independente. Por isso, seus jogadores foram incorporados pela seleção alemã e não pôde se apresentar contra a Suécia pelas oitavas-de-final. Foi o único W.O. da história das Copas.

* A Alemanha nazista se reforçou com jogadores austríacos em suas fileiras. Mas na sua partida de abertura, não passou de um empate em 1-1 com a Suíça. No jogo desempate, ocorrido cinco dias depois, a Alemanha chegou a abrir 2-0. Com o resultado, foi enviado um telégrafo a Adolf Hitler informando o resultado. Mas os suiços não se deixaram abater e viraram o placar, vencendo por 4-2, eliminando a equipe alemã.

* Cuba era a única equipe da Concacaf na competição. No jogo inicial conseguiram um empate em 3-3 com a Romênia. O destaque da equipe era o goleiro Benito Carvajales, que na partida impediu cinco gols certos dos romenos. Quatro dias depois, o goleiro não participou do jogo-desempate. Em seu lugar, jogou Juan Ayra. Carvajales estava comentando a partida para uma emissora de rádio de seu país. Neste jogo, Cuba eliminou a Romênia por 2-1, com gols de Héctor Socorro e Fernandez, com Dobay fazendo o gol romeno. Foi a primeira vez na história que uma equipe da Concacaf chegava às quartas-de-final do torneio.

* A Espanha era uma das favoritas ao Mundial, mas não pôde participar por estar vivendo sua Guerra Civil.

* O atacante polonês Ernst Wilimowski fez quatro gols na partida de estréia, mas sua seleção perdeu do Brasil por 5 x 6 e foi eliminada. Nenhum jogador tem uma média de gols por jogo tão alta em Copas.

* Nesse mesmo jogo, o Brasil usou pela primeira vez a camisa azul. Como seus adversários poloneses usavam camisas brancas (mesma cor que o Brasil usava na época), o jeito foi jogar com camisas azuis,sem escudo, que eram utilizadas nos treinamentos.

* Nesse mesmo jogo, o centroavante brasileiro Leônidas da Silva marcou um gol de pé descalço. No segundo tempo da partida, com a chuva que caiu no gramado, e o barro que inundou o campo, Leônidas teve a sua chuteira estourada, descolando a sola do cabedal. Enquanto sua chuteira era consertada, o atacante fez um gol sem as chuteiras, após o rebote de uma cobrança de falta.

* O Brasil enfrentou a Tchecoslováquia em Bordeaux, no jogo em que ficou conhecido como “Batalha Campal”. A fraca arbitragem do húngaro Paul Von Hertzka fez com que os jogadores de ambos os lados abusassem das jogadas duras. Resultado: 1-1 após a prorrogação, com Machado e Zezé Procópio do Brasil e Riha da Tchecoslováquia expulsos. O goleiro tcheco Frantisek Planicka deixou o campo com o braço quebrado, e o artilheiro tcheco Oldrich Nejedly levou tanto pontapé que acompanhou seu companheiro de equipe a caminho do hospital.

* Com o empate, foi realizada uma nova partida de desempate dois dias depois. As duas equipes levaram seus jogadores reservas. Para surpresa geral, esse jogo transcorreu em paz e calmaria. Deu Brasil, por 2-1, com gols de Leônidas da Silva e Roberto, com Kopecky marcando para os tchecos.

* Depois da vitória italiana sobre o Brasil, o jornal “La Gazzetta dello Sport”, influenciado pela ideologia fascista, escreveu: “Saudamos o triunfo da inteligência branca italiana sobre a força bruta dos negros”.

* A Itália era a única seleção com um avião à disposição para os deslocamentos dentro da França. As demais equipes tinham de usar trem ou ônibus.

* Mas nem tudo foram flores para a Itália. Após vencer a França nas quartas-de-final em Paris, a Itália foi obrigada a viajar para Marselha para enfrentar o Brasil nas semifinais. Durante o vôo o avião sofreu uma pane, e foi obrigado a pousar em Toulouse. A Itália teve que viajar até Marselha de trem.

* Foi a primeira Copa do Mundo transmitida por rádio para vários países do mundo. No Brasil, os mais antigos diziam que a voz do locutor falhava constantemente, as vezes por até um minuto acontecendo, inclusive, casos do gol narrado não chegar ao Brasil e o ouvinte só saber minutos depois com a reconfirmação do resultado final.

COPA DO MUNDO DE 1950

SEDE: BRASIL

PARTICIPANTES: 13 PAÍSES

CAMPEÃO: URUGUAI

VICE-CAMPEÃO: BRASIL

Durante a década de 1940 não se teve a realização das Copas previstas. A tragédia da Segunda Guerra Mundial mobilizou o mundo para o esforço de guerra e impediu a realização dos certames. A FIFA, entretanto, permaneceu mobilizada e tão logo quanto foi possível tratou de marcar a disputa da IV Copa em um país fora do continente europeu, ainda em reconstrução. A Copa do Mundo de 1950 contou com a participação de 13 países. Trinta e três participaram das eliminatórias. O campeonato ocorreria no Brasil. Para a ocasião, foi construído o Estádio Municipal do Rio de Janeiro, o Maracanã. O Brasil organizou um mundial que só foi superado décadas depois. O Brasil de Zizinho, Barbosa, Bauer e Ademir (que foi artilheiro da Copa) foi brilhante, mas perdeu na final para o Uruguai.

Por causa da Segunda Guerra Mundial, a Copa do Mundo não vinha sendo disputada desde 1938; as Copas do Mundo de 1942 e 1946 foram canceladas. Após a guerra, a FIFA desejava ressuscitar a competição assim que possível, e começaram a planejar a próxima copa.

No pós-guerra, a maior parte do continente europeu estava em ruínas. Como resultado, a FIFA teve algumas dificuldades em encontrar algum país interessado em sediar o evento, uma vez que muitos governos acreditavam que o cenário mundial não favorecia uma celebração esportiva, e também era mais importante que os recursos que seriam investidos na Copa do Mundo não fossem extraídos de outras fontes mais urgentes.

Por algum tempo, a Copa do Mundo estava em risco de não ser realizada por causa de uma falta de interesse da comunidade internacional, até que o Brasil apresentou uma proposta ao Congresso da FIFA de 1946, se oferecendo a sediar o evento, contanto que o torneio fosse realizado em 1950 (estava originalmente planejado para 1949). Brasil e Alemanha eram os principais candidatos à cancelada Copa do Mundo de 1942; uma vez que tanto os torneios de 1934 e 1938 foram sediados na Europa, historiadores do futebol geralmente concordam que o evento de 1942 provavelmente seria sediado por um país sul-americano. A nova proposta brasileira era muito semelhante a de 1942 e foi rapidamente aceita.

LOCAIS DOS JOGOS:

Seis cidades sediaram o torneio:

* Belo Horizonte, Estádio Raimundo Sampaio (Independência)

* Curitiba, Estádio Durival Britto e Silva (Vila Capanema)

* Porto Alegre, Estádio dos Eucaliptos

* Recife, Estádio Adelmar da Costa Carvalho (Estádio da Ilha do Retiro)

* Rio de Janeiro, Estádio Jornalista Mário Filho (Estádio do Maracanã)

* São Paulo, Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho (Estádio do Pacaembú)

A COMPETIÇÃO:

Na 1ª fase, o Brasil venceu por 4 a 0 o México, empatou em 2 a 2 com a Suíça (neste jogo o Brasil atuou com jogadores paulistas, pois o jogo foi no Pacaembu o único fora do Maracanã, desfigurando a seleção) e venceu a Iugoslávia por 2 a 0.

Uma das grandes decepções foi a Inglaterra, que perdeu por 1 a 0 para os Estados Unidos, numa das maiores zebras de todos os tempos. No seu grupo a classificada foi a Espanha, “a fúria”, que venceu a Inglaterra por 1 a 0, o Chile por 2 a 0 e os EUA por 3 a 1. O Uruguai só enfrentou a Bolívia em Recife e goleou 8 a 0. A Itália, bicampeã mundial, também caiu na 1ª fase, mas o time não era nem sombra de antes devido ao trágico acidente aéreo que vitimou o time inteiro do Torino, base da Squadra Azurra. Os classificados foram os suecos, que ganharam da Itália por 3 a 2 e empataram com o Paraguai em 2 x 2, garantindo passagem para a fase seguinte. Na final, um quadrangular inédito e único em copas: Brasil, Suécia, Espanha e Uruguai.

Brasil 7 a 1 na Suécia e Brasil 6 a 1 na Espanha garantiram ao Brasil uma boa vantagem frente ao Uruguai. Em 16 de julho diante de um público de 199.954 pessoas (alguns estimam cerca de 205 000 espectadores) no Maracanã, o Brasil precisava apenas empatar com o Uruguai e o troféu seria dos donos da casa. Após vitórias esmagadoras contra Espanha e Suécia, parecia certo que os brasileiros fossem ganhar o título, especialmente quando Friaça abriu o placar aos dois minutos do segundo tempo. Porém o Uruguai empatou com Juan Alberto Schiaffino e, com 11 minutos faltando para o final da partida, virou o jogo com um gol de Alcides Ghiggia, tornando-se campeões mundiais pela segunda vez.

O MARACANAÇO

O jogo final é conhecido como maracanaço, derivada uma expressão latina usada pelos adversários para provocar os brasileiros.

O silêncio tomou conta do Maracanã às 16 horas e 50 minutos do dia 16 de julho. O Brasil precisava de um empate. Saiu ganhando e perdeu por 2 a 1. Desolados, os quase 200 mil torcedores demoraram mais de meia hora para deixar o estádio. O time brasileiro fez trinta lances a gol (dezessete no primeiro tempo e treze no segundo). Os jogadores cometeram quase o dobro de faltas, um total de 21, contra apenas onze do Uruguai.

O presidente da FIFA, Jules Rimet, conta um caso curioso no seu livro La historie merveilleuse de la Cope du Monde:”Ao término do jogo, eu deveria entregar a Copa ao capitão do time vencedor. Uma vistosa guarda de honra se formaria desde a entrada do campo até o centro do gramado, onde estaria me esperando, alinhada, a equipe vencedora (naturalmente, a do Brasil). Depois que o público houvesse cantado o hino nacional, eu teria procedido a solene entrega do troféu. Faltando poucos minutos para terminar a partida (estava 1 a 1 e ao Brasil bastava apenas o empate), deixei meu lugar na tribuna de honra e, já preparando os microfones, me dirigi aos vestiários, ensurdecido com a gritaria da multidão”.

Aconselhado a descer devagar a escada até o vestiário, Jules Rimet ia acompanhado por delegados da FIFA, dirigentes brasileiros e guardas armados com a missão de proteger a taça de ouro.

“Eu seguia pelo túnel, em direção ao campo. A saída do túnel, um silêncio desolador havia tomado o lugar de todo aquele júbilo. Não havia guarda de honra, nem hino nacional, nem entrega solene. Achei-me sozinho, no meio da multidão, empurrado para todos os lados, com a Copa debaixo do braço”

Jules Rimet não conseguiu entregar a taça e decidiu se retirar. Mas logo depois voltou e Obdulio Varela recebeu a taça. Rimet disse: “Estou feliz pela vitória que vocês acabam de conquistar. Cheia de mérito, sobretudo por ter sido inesperada. Com minhas felicitações”.

Na tentativa de encontrar um culpado para a derrota do Brasil, os supersticiosos de plantão culparam a troca do local de concentração na véspera da final. O Brasil trocou a concentração de Joá pelo estádio do Vasco da Gama em São Januário. Outros culpam Flávio Costa pelas 2 horas de missa na manhã do jogo impostas pelo treinador aos jogadores, que rezaram de pé.

Tabela de 1950(clique para ampliar):

Grupo 1:

Grupo 2

Grupo 3

Grupo 4

Fase final

CURIOSIDADES:

* Brasil 7 x 1 Suécia e Brasil 6 x 1 Espanha foram as duas maiores goleadas da seleção em Copas.

* O iugoslavo Rajko Mitić bateu a cabeça em uma viga do vestiário minutos antes do jogo contra o Brasil. O atacante foi obrigado a entrar em campo com atraso. Azar da Iugoslávia. Enquanto Mitić ainda estava no vestiário para receber seu curativo, o Brasil fez 1 x 0.

* Durante a Segunda Guerra Mundial, Jules Rimet transferiu a sede da Fifa de Paris para Zurique como forma de evitar a influência nazista. Falava-se que havia um plano de Hitler para levar a entidade a Berlim.

* Várias seleções desistiram de participar da Copa, como França, Turquia, Portugal, Escócia e até Índia e Birmânia. Em geral, os países se sentiram desencorajados pelo custo da viagem até o Brasil. Mas o caso da Escócia foi raro. Superados pelos ingleses nas Eliminatórias, os escoceses achavam que não havia motivos para disputar um torneio no qual participaria a Inglaterra.

* Com a não-participação da França, Bélgica e Romênia, que haviam participado de todas as Copas anteriores, o Brasil se tornou o único país do mundo a enviar sua seleção a todas as edições do Mundial, marca que dura até os dias atuais.

* A vitória da seleção amadora dos Estados Unidos sobre a Inglaterra é considerada a maior zebra da história das Copas. Inventores do esporte, os ingleses participavam pela primeira vez de um Mundial e chegaram ao Brasil como favoritos ao título. Enquanto isso, os norte-americanos tinham uma equipe amadora, formada por imigrantes. O autor do gol foi Gaetjens, nascido no Haiti. Em 2005, foi lançado um filme sobre a partida, Duelo de Campeões.

* Enquanto o Brasil goleava a Espanha, o público cantava a marchinha “Touradas de Madri”, composta por João de Barro, o Braguinha, em 1938.

* Enquanto jogavam Brasil e Espanha no Maracanã, no Pacaembu em São Paulo, jogavam Suécia e Uruguai. O empate em 2-2 daria por antecipação o título ao Brasil, já que este goleava a Espanha por 6-1. Mas aos 40 minutos do segundo tempo (85′ no tempo corrido), Ghiggia fez o gol que deu a vitória ao Uruguai, e tirando o título por antecipação do Brasil.

* Curiosamente, o gol que Ghiggia marcou contra a Suécia foi originada de uma jogada na direita, onde ele ganhou na corrida do lateral-esquerdo sueco, chutando na saída do goleiro. De um jeito semelhante, ele fez o gol do título na final contra o Brasil no Maracanã, quatro dias depois.

* Cerca de 200 mil pessoas (cerca de 10% da população carioca na época) foram ao Maracanã para ver a decisão contra o Uruguai. Seria o maior público da história do futebol se não houvesse “apenas” 173.850 pagantes. Com isso, Brasil x Paraguai das Eliminatórias para a Copa de 1970, com 183.341, é o maior público oficial do futebol.

* Jornais da época dizem que a torcida, após a virada uruguaia, continuou incentivando a seleção brasileira, o que vai contra a lenda de que o Maracanã se silenciou nos minutos finais.

* A Itália tentou defender seu título com uma equipe fraca devido ao desastre de Superga, acidente aéreo que matou todo o time do Torino (base da Azzurra) em 1949.

* Existe uma lenda no Maracanã que, devido a quantidade de pessoas na final (200.000 presentes), as pessoas tinham que ficar em pé e de lado para que coubesse todos no estádio.

É isso aí, no próximo post, vou colocar as histórias das copas de 1954 a 1966, período em que o Brasil se sagrou bicampeão mundial de futebol.

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