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Mohandas Karamchand Gandhi nasceu no dia 2 de outubro de 1869, na cidade de Porbandar, na Índia ocidental, hoje estado de Gujarat. Seu pai era o primeiro-ministro local, do mínusculo principado, e a mãe era uma devota vaisnava.

Como era costume em sua cultura nesta época, em maio de 1883 com a idade de 13 anos, a família de Gandhi realizou seu casamento arranjado adulto com a mulher Kasturba Gandhi, de 14 anos, através de um acordo entre as respectivas famílias.

Depois de um pouco de educação indistinta foi decidido que ele deveria ir para a Inglaterra para estudar Direito na University College. Ele ganhou a permissão da mãe, prometendo se abster de vinho, mulheres e carne, mas ele desafiou os regulamentos de sua casta, que proibiam a viagem para a Inglaterra. Cursou a faculdade de Direito em Londres.

Gandhi_and_Kasturbhai_1902Mahatma Gandhi com sua mulher Kasturba Gandhi

Procurando um restaurante vegetariano, havia descoberto na filosofia de Henry Salt um argumento para o vegetarianismo e convenceu-se dessa prática. Ele organizou um clube vegetariano onde se encontravam teósofos e pessoas com interesses altruísticos.

Quando Gandhi voltou à Índia, em 1891, sua mãe havia falecido, e ele, devido a timidez não obteve êxito a exercer sua profissão legal de advogado. Assim, aproveitou a oportunidade que surgiu de ir para África do Sul, durante um ano, representando uma firma hindu de Dada Abdulla em KwaZulu-Natal, em um processo judicial.

Sua estadia na África do Sul, notório local de discriminação racial, despertaram em Gandhi a consciência social. Como advogado, Gandhi fez o melhor para descobrir os fatos. Depois de resolver um caso difícil, ele passou a ter notoriedade por sua atuação. Ele mesmo relata: “eu aprendi a descobrir o lado bom da natureza humana e entrar nos corações dos homens. Eu percebi que a verdadeira função de um advogado era unir partes separadas”.

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Acreditava que o dever do advogado era ajudar o tribunal a descobrir a verdade, não tentar incriminar o inocente. Ao término do ano, durante uma festa de despedida, de retorno à Índia, Gandhi tomou conhecimento que uma lei estava sendo proposta para privar os hindus do voto. Os amigos dele insistiram: “fique e conduza a briga para os direitos de nossos compatriotas na África do Sul.” Gandhi fundou em KwaZulu-Natal o Congresso hindu em 1894, e seus esforços foram uma vigorosa advertência para a imprensa.

Quando Gandhi retornou à África, após buscar a esposa e filhos na Índia em janeiro de 1897, os sul-africanos tentaram interromper suas atividades de maneiras sórdidas. Uma delas foi a tentativa de subornar e ameaçar o agropecuário Dada Abdulla Sheth; mas Dada Abdulla era cliente de Gandhi, e finalmente depois de um período de quarentena, Gandhi recebeu permissão para aterrissar. A turba de espera reconheceu Gandhi, e alguns brancos começaram a espancá-lo até que a esposa do Superintendente Policial veio ao salvamento dele. A turba ameaçou linchá-lo, mas Gandhi escapou usando um disfarce.

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Depois ele se recusou processar os que o haviam espancado, permanecendo firme ao princípio de ego-restrição com respeito a uma pessoa infratora; além de que, tinha sido os líderes da comunidade e do governo de Natal que haviam causado o problema.

Em 1906, o governo britânico declarou guerra contra o Reino Zulu em Natal, Gandhi incentivou os britânicos a recrutar indianos. Ele argumentou que estes deveriam apoiar os esforços de guerra, a fim de legitimar suas reivindicações à cidadania plena. Os britânicos aceitaram oferta de Gandhi para liderar um destacamento de 20 voluntários indianos como um corpo padioleiro para tratar dos soldados feridos. Esse corpo foi comandado por Gandhi e operou por aproximadamente dois meses. A experiência ensinou-lhe que era impossível desafiar diretamente o poder militar do exército britânico, ele decidiu que este só poderia ser resistido de uma forma não-violenta.

Gandhi acabou permanecendo vinte anos na África do Sul defendendo a minoria hindu, liderando a luta de seu povo pelos seus direitos. Ele experimentou o celibato durante trinta anos de sua vida, e em 1906 levou o juramento de Brahmacharya para o resto da vida dele.

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De acordo com uma biografia recente bastante polêmica, Gandhi separou-se em 1908, quando já tinha quatro filhos, para viver com Hermann Kallenbach, um fisiculturista alemão de origem judaica que emigrara para a África do Sul e viria a tornar-se um de seus discípulos mais próximos. Viveram sob o mesmo teto por dois anos, separando-se quando Gandhi retornou à Índia em 1914.

Satyagraha, a força da verdade

O primeiro uso de desobediência civil em massa ocorreu em setembro de 1906. O Governo de Transvaal quis registrar a população hindu inteira. Os hindus formaram uma massa que se encontrou no Teatro Imperial de Joanesburgo;2 eles estavam furiosos com a ordem humilhante, e alguns ameaçaram exercer uma resposta violenta a ordem injusta.

Porém, eles decidiram em grupo a se recusarem a obedecer as providências de inscrição; havia unanimidade, apenas alguns se registraram. Ainda, Gandhi sugeriu aos indianos que levassem um penhor em nome de Deus; embora eles fossem hindus e muçulmanos, todos acreditavam em um e no mesmo Deus. Gandhi decidiu chamar esta técnica de recusar submeter a injustiça de Satyagraha que quer dizer literalmente: “força da verdade”. Uma semana depois de desobediência, as mulheres Asiáticas foram dispensadas do registro. Quando o governo de Transvaal finalmente pôs em pratica o “Ato de Inscrição Asiático” em 1907, Gandhi e vários outros hindus foram presos.

A pena dele foi de dois meses sem trabalho duro, dedicando-se durante esse período à leitura. Durante a vida, Gandhi passaria um total de mais de seis anos como prisioneiro. Enquanto lendo em prisão Gandhi travou contato, por carta, comLeon Tolstoi, um de seus ídolos. O escritor russo com suas ideias libertárias influenciou o indiano e indicou a este a leitura de Henry David Thoreau. Gandhi descobriu então a Desobediência Civil. Também teve papel importante a obra do pensador anarquista Piotr Kropotkin. Logo ele começou a perceber cada vez mais as possibilidades infinitas do “amor universal”.

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O movimento de protesto para a conquista dos direitos indianos na África do Sul continuou crescendo; em um certo ponto foram presos 2.500 indianos dos 13.000 existentes na província, enquanto 6.000 tinham fugido de Transvaal.

Sendo civil aos oponentes durante a desobediência, Gandhi desenvolveu o uso de ahimsa que significa “sem dor” e normalmente é traduzido “não violência”. Gandhi seguiu o Ódio de preceito “o pecado e não o pecador. Desde que nós vivemos espiritualmente, ferir ou atacar outra pessoa são atacar a si mesmo. Embora nós possamos atacar um sistema injusto, nós sempre temos que amar as pessoas envolvidas. Assim ahimsa é a base da procura para verdade”.

Em novembro de 1913 Gandhi conduziu uma marcha com mais de duas mil pessoas. Gandhi foi preso e solto após pagar fiança. Logo após o prenderam novamente e o libertaram, e novamente foi preso depois de quatro dias de liberdade. Foi então condenado ao trabalho forçado durante três meses, mas as greves continuaram, envolvendo aproximadamente 50.000 operários e milhares de indianos foram escravizados na prisão.

Alguns missionários Cristãos doaram todo seu dinheiro para o movimento. Foram libertados Gandhi e outros líderes, e foi anunciada outra marcha. Porém, Gandhi recusou tirar proveito através de umagreve em uma estrada de ferro dos “brancos” (já que certa vez Mahatma Gandhi havia sido expulso de um compartimento de primeira classe de um trem, ao se recusar a “ceder” o seu lugar a um branco e se mover para a terceira classe), sendo que Gandhi cancelou a marcha, apesar de estar “quebrando” o penhor de Sujeira (1908). “Perdão é o ornamento do valente”, Gandhi explicou.

Finalmente através de negociação os assuntos estavam resolvidos. Todos os matrimônios independente da religião eram válidos; os impostos em atraso foram cancelados e inclusive os operários contratados; e foi concedida mais liberdade aos indianos.

Gandhi constatou o poder do método de Satyagraha e profetizou como poderia transformar a civilização moderna. “É uma força que, se ficasse universal, revolucionaria ideais sociais e anularia despotismos e o militarismo.”

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Enquanto isso a Índia ainda estava sofrendo debaixo de regra colonial britânica. Gandhi sugere que a Índia pode ganhar sua independência por meios não violentos e por via da ego-confiança. Ele rejeita a força bruta e sua opressão e declara que a força da alma ou amor e que se mantém a unidade das pessoas em paz e harmonia.

Retorno à Índia

De volta a Índia em 1915, Gandhi passou a exercer o papel de conscientizador da sociedade hindu e muçulmana na luta pacífica pela independência indiana, baseada no uso da não violência. O uso da não violência baseava-se no uso da desobediência civil.

Gandhi estava pronto para morar nas ruas sujas com os intocáveis se necessário, mas um benfeitor anônimo doou bastante dinheiro que duraria um ano. Passa então a ajudar os necessitados e as crianças carentes.

Em 1917 Gandhi ajudou as pessoas que trabalhavam em tecelagens, diante das explorações injusta dos proprietários sobre esses trabalhadores. Ele foi detido, mas logo perceberam que o Mahatma era o único que poderia controlar as multidões.

Reformas foram ganhas novamente por meio da desobediência civil. Os trabalhadores têxteis de Ahmedabad também eram economicamente oprimidos. Gandhi sugeriu uma greve, e como os trabalhadores temiam as consequências dela, ele faz um jejum para encorajar que eles continuem a greve. Gandhi explicou que ele não jejuou para coagir o oponente, mas fortalecer ou reformar esses que o amaram. Ele não acreditou que jejuando resultaria em salários mais altos.

O primeiro desafio de Gandhi contra o governo britânico na Índia estava em resposta contra os poderes arbitrários do “Rowlatt Act” em 1919. A Índia tinha cooperado com a Inglaterra durante a guerra, no entanto estavam sendo reduzidas as liberdades civis.

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Guiado por um sonho ou experiência interna Gandhi decidiu pedir um dia de greve geral. Porém, a filosofia de Mahatma não foi bem entendida pelas massas, e violências estouraram em vários lugares. O Mahatma se arrependeu declarando que tinha feito “um erro de cálculo”, e ele cancelou a campanha.

Gandhi fundou e publicou dois semanários sem anúncios – a “Índia Jovem” eminglês e o “Navajivan” em Gujarati. Em 1920 Gandhi iniciou uma campanha de âmbito nacional de não cooperação com o governo britânico que para o camponês significou o não pagamento de impostos e nenhuma compra de bebida alcoólica, desde que o governo ganhou toda a renda de sua venda.

Gandhi realizou várias viagens ao longo de todo território hindu, com a função de conseguir a conscientização em massa de todas as pessoas, mostrando a necessidade da prática da desobediência civil e do uso da não violência. Durante finais dos anos 20, Gandhi escreve uma autobiografia retratando suas experiências vividas, nesse livro, descreve os erroscometidos, e o esforço de os superar.

Em suas falas ele exibe através dos dedos da mão seu programa de cinco pontos:

  • igualdade;
  • nenhum uso de álcool ou droga;
  • unidade hindu-muçulmano;
  • amizade;
  • e igualdade para as mulheres.

Esses cinco pontos, os cinco dedos representando o sistema, estavam conectados ao pulso, simbolizando a não-violência.

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Finalmente em 1928, ele anunciou uma campanha de Satyagraha em Bardoli contra o aumento de 22% em impostos britânicos. As pessoas se recusaram a pagar os impostos, sendo repreendidas pelo governo britânico. No entanto os indianos continuavam não violentos. Finalmente, após vários meses, os britânicos cancelaram os aumentos, libertaram os prisioneiros, e devolveram as terras epropriedades confiscadas; e os camponeses voltaram a pagar seus tributos.

Ainda nesse ano, o congresso indiano quis a autonomia da Índia e considerou guerra aos ingleses para conseguir esse fim. Gandhi recusou a apoiar uma atitude como esta, porém declarou que se a Índia não se tornasse um Estado independente ao final de 1929, então ele exigiria sua independência.

A “Marcha do Sal”

Por conseguinte, em 1930, Mahatma Gandhi informou, ao vice-rei, que a desobediência civil em massa iniciaria no dia 11 de março. “Minha ambição é nada menos que converter as pessoas britânicas à não violência, e, assim, lhes fazer ver o mal que fizeram para a Índia. “Eu não busco prejudicar as pessoas.” Gandhi decidiu desobedecer as “Leis do Sal” que proibiram os hindus de fazer seu próprio sal; este monopólio britânico golpeou especialmente aos pobres.

Começando com setenta e oito participantes, Gandhi iniciou uma marcha de 124 milhas para o mar que duraria mais de vinte e quatro dias. Milhares tinham se juntado no começo, e vários milhares uniram-se durante a marcha. Primeiro, Gandhi, e, então, outros, juntaram um pouco de água salgada na beira-mar em panelas, deixando-as ao sol para secar. Em Bombaim, o Congresso teve panelas no telhado; 60 000 pessoas juntaram-se ao movimento, e foram presas centenas delas. Em Karachi, onde 50 000 assistiram ao sal sendo feito, a multidão era tão espessa que impedia a polícia de efetuar alguma apreensão. As prisões estavam lotadas com pelo menos 60 000 transgressores. Incrivelmente, lá “não havia praticamente nenhuma violência por parte da população; as pessoas não queriam que Gandhi cancelasse o movimento.

Gandhi foi preso antes de que pudesse invadir os “Trabalhos Dharasana Sal”, mas o amigo dele, Sarojini Naidu, conduziu 2 500 voluntários e os advertiu a não resistir às interferências da polícia. De acordo com uma testemunha ocular, o repórter Miller de Webb, eles continuaram marchando até serem detidos abaixo do aco-shod lathis por quatrocentos policiais, mas eles não tentaram lutar.

Tagore declarou que a Europa tinha perdido a moral e o prestígio na Ásia. Logo, mais de 100 000 hindus estavam na prisão, incluindo quase todos os seus líderes.

Gandhi foi chamado a uma reunião com o vice-rei Irwin em 1931, e eles firmaram um acordo em março. A desobediência civil foi cancelada; foram libertados os prisioneiros;   a fabricação de sal foi permitida na costa; e os líderes do Congresso assistiriam à próxima Conferência de Mesa Redonda em Londres. Para participar desta conferência, Gandhi viajou novamente a Londres, onde conheceu Charlie Chaplin, George Bernard Shaw e Maria Montessori, entre outros. Em transmissão de rádio para os Estados Unidos, ele falou que a força não violenta é um modo mais consistente, humano e digno. Discutindo relações com os britânicos, ele disse que ele não quis somente a independência, mas também a interdependência voluntária baseada no amor.

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Enquanto, preso em 1932, Gandhi entrou em um jejum em nome dos Harijans porque, a eles, tinha sido determinado que formassem um eleitorado separado. Poderia ser um jejum até a morte, a menos que ele pudesse despertar a consciência hindu. O assunto foi resolvido, e até mesmo templos hindus destinados aos “intocáveis” foram abertos pela primeira vez.

No próximo ano, Gandhi fez um jejum de vinte e um dias para purificação, e os funcionários britânicos, amedrontados de que ele pudesse morrer, colocaram-no na prisão. Gandhi anunciou que não se ocuparia da desobediência civil até que sua oração fosse completada.

Mesmo com a Segunda Guerra Mundial se aproximando, Gandhi confirmou seus princípios pacifistas. Ele mostrou como a Abissínia (Etiópia) poderia ter usado a não violência contra Mussolini, e ele a recomendou para os Tchecos e para os chineses. “Se é valente, como é, morrer, a um homem que luta contra preconceitos, é ainda valente se recusar briga e ainda recusar se render ao usurpador”.

Já em 1938, ele exortou os judeus a defender os seus direitos e, se necessário, morrer como mártires. “Uma caçada humana degradante pode ser transformada em uma postura tranquila e determinada, oferecendo-se, aos homens e mulheres desarmados, a força dada a eles por Jehovah.” Mahatma recomendou o uso de métodos não violentos aos britânicos para combater Hitler, já que não podia dar seu apoio a qualquer tipo de guerra ou matança.

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O Congresso prometeu a Gandhi que ele ficaria fora da prisão, mas outros 23 223 indianos foram presos, inclusive Vinoba Bhave, Jawaharlal Nehru e Patel. Em 1942, Gandhi sugeriu modos para resistir não violentamente aos japoneses. Ele propôs, às pessoas japonesas, a causa da “federação mundial da fraternidade, sem a qual não poderia haver nenhuma esperança para a humanidade”.

Porém, Gandhi continuou exercendo umarevolução não violenta para a Índia, e, em 1942, ele e outros líderes foram presos. Ele decidiu jejuar novamente, sendo que apenas ele sobreviveu. Quando a guerra terminou, ele afirmou da necessidade de “uma paz real baseada na liberdade eigualdade de todas as raças e nações”. Nos últimos anos de sua vida, ele havia dito: “violência é criada por desigualdade, a não violência pela igualdade”.

Ele foi a uma peregrinação para Noakhali para ajudar aos pobres. A independênciapara a Índia era agora iminente, mas Jinnah, o líder muçulmano, estava exigindo a criação de um estado separado: o Paquistão. Gandhi prega em favor da unidade etolerância, até mesmo lendo, às reuniões, um Alcorão de orações.

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Os hindus o atacaram porque pensaram que ele era a favor dos muçulmanos, e os muçulmanos exigiram, dele, a criação do Paquistão. Gandhi foi para Calcutá para acalmar a discussão e a violência entre hindus e muçulmanos. Mais uma vez, ele jejuou até que os líderes da comunidade assinaram um acordo para manter a paz. Antes de que eles assinassem, ele os advertiu de que, se se rebelassem, ele jejuaria até a morte. Gandhi, em janeiro de1948, fez muito para acalmar os conflitos entre hindus e muçulmanos, permitindo a divisão da Índia em dois países.

O movimento pela independência indiana

Após a guerra, Gandhi se envolveu com o Congresso Nacional Indiano e com o movimento pela independência. Ganhou notoriedade internacional pela sua políticade desobediência civil e pelo uso do jejum como forma de protesto.

Por esses motivos sua prisão foi decretada diversas vezes pelas autoridades britânicas, prisões às quais sempre se seguiram protestos pela sua libertação (por exemplo, em 18 de março de 1922, quando foi sentenciado a seis anos de prisão por desobediência civil, mas cumpriu apenas dois anos).

Outra estratégia eficiente de Gandhi pela independência foi a política do swadeshi – o boicote a todos os produtos importados, especialmente os produzidos na Inglaterra. Aliada a esta estratégia estava sua proposta de que todos os indianos deveriam vestir o khadi – vestimentas caseiras – ao invés de comprar os produtos têxteis britânicos.

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Gandhi declarava que toda mulher indiana, rica ou pobre, deveria gastar parte do seu dia fabricando o khadi em apoio ao movimento de independência. Esta era uma estratégia para incluir as mulheres no movimento, em um período em que pensava-se que tais atividades não eram apropriadas às mulheres.

Sua posição pró-independência endureceu após o Massacre de Amritsar em 1920, quando soldados britânicos abriram fogo matando centenas de indianos que protestavam pacificamente. e o sal comprado.

Em 8 de Maio de 1933, Gandhi começou um jejum que duraria 21 dias em protesto à opressão britânica contra a Índia. Em Bombaim, no dia 3 de março de 1939, Gandhi jejuou novamente em protesto às regras autoritárias e autocráticas para a Índia.

Segunda Guerra Mundial

Gandhi passou cada vez mais a pregar a independência durante a II Guerra Mundial, através de uma campanha clamando pela saída dos britânicos da Índia (Quit Índia, literalmente Saiam da Índia), que em pouco tempo se tornou o maior movimento pela independência indiana, ocasionando prisões em massa e violência em uma escala inédita.

Gandhi e seus partidários deixaram claro que não apoiariam a causa britânica na guerra a não ser que fosse garantida à Índia independência imediata.

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Durante este tempo, ele até mesmo cogitou um fim do seu apelo à não-violência, de outra forma um princípio intocável, alegando que a “anarquia ordenada” ao redor dele era “pior do que a anarquia real”. Foi então preso em Bombaim pelas forças britânicas em 9 de agosto de 1942 e mantido em cárcere por dois anos.

A divisão da Índia entre hindus e muçulmanos

Gandhi teve grande influência entre as comunidades hindu e muçulmana da Índia. Costuma-se dizer que ele terminava rixas comunais apenas com sua presença. Gandhi posicionou-se veementemente contra qualquer plano que dividisse a Índia em dois estados, o que efetivamente aconteceu, criando a Índia – predominantemente hindu – e o Paquistão – predominantemente muçulmano.

No dia da transferência de poder, Gandhi não celebrou a independência com o resto da Índia, mas ao contrário, lamentou sozinho a partilha do país em Calcutá.

Gandhi tinha iniciado um jejum no dia 13 de janeiro de 1948 em protesto contra as violências cometidas por indianos e paquistaneses. No dia 20 daquele mês, sofreu um atentado: uma bomba foi lançada na sua direção, mas ninguém ficou ferido.

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Entretanto, no dia 30 de janeiro de 1948, Gandhi foi assassinado a tiros, em Nova Déli, por Nathuram Godse, um hindu radical que responsabilizava Gandhi pelo enfraquecimento do novo governo ao insistir no pagamento de certas dívidas ao Paquistão. Godse foi depois julgado, condenado e enforcado, a desrespeito do último pedido de Gandhi que foi justamente a não-punição do seu assassino.

O corpo do Mahatma foi cremado e suas cinzas foram jogadas no rio Ganges.

É significativo sobre a longa busca de Gandhi pelo seu deus o fato das suas últimas palavras serem um mantra popular na concessão hindu de um deus conhecido como Rama: “Hai Ram!” Este mantra é visto como um sinal de inspiração tanto para o espírito como para o idealismo político, associado a uma possibilidade de paz na unificação.

Independência da Índia 

Enfim, antes de sua morte, o trabalho liderado por Mahatma Gandhi nos diversos movimentos, levaram finalmente à Lei de Independência da Índia em 1947, que criou os domínios independentes da Índia e do Paquistão. A Índia permaneceu como um domínio da coroa britânica até 26 de janeiro de 1950, quando a Constituição da Índia entrou em vigor, estabelecendo a República da Índia; o Paquistão permaneceu como um domínio até 1956.

O movimento de independência da Índia foi um movimento de massas, que englobava vários segmentos da sociedade do país. Ele também sofreu um processo constante de evolução ideológica. Embora a ideologia básica do movimento era o anti-colonialismo, que era apoiado por uma visão de desenvolvimento econômico capitalista independente, aliado a uma estrutura política secular, democrática, republicana e com liberdades civis.

Princípios 

A filosofia de Gandhi e suas ideias sobre o satya e o ahimsa foram influenciadas pelo Bhagavad Gita e por crenças hindus e da religião jainista. O conceito de ‘não-violência’ (ahimsa) permaneceu por muito tempo no pensamento religioso da Índia e pode ser encontrado em diversas passagens do textos hindus, budistas e jainistas. Gandhi explica sua filosofia como um modo de vida em sua autobiografia A História de meus Experimentos com a Verdade (As Minhas Experiências com a Verdade, em Portugal) – (The Story of my Experiments with Truth).

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Estritamente vegetariano, escreveu livros sobre o vegetarianismo enquanto estudava direito em Londres (onde encontrou um entusiasta do vegetarianismo,Henry Salt, nos encontros da chamada Sociedade Vegetariana). Ser vegetariano fazia parte das tradições hindus e jainistas. A maioria dos hindus no estado deGujarat eram-no, efetivamente. Gandhi experimentou diversos tipos de alimentaçãoe concluiu que uma dieta deve ser suficiente apenas para satisfazer as necessidades do corpo humano. Jejuava muito, e usava o jejum frequentemente como estratégia política.

Gandhi renunciou ao sexo quando tinha 36 anos de idade e ainda era casado, uma decisão que foi profundamente influenciada pela crença hindu do brahmacharya, ou pureza espiritual e prática, largamente associada ao celibato. Também passava um dia da semana em silêncio. Abster-se de falar, segundo acreditava, lhe trazia paz interior. A mudez tinha origens nas crenças do mouna e do shanti. Nesses dias ele se comunicava com os outros apenas escrevendo.

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Depois de retornar à Índia de sua bem-sucedida carreira de advogado na África do Sul, ele deixou de usar as roupas que representavam riqueza e sucesso. Passou a usar um tipo de roupa que costumava ser usada pelos mais pobres entre os indianos. Promovia o uso de roupas feitas em casas (khadi).

Gandhi e seus seguidores fabricavam artesanalmente os tecidos da própria roupa e usavam esses tecidos em suas vestes; também incentivava os outros a fazer isso, o que representava uma ameaça ao negócio britânico – apesar dos indianos estarem desempregados, em grande parte pela decadência da indústria têxtil, eles eram forçados a comprar roupas feitas em indústrias inglesas. Se os indianos fizessem suas próprias roupas, isso arruinaria a indústria têxtil britânica, ao invés de fortalecê-la.

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O tear manual, símbolo desse ato de afirmação, viria a ser incorporado à bandeirado Congresso Nacional Indiano e à própria bandeira indiana.

Também era contra o sistema convencional de educação em escolas, preferindo acreditar que as crianças aprenderiam mais com seus pais e com a sociedade. Na África do Sul, e outros homens mais velhos formaram um grupo de professores que lecionava diretamente e livremente às crianças.

Fonte: Wikipédia

Dentro do ideal de paz e não-violência que ele defendia, uma de suas frases foi: “Não existe um caminho para paz! A paz é o caminho!”.

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Pouco se sabe hoje em dia sobre a ditadura militar, nossa história não é contada como realmente aconteceu para a população em geral. Os poucos heróis que possuímos, não são conhecidos pela maioria, os que lutaram para democratizar o país. Músicos, cineastas, jornalistas e qualquer pessoa comum que fosse suspeito de conspiração contra o governo, era perseguido e torturado.

Hoje podemos ir aonde quisermos, podemos falar qualquer coisa, seja na TV, na rua, nas redes sociais ou até mesmo em um simples blog.

Houve um tempo que não existia  liberdade, e vários heróis quase anônimos lutaram para o Brasil se tornar o que é hoje. Muitos foram mortos, torturados ou exilados, outros se revoltaram e se tornaram guerrilheiros.

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Forças Armadas na Guerrilha do Araguaia

A ditadura militar foi um mal terrível, foi uma das piores coisas que aconteceram no país, a ponto de um dos heróis ser fuzilado, decapitado como Tiradentes, mas isso em pleno 1974, há apenas 40 anos atrás, no que foi conhecido como Guerrilha do Araguaia, e o herói pouco conhecido em questão foi Osvaldo Orlando da Costa, o Osvaldão(1938 – 1974).

Antes da história deste herói quase anônimo, vamos contar o que foi a Guerrilha do Araguaia.

A Guerrilha do Araguaia

A Guerrilha do Araguaia foi um movimento guerrilheiro existente na região amazônica brasileira, ao longo do rio Araguaia, entre fins da década de 1960 e a primeira metade da década de 1970. Criada peloPartido Comunista do Brasil (PCdoB), tinha por objetivo fomentar uma revolução socialista, a ser iniciada no campo, baseada nas experiências vitoriosas da Revolução Cubana e da Revolução Chinesa.

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José Genuíno participou na época, ainda tinha ideais, agora…

Combatida pelas Forças Armadas a partir de 1972, quando vários de seus integrantes já haviam se estabelecido na região há pelo menos seis anos, o palco das operações de combate entre a guerrilha e os militares se deu onde os estados de Goiás, Pará e Maranhão faziam divisa. Seu nome vem do fato de se localizar às margens do rio Araguaia, próximo às cidades de São Geraldo do Araguaia e Marabá no Pará e de Xambioá, no norte de Goiás (região onde atualmente é o norte do estado de Tocantins, também denominada como Bico do Papagaio).

Estima-se que o movimento que pretendia derrubar o governo militar, tomar o poder fomentando um levante da população, primeiro rural e depois urbana, e instalar um governo comunista no Brasil como havia sido feito em Cuba e na China.

Era composto por cerca de oitenta guerrilheiros sendo que, destes, menos de vinte sobreviveram, entre eles, o ex-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), José Genoíno, que foi detido pelo Exército em 1972, ainda na primeira fase das operações militares. A grande maioria dos combatentes, formada principalmente por ex-estudantes universitários e profissionais liberais, foi morta em combate na selva ou executada após sua prisão pelos militares, durante as operações finais, em 1973 e 1974.  Mais de cinquenta deles são considerados ainda hoje como desaparecidos políticos.

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Um dos últimos jantares dos guerrilheiros

Desconhecida do restante do país à época em que ocorreu, protegida por uma cortina de silêncio e censura a que o movimento e as operações militares contra ela foram submetidos, os detalhes sobre a guerrilha só começaram a aparecer cerca de vinte anos após sua extinção pelas Forças Armadas, já no período de redemocratização.

O Guerrilheiro Osvaldão (Osvaldo Orlando da Costa)

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Osvaldão foi militar antes de guerrilheiro

Filiação: Rita Orlando dos Santos e José Orlando da Costa

Data e local de nascimento: 27/04/1938, Passa Quatro (MG)

Organização política ou atividade: PCdoB

Data do desaparecimento: entre janeiro e abril de 1974

Mineiro de Passa Quatro, Osvaldão, como era conhecido, foi o primeiro quadro do PCdoB a chegar ao Araguaia, entre 1966 e 1967. Negro, 1,98m de altura, forte, era tido como generoso e corajoso, sendo muito respeitado pelos moradores e por seus companheiros. Carismático e temido pelos militares, foi um grande mito da guerrilha entre a população da região, ao lado de Dina.

Entre 1952 e 1954 morou na cidade de São Paulo, onde fez o curso Industrial Básico de Cerâmica na Escola Técnica. Mudou-se para o Rio de Janeiro e se formou na Escola Técnica Federal, como Técnico de Construção de Máquinas e Motores, em 1958. Como atleta, vinculou-se ao Botafogo Futebol e Regatas, onde foi campeão carioca de boxe. Tornou-se oficial da reserva do Exército, após servir no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva – CPOR do Rio de Janeiro.

Viajou para a antiga Tchecoslováquia (atual República Tcheca), onde cursou até o 3º ano de Engenharia de Minas, em Praga. Em sua homenagem, o escritor tcheco Cytrian Ekwensi escreveu, em 1962, o livro O homem que parou a cidade (“Lidé  z  mesta”)..  O guerrilheiro só contou esse segredo, em 1963, à sua irmã Irene Orlando, que recebeu, com uma dedicatória, um exemplar do livro. Por sua militância política, foi obrigado a viver na clandestinidade logo depois de abril de 1964, quando já militava no PCdoB.

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Quando chegou ao Araguaia entrou na mata como garimpeiro e mariscador, tornando-se o maior conhecedor da área entre os militantes do PCdoB ali instalados. No ano de 1969, fixou residência numa posse que adquiriu às margens do Rio Gameleira. Sobre Osvaldão surgiram inúmeras lendas. Sobre sua bondade, sua força, sua coragem e também sobre sua pontaria. Foi comandante do Destacamento B, onde participou com êxito de vários combates. Foi, ao lado de Dina, o mais conhecido dos militantes do PCdoB entre a população do Araguaia.

Estava no acampamento da Comissão Militar quando ocorreu o ataque das Forças Armadas no dia de Natal de 1973, conseguindo escapar. Segundo depoimentos de moradores da região, foi morto em abril de 1974, próximo à Semana Santa, perto de São Domingos. Seu corpo foi dependurado por cordas em um helicóptero que o levou de Saranzal, local onde foi morto, até o acampamento militar de Bacaba e de lá para Xambioá. Na primeira vez em que o cadáver foi içado pelo helicóptero, caiu e fraturou ossos da perna. Posteriormente, sua cabeça foi decepada e exposta em público. Na base militar de Xambioá, seu cadáver foi violado por chutes, pedradas e pauladas dadas pelos militares, sendo finalmente queimado e jogado no buraco conhecido como “Vietnã” (vala situada ao final da pista de pouso da Base Militar de Xambioá), onde eram lançados os mortos e moribundos. Com o término das operações militares, foi feita uma grande terraplanagem para descaracterizar o local.

José Rufino Pinheiro, que durante 6 meses e 16 dias ajudou o Exército na mata, entre 1973 e 1974, afirma ter presenciado a morte de Osvaldão, quando guiava um batalhão com 32 soldados. Segundo declaração prestada por ele, em 05/07/2001, ao Ministério Público Federal em São Domingos do Araguaia, Osvaldão foi morto na capoeira do Pedro Loca, junto da Palestina, por volta de 4 horas da tarde, por Arlindo Piauí, que era guia formado (homem de confiança do Exército). José Rufino conta que Osvaldão, muito magro e com fome, estava de costas, comendo macaxeira sentado num tronco caído, quando foi alvejado. Segundo o guia, ele foi atingido com um tiro só, de uma cartucheira 12, e o corpo foi levado pelo Exército para Xambioá, sendo um dos últimos guerrilheiros a ser morto.

Os relatórios militares trazem datas diferentes das relatadas pelos moradores da região, unânimes na afirmação de que Osvaldão foi morto em abril de 1974. O Relatório do Ministério do Exército, de 1993, aponta como data da morte 07/02/1974, informando ainda que Osvaldão teria realizado curso de guerrilha na Escola Militar de Pequim e que seria responsável pela execução de Pedro Ferreira da Silva, apontado como guerrilheiro, mas na verdade um grileiro de terras e informante das forças de repressão. O Relatório da Marinha, também de 1993, indica 02/01/1974 como data de sua morte. Hugo Studart, em A Lei da Selva, informa que o Dossiê Araguaia registra a morte em abril de 1974, o que coincide com dezenas de depoimentos colhidos entre moradores locais. Studart acrescenta, ainda, que seu corpo foi enterrado no cemitério de Xambioá, mas no ano seguinte foi exumado e levado para ser queimado na Serra das Andorinhas.

dina

 Dina foi uma das guerrilheiras desaparecidas

O livro de Taís Morais e Eumano Silva, “Operação Araguaia”, discorre sobre suas atividades e sua morte: “Dava especial atenção ao treinamento militar e mostrava-se crítico com o despreparo dos companheiros. Matou um militar em encontro casual na mata e participou da execução de um morador. Tornou-se lenda na área da guerrilha. No imaginário da população, Osvaldão adquiriu fama de imortal. Os soldados inexperientes tremiam de pavor quando ouviam histórias sobre o gigante invencível. Os agentes secretos caçavam o comandante negro e ofereciam recompensa para quem informasse seu paradeiro. O mateiro Arlindo Piauí viu Osvaldão sentado na mata e, antes de qualquer reação do guerrilheiro, atirou e matou o mais famoso dos comunistas do Araguaia. A Marinha registra a morte em 7/2/74. O corpo foi içado pelo helicóptero e mostrado em toda a região antes de ser levado para a Base de Xambioá”.

Documentário sobre a Guerrilha do Araguaia – Parte 1:

Video que comenta sobre a condenação do Brasil pela Corte Interamericana em 2013  a investigar a batalha e o desaparecimento de vários guerrilheiros na Guerrilha do Araguaia:

 

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Logo aos 15 anos, Michael Fred Phelps, nascido em Baltimore, nos EUA, já espantava seu técnico, Bob Bowman, pelo resultados surpreendentes que conquistava nas piscinas. Sem saber o que lhe aguardava no futuro – atualmente considerado um dos maiores atletas de todos os tempos -, em 2000, alguns meses após completar os 15 anos, Phelps fazia parte da delegação americana que iria para as Olimpíadas de Sydney. Em sua estreia em Jogos Olímpicos, o nadador chegou em quinto lugar nos 200 m borboleta.

Em 2001, no Mundial de Natação de Fukuoka, no Japão, o americano quebrava o recorde na prova que já era sua especialidade, os 200 m borboleta. Phelps tornou-se o mais novo nadador de todos os tempos a bater um recorde mundial de natação. À partir deste grande feito, o jovem americano começava a ter reconhecimento internacional.

Nos Jogos Olímpicos de Atenas, na Grécia, em 2004, Michael Phelps deixou o mundo chocado ao estabelecer novos recordes e subir oito vezes ao pódio – seis delas para pegar o ouro -, uma proeza só alcançada anteriormente pelo ginasta russo Alexander Dityatin, nos Jogos Olímpicos de Moscou, em 1980.

Neste ano, Michael Phelps começou a ser comparado com o compatriora e, na época, maior medalhista olímpico americano Mark Spitz, que ganhou sete medalhas de ouro nas Olimpíadas de 1972, realizados em Munique, na Alemanha. 4 anos mais tarde, nos Jogos de Pequim, em 2008, Michael Phelps estava confiante em ultrapassar o recorde de Mark Spitz.

Phelps foi o grande nome dos Jogos Olímpicos de Pequim. O americano conquistou oito medalhas de ouro em oito provas disputadas, o que o tornou o maior campeão olímpico da história dos Jogos. Por 36 anos imbatível, o recorde de Spitz, enfim, havia sido superado.

Neste ano, nas Olimpíadas de Londres, o nadador já tornou-se o atleta mais premiado com medalhas de ouro da história dos Jogos, com um total de 21 medalhas conquistadas – sete de ouro, duas de prata e duas de bronze.

No dia 31 de julho, após ganhar o 16º ouro ao vencer os 200 m medley, Michael Phelps parecia segurar as lágrimas de emoção por mais uma marca conquistada em uma carreira vitoriosa: ele se tornou o primeiro homem a vencer por três vezes seguidas a mesma prova na natação em Olimpíadas.

Em sua última prova individual antes da aposentadoria, nos 100 m borboleta nos Jogos, Michael Phelps conquistou mais um ouro. Em Londres, o americano já levou cinco medalhas: além dos 100 m borboleta, ele levou o ouro dos 200 m medley e do revezamento 4×200 livre, e ficou com a prata no revezamento 4×100 m livre e 200 m borboleta.

A final dos 200m borboleta. Davis Tarwater saiu na frente, levando boa parte da corrida até que foi ultrapassado durante os 50m finais. No final,  Michael Phelps, leva o 1 º lugar e o ouro, com Tyler Clary terminando cerca de 1,5 segundo atrás.

Apontado como o maior atleta da história dos Jogos Olímpicos, o nadador Michael Phelps se despediu do esporte profissional conquistando sua 22ª medalha. Neste sábado, o americano ajudou sua equipe a vencer o revezamento 4×100 m medley, garantindo seu 18° ouro.

Os americanos, que além de Phelps nadaram com Mattthew Grevers, Brendam Hansen e Nathan Adrian, venceram a prova com tempo de 3min29s35.

Após a conquista da 22ª medalha olímpica (sendo 18 de ouro), o americano Michael Phelps recebeu o troféu de “maior medalhista olímpico de todos os tempos”.

Detalhe do troféu de Phelps, “o maior atleta olímpico de todos os tempos”.

Fonte Portal Terra

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Chefe é muito complicado, terapia de grupo….rs

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Alguém já deve ter se perguntado, porque Europa? Ásia? África? de onde vem esses nomes?

Antes de responder a esta pergunta, é preciso saber o que é um continente.

Continente é uma massa de terra coberta por diversos tipos de vegetações e cercada por água. É semelhante a uma ilha, com a diferença de ser bem maior. Como a ilha mais extensa da Terra é a Groenlândia, qualquer espaço maior que esta é considerado um continente. Também pode-se considerar que um continente seja um conjunto de países, como a Oceania, formada apenas por arquipélagos e ilhas.

Ásia – A muralha da China

Qual a origem do nome dos continentes?

África, Ásia, Europa e Oceania são nomes emprestados de divindades gregas. Europa, segundo a mitologia grega, foi uma ninfa muito bela que despertou os amores de Zeus, deus-rei do Olimpo. Arrebatado pela paixão, ele transformou-se em touro branco e raptou-a.

A Ásia e a Oceania não são continentes próximos apenas na geografia. As divindades que têm esse nome também são parentes. Oceano, o deus dos rios, deu origem à Oceania, e sua filha Ásia, mãe das fontes e rios, ao continente de mesmo nome.

África é uma deusa com porte oriental que carrega um chifre numa mão e um escorpião na outra. Ao contrário dos outros continentes, a América e a Antártida têm origens pagãs. Nas cartas que o explorador Américo Vespúcio (1454-1512) enviou ao monarca italiano Lorenzo di Piero de Mediei (1492-1519), existe um mapa no qual as terras do nordeste brasileiro, supostamente descobertas por Vespúcio, são designadas Terra Ameriei, ou Terra de Américo.

Para harmonizar-se com os outros nomes femininos, Américo tomou-se América. Antártida deve a denominação a uma estrela. A palavra deriva do grego árktos, que significa ursa, usada para denominar as constelações da Ursa, no hemisfério norte. Como o continente está no hemisfério sul, acrescentou-se o prefixo anti. Antártida é, então, o antiártico.

Fontes: Super Interessante e Wikipédia

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Já faz dois anos que o Rei do Pop se foi, mas parece que foi ontem.

Michael Jackson fez história na música mundial, fez história como outros grandes de outras áreas da música, do cinema, do esporte, das ciências. Vai ser lembrado para sempre como um grande dançarino, um grande cantor e principalmente pela magia e carisma que possuia. Muitos são talentosos, se equiparando a ele, mas é impressionante o fascínio que despertava nos fãs.

Dois anos é muito pouco, para quem foi grande como ele, a impressão que me dá que ainda está vivo. Eterno Michael Jackson vai viver muito ainda nos corações e na memória dos seus fiéis seguidores.

Michael Jackson era muito popular,  comparando com estes que fazem sucesso atualmente, mas só que tinha uma diferença: a qualidade musical indiscutível, o Álbum ” Off The Wall”, lançado em 10 agosto de 1979, é considerado por muitos o melhor, em termos de harmonia, arranjos e compositores como Stevie Wonder e produção de Quincy Jones, e musicas que até hoje são lembradas como “Don’t Stop ‘Till You Get Enough”“Rock With You” .

Enfim, Michael Jackson era o cara, e vai ser ainda por muito tempo. Mais em Música.

Um pouco só do que era Michael Jackson:

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Esta comparação para mim é bobagem, Pelé é disparado o melhor do mundo, não tem jeito, só alguns exemplos: Pelé, que era destro, chutava bem com os dois pés, Pelé fez 3 vezes mais gols que Maradona, fora as jogadas que ficaram na história,  mas já que muita gente fala, então é só comparar as duas carreiras em números:

Títulos:

Pelé

Na Seleção Brasileira

Copa do Mundo: 1958, 1962 e 1970.

Copa Roca: 1957 e 1963.

Taça Oswaldo Cruz: 1958, 1962 e 1968.

Taça Bernardo O´Higgins: 1959.

Na Seleção das Forças Armadas

Torneio Sulamericano Militar: 1959.

Na Seleção Paulista

Campeonato Brasileiro de Seleções: 1959

No Santos Futebol Clube

Taça Intercontinental: 1962 e 1963

Taça Libertadores da América: 1962 e 1963

Recopa Intercontinental: 1968

Taça Brasil(Campeonto Brasileiro da época): 1961, 1962, 1963, 1964 e 1965.

Taça Roberto Gomes Pedrosa (Taça de Prata): 1968

Torneio Rio-São Paulo: 1959, 1963, 1964, 1966 e 1968

Campeão Paulista: 1958,1960,1961,1962,1964,1965,1967,1968,1969,1973.

Torneio Laudo Natel: 1974

Torneio de Paris (França): 1960, 1961

Taça das Américas: 1963

Torneio Pentagonal do México: 1959

Taça Tereza Herrera (Espanha): 1959

Torneio de Valência (Espanha): 1959

Torneio Dr. Mario Echandi (Costa Rica): 1959

Torneio Giallorosso (Italia): 1960

Quadrangular de Lima (Peru): 1960

Torneio Itália 1961 (Itália): 1961

Torneio Internacional da Costa Rica (Costa Rica): 1961

Pentagonal de Guadalajara (México): 1961

Torneio Internacional da Venezuela (Venezuela): 1965

Hexagonal do Chile (Chile): 1965, 1970

Torneio de Nova York (Estados Unidos): 1966

Torneio da Amazônia: 1968

Pentagonal de Buenos Aires (Argentina): 1968

Octagonal do Chile (Chile): 1968

Torneio de Kingston (Jamaica): 1971

No Cosmos de Nova York/EUA

Campeão Norte-Americano: 1977

Combinado Santos FC/CR Vasco da Gama

Torneio Internacional do Rio: 1957

Maradona

Seleção Argentina

Campeonato Mundial de Futebol Sub-20: 1979

Copa do Mundo FIFA: 1986

Boca Juniors

Campeonato Argentino: Metropolitano 1981

Barcelona

Copa do Rei: 1983

Napoli

Campeonato Italiano: 1987 e 1990

Copa da Itália: 1987

Copa da UEFA: 1989

Tá de brincadeira, né?  Mas para quem ainda duvida, vamos continuar:

Gols:

Pelé:

1281 gols marcados

Maradona:

358 gols marcados

Mais uma vez: Tão de Brincadeira! Não dá para comparar.

Se alguém fez mais isso que Pelé, mostre os números e vamos comparar.

Claro, alguém pode dizer: ” Futebol não é só números!”, mas então como compará-los? através de videos, é uma grande ideia, através de histórias contadas, através dos seus companheiros de equipe, e o principal de todos: os torcedores mais velhos ou jornalistas, velhos de guerra,  que estão no mundo do futebol há uns  50 anos, esses podem realmente dizer quem foi melhor, não é pecado para o mais jovem perguntar, para o Vô, para o pai, para um tio já com seus 60 anos ou mais, quem foi melhor. Para mim que gosto de videos, que adoro futebol, porém não tenho esta idade para ser avô, sei que Pelé foi melhor.


O cara cabeceava como ninguém, com 1,72 de altura, tinha uma explosão muscular que poucos conseguiam segurá-lo, muita velocidade, visão de jogo espetacular, só ver a ajeitada para o gol do Carlos Alberto em 1970, chutava com os dois pés, pouquíssimos jogadores tem essa qualidade, pensava muito rápido, como aquela jogada sensacional contra o Uruguai em 1970, que ficou na história, justamente por não ter saído o gol, cobrava faltas, muita habilidade com a bola nos pés, só lembrar os 3 chapéus que fez antes de fazer o gol contra o Juventus, considerado o gol mais bonito de toda a sua carreira, era capaz de driblar vários jogadores em sequência  e em velocidade, como fez contra o  Fluminense, onde driblou 7 jogadores e fez o gol, e a partir daí que surgiu o “gol de placa” e tem outra que é definitiva: Maradona só foi camisa 10, porque Pelé usava a camisa 10, aliás todos os melhores dos times usam a camisa 10, que por acaso do destino, em 1958, foi escolhido o número aleatoriamente para os jogadores e o numero 10 caiu para o Pelé, que a eternizou.

Maradona, Pelé e Zidane

Mesmo um jogador não usando a camisa 10, como Zidane que usava a camisa 5, mas todos diziam: “Este é o camisa 10 do time”.  Zidane era um autêntico camisa 10, jogava muito, aliás, para mim jogava muito mais que Maradona, jogador clássico, meio de campo legítimo, e campeão do mundo pela França e com muitos mais títulos que Maradona.

E como pessoa? Pelé está muito a frente do Maradona, Pelé já é um ser evoluído, cometeu seus erros, mas o Maradona é brincadeira, muitos falam que:  “O que vale é dentro do campo”, não acho isso, porque muitos jogadores perderam grandes chances na carreira por seu comportamento fora de campo(Adriano por exemplo),  e isso vale para qualquer pessoa, que tem uma vida desregrada.

Escrever mais o quê? Não tem mais… quem levar em conta tudo isso e comparar e não ver  quem é melhor, ou é do contra ou argentino mesmo.

Tem umas coisas que nós precisamos ver para acreditar, dê uma olhadinha neste video:

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