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Posts Tagged ‘pelé’

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O jornal The Guardian divulgou uma lista com os 100 melhores jogadores de todas as Copas do Mundo. Com Pelé na primeira colocação, o jornal elegeu 22 jogadores brasileiros entre os 100 maiores da história de todas as Copas.

Para a eleição, o jornal contou com 40 juízes entre ex-jogadores e jornalistas. São seis ex-jogadores, com o alemão Lothar Matthäus e o brasileiro Zico entre eles. Dentre os jornalistas, foram escolhidos correspondentes do jornal inglês pelo mundo, como o brasileiro Fernando Duarte, e especialistas de outros meios.
Além de Pelé, na primeira colocação, o Brasil ainda teve Ronaldo em 4°, Garrincha em 9° e Jairzinho em 13°. Maradona, Beckenbauer e Zidane completaramo top-5 da lista.
Dentre os 20 primeiros, apenas Cruyff, Platini, Eusébio, Maldini e Fontaine não conquistaram uma Copa do Mundo, mas se destacaram por outros motivos.

Algumas colocações podem ser bem contestadas, como Tostão pode estar atrás de Messi e Cristiano Ronaldo? Garrincha não pode ficar atrás de Cruyff, mas os brasileiros são a maioria entre tantas nacionalidades.

Pelé_1960

Lista Completa:

1 Pelé; 2 Maradona; 3 Beckenbauer; 4 Ronaldo; 5 Zidane; 6 Cruyff; 7 Matthäus; 8 Müller; 9 Garrincha; 10 Platini; 11 Eusébio; 12 Paolo Maldini; 13 Jairzinho; 14 Bobby Charlton; 15 Xavi; 16 Romário; 17 Just Fontaine; 18 Paolo Rossi; 19 Dino Zoff; 20 Bobby Moore; 21 Puskas; 22 Zico; 23 Ronaldinho; 24 Roberto Baggio; 25 Cafu; 26 Cannavaro; 27 Rivaldo; 28 Zagallo; 29 Johan Neeskens; 30 Lev Yashin; 31 Mario Kempes; 32 Rivelino; 33 Cristiano Ronaldo; 34 Carlos Alberto Torres; 35 Roberto Carlos; 36 Roger Milla; 37 Paul Breitner; 38 Thuram; 39 Rummenigge; 40 Giuseppe Meazza; 41; Gordon Banks; 42 Oliver Kahn; 43 Boniek; 44 Buffon; 45 Passarella; 46 Baresi; 47 Gary Lineker; 48 Djalma Santos; 49 Nilton Santos; 50 Uwe Seeler; 51; Messi; 52 Tostão; 53 Andreas Brehme; 54 Geoff Hurst; 55 Sepp Maier; 56 Stoichkov; 57 Vavá; 58 Kocsic; 59 Figo; 60 Desailly; 61 Hagi; 62 Giuseppe Bergomi; 63 Fritz Walter; 64 Puyol; 65 Iniesta; 66 Paul Gascoigne; 67 Lato; 68 Varela; 69 Juan Schiaffino; 70 Ghiggia; 71 Helmut Rahn; 72 Frank de Boer; 73 Ruud Krol; 74 Figueroa; 75 Leônidas da Silva; 76 Popescu; 77 Cubillas; 78 Okocha; 79 Didi; 80 Gianni Rivera; 81 Sergio Batista; 82 Belanov; 83 Schillaci; 84 Sneijder; 85 Belinni; 86 Del Piero; 87; Luis Monti; 88 Thomas N’Kono; 89 Claudio Gentile; 90 Bebeto; 91 Hector Chumpitaz; 92 Dragan Stojkovic; 93 Matthias Sindelar; 94 Dasayev; 95 Lahn; 96 Klinsmann; 97 Antonio Cabrini; 98 Leonardo; 99 Facchetti; 100 Tomas Brolin.

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Os nossos estádios estão superfaturados, nossas Aeroportos com poucas melhorias, nosso povo não quer a Copa do Mundo no Brasil, a solução é parar agora e deixar que a Argentina realize os jogos.

Já que nós não sabemos fazer nada direito, por que não mandar os jogos para os “hermanos”?  Eles teriam muitas visitantes, teriam pessoas do mundo inteiro gastando no seu comércio, a economia da Argentina, que está vivendo um colapso, teria uma enorme motivação, os produtos vendidos por lá iriam ajudar e muito os comerciantes e fabricantes, teriam empregos para se reformar os estádios e construir novos, além da divulgação das maravilhas e dos problemas, que qualquer país do mundo têm ou você acha que em Barcelona não  tem ladrão e político safado, inclusive dirigentes safados de clubes de futebol.

É claro que espertinhos também iriam meter a mão no que é do povo, mas aí que entra a fiscalização do povo desde o começo, ou você acha que os Argentinos iriam deixar para última hora para dizer que os gastos estariam exorbitantes e que não deve ter Copa faltando 4 meses para começar? Ou você acha que os Argentinos iriam protestar sobre problemas que duram décadas só agora no ano da Copa do Mundo deles?

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Copa do Mundo de futebol é um evento único, que pára um país para ver os jogos da tua seleção, eu cresci assim, trabalhei assim, não íamos trabalhar ou estudar para assistir a nossa seleção jogar, é um evento importante que mobiliza o país inteiro, até para quem não gosta de futebol.

Quem tem um restaurante, que tem um bar, um hotél ou  um simples camelô que leva o teu sustento para casa vendendo uma simples bandeira do seu país ou de algum outro que esteja disputando a Copa, é um grande negócio, mas tem que saber aproveitar e não ver só o lado negativo de uma Copa do Mundo.

Quantos profissionais em várias empresas  seriam contratados para realização da Copa, desde um que fabrica um simples chaveiro até aos que fabricam aqueles elevadores sofisticados dentro dos estádios da Copa,  quantos empregos seriam gerados.

Alguém pode pensar, mas e o dinheiro investido, não seria melhor investir em saúde e educação? Sim, tudo bem… mas pelo que esses governos arrecadam em impostos, o Brasil por exemplo arrecada trilhões de reais, daria para fazer Copa do Mundo todo ano e ainda a educação e saúde seriam as melhores do mundo, mas falta vontade política, só isso.

Alguns países ou cidades pedem a Deus para serem escolhidos como sede de um grande evento como esse, Barcelona que o diga, queriam de qualquer maneira serem escolhidos para sede das Olimpíadas, já que a economia de Espanha anda um caos, com vários desempregados, o objetivo seria alavancar a economia local.

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Seriam campeãs do mundo com certeza 

Já que eles(Argentinos) seriam escolhidos para realizar a Copa, que fizessem direito, porque parar no meio do caminho e não fazer  nada, seria uma vergonha histórica para sempre dos seus habitantes, ficariam eternamente tachados como incompetentes e nunca mais sediariam nenhum evento do mundo.

A imprensa de lá, não poderia dar tiro no pé, poderiam relatar todos os problemas que com certeza iriam acontecer, mas teriam que divulgar o que o país tem a oferecer, os churrascos, a paixão pelo futebol, Messi, o tonto do Maradona, etc… Aliás, poderiam relatar o que tornou o país a ser uma potência do futebol e não só dizer que tudo está uma porcaria. Eles poderiam vender melhor o produto que iriam cobrir e ganhar com isso, ou vocês acham que as TVs transmitem os jogos da Copa porque é muito lindo, é tudo maravilhoso ou porque adoram futebol? Tem muita grana envolvida nisso.

Quem dá show nisso é americano, eles tem muito defeitos, mas  sabem como ninguém divulgar e realizar um evento, e ter orgulho do que são e de onde são.  Super Bowl é um grande exemplo disso.

super

 evento que gera bilhões de dólares e milhões de telespectadores

Agora em certos países da América do Sul, a imprensa quer vender um produto que eles mesmo detonam, se eu saísse vender meus produtos e dissesse que é uma porcaria, já teria parado a muito tempo de trabalhar nesta área. Acho que a desgraça alheia é mais vendável, deve ser isso.

Além de ter a oportunidade de serem tricampeões do mundo, porque jogando em casa, com uma boa seleção, não tem Espanha, Brasil ou Alemanha que segure, já pensou a festa que seria lá nas praças das cidades, como seria o Argentinos gritando: “É CAMPEON”.

comemoração

Imagina a festa de um povo que tem uma única alegria durante um mês e ver seu time sendo campeão de um evento tão importante em casa, e deixando o seus vizinhos chupando o dedo e dizendo: “Acho que não deveríamos ter deixado a Copa para eles realizarem”.

É claro que os problemas iriam continuar, o futebol não é mais o ópio do povo, mas seria uma alta estima enorme para um povo sofrido que é subjugado por uma sociedade que só pensa no lucro e no seu próprio bem estar e passa por cima de qualquer um que esteja no seu caminho para isso.

soccercitySoccer City: Estádio da Copa em 2010 na Africa do Sul

Enfim, vamos deixar para os Argentinos fazerem ou então deixar para os da terra de Mandela, já que muitos tiravam onda com os africanos que nunca seria uma boa copa,  e na verdade nossa copa que vai ser um fiasco,  pelo menos eles tem estádios prontos.

Tenho certeza que os argentinos não deixariam tudo para última hora, e realizariam a Copa juntamente com o povo, fiscalizando desde o começo quando fosse escolhida para ser sede da Copa do Mundo de 2014.

Reclamar agora é tarde demais. É como escolher um carro para comprar, pagar por ele e ver depois que o mesmo não tinha motor e o vendedor mora na Suíça(Entenderam, sede da…, rs), vai ficar com o mico na mão.

É claro que tudo isso é uma piada, que detestaria que a Copa do Mundo em nosso país, fosse para a Argentina, mas do jeito que as coisas estão, não merecemos ganhar e muito menos ser sede de Copa do Mundo 2014. Mas já que somos, temos que aproveitar de alguma maneira o momento e alavancar a economia do país e gerar emprego para muita gente , antes e durante a Copa do Mundo.

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O Brasil marcou época no futebol, novamente se tornava campeão mundial de futebol. Nomes como Pelé, Garrincha e Didi, faziam parte daquela seleção.

Muitas pessoas hoje, parecem ou não querem reconhecer a importância daquela seleção, muitos não tem noção de como marcou a história do Brasil.

O Brasil era pouco conhecido no mundo, o que abriu as portas foram Pelé e companhia. Assistindo a reportagem de pessoas da época, tanto no Brasil, como no Chile, a idolatria que aqueles jogadores despertavam nas pessoas era impressionante.

A edição de 1962 da Copa do Mundo marcou a sétima participação da Seleção Brasileira de Futebol nessa competição. Era o único país a participar de todas as edições do torneio da FIFA, fato que persistirá pelo menos até a edição realizada no Brasil em 2014. Foi a primeira em que o Brasil defendia o título de campeão, após a conquista do Mundial da Suécia, em 1958.

Por conquistar do Mundial da Suécia, em 1958, a Seleção não disputou as eliminatórias, já que o último campeão tinha vaga assegurada junto com o anfitrião (Chile).

Pelé foi a grande perda sentida devido a uma lesão

Depois da campanha vitoriosa de 1958 o então presidente da Confederação Brasileira de Desportos (CBD, atual CBF), João Havelange decidiu repetir todos os passos do planejamento anterior para a conquista do bi campeonato.

A comissão técnica era quase a mesma de 58. Uma das poucas mudanças foi no cargo de técnico: saiu Vicente Feola, que sofria de nefrite aguda e problemas cardíacos, e entrava Aymoré Moreira. O time também contava com muitos jogadores da campanha anterior, mesmo aqueles já na época com idade mais avança: Nilton Santos (37 anos), Didi (32), Djalma Santos (33), Zito (29), Zagallo (30), entre outros. De fato, a média da seleção era de mais de 27 anos, um número considerado alto.

Convocação Final

Goleiros: Gilmar (Santos) e Castilho (Fluminense).

Laterais: Djalma Santos (Palmeiras), Nílton Santos (Botafogo), Jair Marinho (Fluminense) e Altair (Fluminense).

Zagueiros: Mauro (Santos), Bellini (São Paulo), Zózimo (Bangu) e Jurandir (São Paulo).

Meio-campistas: Zito (Santos), Didi (Botafogo), Zequinha (Palmeiras), Mengálvio (Santos).

Atacantes: Garrincha (Botafogo), Zagallo (Botafogo), Vavá (Palmeiras), Pelé (Santos), Jair da Costa (Portuguesa de Desportos), Coutinho (Santos), Amarildo (Botafogo) e Pepe (Santos).

A Seleção ficou na região de Valparaíso, na Ciudad del Sol, nos chalés da pousada de férias El Retiro. No dia 24 de maio, o Brasil realizou um amistoso contra o clube chileno Wanderers. O primeiro tempo era destinado ao titulares, que venceram por 2×1, e o segundo aos reservas, que perderam de 1×0. No dia 27 o último amistoso, contra um time local, o Everton, goleando de 9×1. Na manhã de 30 de Maio, houve a missa na concentração. Nela cada jogador recebeu uma medalha com uma mensagem do papa João XXIII: “Ficarei rezando para que o Brasil consiga repetir o feito de 1958”. As 15h daquele dia o Brasil estreava na Copa do Mundo.

Garrincha foi o grande nome daquela seleção

Em time que está ganhando não se mexe. Essa foi a filosofia do Brasil para a Copa do Mundo de 1962. Quase tudo que havia dado certo quatro anos antes foi mantido para a campanha do bi. Paulo Machado de Carvalho foi novamente o chefe da delegação brasileira no Chile. E, apesar da troca de Vicente Feola por Aymoré Moreira no comando técnico, a maior parte do elenco campeão na Suécia continuou na seleção. Dos 11 jogadores que atuaram na final anterior, 9 estavam na equipe que estreou no dia 30 de maio de 1962, contra o México: Gilmar, Djalma Santos, Nilton Santos, Zito, Garrincha, Didi, Vavá, Pelé e Zagallo.

Os mexicanos contavam com uma grande arma embaixo dos três paus: o goleiro Carbajal. Ao fim do primeiro tempo, nem o forte ataque formado por Garrincha, Pelé, Vavá e Zagallo havia conseguido ultrapassá-lo. Os gols só saíram na etapa final. Zagallo aproveitou cruzamento de Garrincha aos 11min e abriu o placar. Aos 28min, o mesmo Zagallo passou para Pelé, que driblou o zagueiro Sepúlveda e fechou o placar da vitória por 2 a 0.

Na partida seguinte, contra a Tchecoslováquia, o elenco brasileiro sofreu um duro golpe: Pelé se machucou e foi obrigado a abandonar o torneio. O jogo terminou 0 a 0 e, além da perda de seu principal jogador, o Brasil teve que lutar contra o desânimo.

Amarildo estreou no lugar de Pelé contra a Espanha, no jogo seguinte, e não se intimidou com a responsabilidade. Foram dele os dois gols da vitória brasileira por 2 a 1. A partir das quartas-de-final, porém, brilhou mais forte a estrela de Garrincha.

O imprevisível ponta do Botafogo marcou duas vezes, e o Brasil venceu a Inglaterra por 3 a 1. Mané continuou liderando o forte ataque brasileiro na semifinal contra os anfitriões. Marcou os dois primeiros, Vavá os outros dois, e o Brasil goleou o Chile por 4 a 2.

Na decisão, o Brasil reencontrou a única equipe que não havia conseguido vencer no torneio: a Tchecoslováquia, “aquela equipe com a camisa do São Cristóvão”, segundo Garrincha. E os tchecos começaram dominando a partida.

Aos 15min, Kadabra driblou Mauro e Djalma Santos e tocou para Masopust fazer 1 a 0. O gol não abalou o Brasil, que empatou dois minutos depois com Amarildo. Em seguida, Zito virou o placar, de cabeça. Coisa rara no torneio, o goleiro tcheco Schrojf falhou ao deter um cruzamento, aos 33min, e soltou uma bola nos pés do brasileiro Vavá, que matou o jogo.

A vitória na final coroou a bela campanha do Brasil: cinco vitórias e um empate em seis jogos, com 14 gols marcados e 5 sofridos. Dois dos seis artilheiros do torneio estavam no ataque brasileiro: Vavá e Garrincha, com quatro gols cada.

Especial dos 50 anos do mundial de 1962:

A continuação nos seguintes links:

Parte 4, Parte 5,Parte 6,Parte 7,Parte 8,Parte 9,Parte 10, Parte 11,Parte 12,
Parte 13, Parte 14, Parte 15, Parte 16, Parte 17, Parte 18, Parte 19, Parte 20, Parte 21, Parte 22, Parte 23, Parte 24.

Brasil enfim, é realmente o país do futebol.

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Esta comparação para mim é bobagem, Pelé é disparado o melhor do mundo, não tem jeito, só alguns exemplos: Pelé, que era destro, chutava bem com os dois pés, Pelé fez 3 vezes mais gols que Maradona, fora as jogadas que ficaram na história,  mas já que muita gente fala, então é só comparar as duas carreiras em números:

Títulos:

Pelé

Na Seleção Brasileira

Copa do Mundo: 1958, 1962 e 1970.

Copa Roca: 1957 e 1963.

Taça Oswaldo Cruz: 1958, 1962 e 1968.

Taça Bernardo O´Higgins: 1959.

Na Seleção das Forças Armadas

Torneio Sulamericano Militar: 1959.

Na Seleção Paulista

Campeonato Brasileiro de Seleções: 1959

No Santos Futebol Clube

Taça Intercontinental: 1962 e 1963

Taça Libertadores da América: 1962 e 1963

Recopa Intercontinental: 1968

Taça Brasil(Campeonto Brasileiro da época): 1961, 1962, 1963, 1964 e 1965.

Taça Roberto Gomes Pedrosa (Taça de Prata): 1968

Torneio Rio-São Paulo: 1959, 1963, 1964, 1966 e 1968

Campeão Paulista: 1958,1960,1961,1962,1964,1965,1967,1968,1969,1973.

Torneio Laudo Natel: 1974

Torneio de Paris (França): 1960, 1961

Taça das Américas: 1963

Torneio Pentagonal do México: 1959

Taça Tereza Herrera (Espanha): 1959

Torneio de Valência (Espanha): 1959

Torneio Dr. Mario Echandi (Costa Rica): 1959

Torneio Giallorosso (Italia): 1960

Quadrangular de Lima (Peru): 1960

Torneio Itália 1961 (Itália): 1961

Torneio Internacional da Costa Rica (Costa Rica): 1961

Pentagonal de Guadalajara (México): 1961

Torneio Internacional da Venezuela (Venezuela): 1965

Hexagonal do Chile (Chile): 1965, 1970

Torneio de Nova York (Estados Unidos): 1966

Torneio da Amazônia: 1968

Pentagonal de Buenos Aires (Argentina): 1968

Octagonal do Chile (Chile): 1968

Torneio de Kingston (Jamaica): 1971

No Cosmos de Nova York/EUA

Campeão Norte-Americano: 1977

Combinado Santos FC/CR Vasco da Gama

Torneio Internacional do Rio: 1957

Maradona

Seleção Argentina

Campeonato Mundial de Futebol Sub-20: 1979

Copa do Mundo FIFA: 1986

Boca Juniors

Campeonato Argentino: Metropolitano 1981

Barcelona

Copa do Rei: 1983

Napoli

Campeonato Italiano: 1987 e 1990

Copa da Itália: 1987

Copa da UEFA: 1989

Tá de brincadeira, né?  Mas para quem ainda duvida, vamos continuar:

Gols:

Pelé:

1281 gols marcados

Maradona:

358 gols marcados

Mais uma vez: Tão de Brincadeira! Não dá para comparar.

Se alguém fez mais isso que Pelé, mostre os números e vamos comparar.

Claro, alguém pode dizer: ” Futebol não é só números!”, mas então como compará-los? através de videos, é uma grande ideia, através de histórias contadas, através dos seus companheiros de equipe, e o principal de todos: os torcedores mais velhos ou jornalistas, velhos de guerra,  que estão no mundo do futebol há uns  50 anos, esses podem realmente dizer quem foi melhor, não é pecado para o mais jovem perguntar, para o Vô, para o pai, para um tio já com seus 60 anos ou mais, quem foi melhor. Para mim que gosto de videos, que adoro futebol, porém não tenho esta idade para ser avô, sei que Pelé foi melhor.


O cara cabeceava como ninguém, com 1,72 de altura, tinha uma explosão muscular que poucos conseguiam segurá-lo, muita velocidade, visão de jogo espetacular, só ver a ajeitada para o gol do Carlos Alberto em 1970, chutava com os dois pés, pouquíssimos jogadores tem essa qualidade, pensava muito rápido, como aquela jogada sensacional contra o Uruguai em 1970, que ficou na história, justamente por não ter saído o gol, cobrava faltas, muita habilidade com a bola nos pés, só lembrar os 3 chapéus que fez antes de fazer o gol contra o Juventus, considerado o gol mais bonito de toda a sua carreira, era capaz de driblar vários jogadores em sequência  e em velocidade, como fez contra o  Fluminense, onde driblou 7 jogadores e fez o gol, e a partir daí que surgiu o “gol de placa” e tem outra que é definitiva: Maradona só foi camisa 10, porque Pelé usava a camisa 10, aliás todos os melhores dos times usam a camisa 10, que por acaso do destino, em 1958, foi escolhido o número aleatoriamente para os jogadores e o numero 10 caiu para o Pelé, que a eternizou.

Maradona, Pelé e Zidane

Mesmo um jogador não usando a camisa 10, como Zidane que usava a camisa 5, mas todos diziam: “Este é o camisa 10 do time”.  Zidane era um autêntico camisa 10, jogava muito, aliás, para mim jogava muito mais que Maradona, jogador clássico, meio de campo legítimo, e campeão do mundo pela França e com muitos mais títulos que Maradona.

E como pessoa? Pelé está muito a frente do Maradona, Pelé já é um ser evoluído, cometeu seus erros, mas o Maradona é brincadeira, muitos falam que:  “O que vale é dentro do campo”, não acho isso, porque muitos jogadores perderam grandes chances na carreira por seu comportamento fora de campo(Adriano por exemplo),  e isso vale para qualquer pessoa, que tem uma vida desregrada.

Escrever mais o quê? Não tem mais… quem levar em conta tudo isso e comparar e não ver  quem é melhor, ou é do contra ou argentino mesmo.

Tem umas coisas que nós precisamos ver para acreditar, dê uma olhadinha neste video:

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O que falar de um rei, de um ser que atravessou seu tempo, muita gente ainda não se deu conta de que ainda convivemos com um mito ainda vivo, Pelé será lembrado eternamente como um dos grandes gênios de todos  os tempos, como Bethoven, Bach, Thomas Edson, Rui Barbosa, Santos Dumont, entre outros grandes nomes da história da humanidade.

Pelé tem números incríves, entre eles: ele conseguiu ser artilheiro do campeonato paulista 9 vezes consecutivos, é o maior artilheiro do campeonato paulista em um único campeonato, com 58 gols em 1958 até hoje, ano em que se tornou o jogador mais novo a conquistar um campeonato mundial por seleções.

Não vi Pelé jogar, mas graças a tecnologia, consegui ver um pouco de sua arte, porque segundo os mais velhos, Pelé fazia muito mais em campo. E as jogadas que não resultaram em gols? O que na verdade nós conseguimos ver hoje em dia, são alguns gols e os lances de gênio na copa de 1970.

Em uma reportagem do estadão de hoje, eles relatam que professores de Educação Física perguntaram para seus alunos, que não passavam de 6 anos de idade, se alguém conhecia Pelé, muitos dos meninos e meninas disseram que sim.

O ano passado foi lançado um game sobre futebol com Pelé, “Academy of Champions”, A Ubisot é uma grande potência no mundo dos games e lançou este game exclusivo para Wii em 2009 no exterior:

Um dia em uma reportagem na TV, alguém mostrou em um país da Europa, acho que na França, duas fotos: uma de Pelé e a outra do presidente Lula.  A maioria das pessoas,  não souberam falar quem era aquele senhor com barbas brancas, mas o rei, todos sabiam quem era.

Por tudo isso, viva o mito Pelé, legítimo rei do futebol mundial, eternamente.

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Continuando a história de todas as copas, neste post vamos mostrar a história das copas de 1954 a 1966, lembrando que neste período, o Brasil se sagrou Bi-campeão mundial.

COPA DO MUNDO DE 1954

SEDE: SUÍÇA

PARTICIPANTES: 16 PAÍSES

CAMPEÃ: ALEMANHA

VICE-CAMPEÃ: HUNGRIA

COLOCAÇÃO DO BRASIL:  ELIMINADO NAS QUARTAS DE FINAL

A Copa do Mundo FIFA de 1954, a quinta edição do certame, foi sediada na Suíça de 16 de junho até 4 de julho. Era o ano do 50º aniversário da FIFA, portanto era apropriado que a competição máxima do futebol fosse jogada no país de seu órgão maior, e a Suíça foi escolhida como anfitriã em julho de 1946. O torneio foi vencido pela Alemanha Ocidental ao bater a Hungria na final por 3 a 2 sacramentando assim o primeiro título aos germânicos.

A COMPETIÇÃO

Pela primeira vez uma Copa teve cobertura pela televisão, e moedas comemorativas foram cunhadas por causa do evento. A partir dessa Copa, o Brasil passsou a usar o uniforme com a camisa amarela e o calção azul. Depois da derrota no Mundial de 1950, o uniforme antigo (camisa branca e calção azul usado desde 1919) foi considerado uma das fontes de azar. Em 1953, o professor e jornalista gaúcho Aldyr Garcia Schlee venceu outros treze candidatos no concurso para escolha do novo uniforme. Como vencedor recebeu uma cadeira cativa no Maracanã, um estágio como desenhista no extinto jornal Correio da Manhã e uma soma em dinheiro.

Foi um mundial dominado amplamente pela fantástica equipe húngara, campeã olímpica de 52, composta de super craques como Ferenc Puskás, Nándor Hidegkuti, József Zakariás, Sándor Kocsis, Zoltán Czibor, dentre outros. Mas existiam outras seleções fortes como o Uruguai bicampeão mundial, o Brasil (que tentava se recompor de 50 com Didi e Julinho Botelho), a Alemanha Ocidental (com Fritz Walter e Helmut Rahn).

Estádio Hardturm – Súiça

A Copa de 54 foi disputada na Suíça e foi a primeira em solo europeu depois da 2ª Guerra. A escolha da sede levou em conta justamente a neutralidade da Suíça durante o conflito. Apesar do sucesso do certame cabe uma crítica à fórmula da copa, bastante confusa. Cada grupo tinha dois cabeças de chave que não se enfrentavam, assim como as duas equipes restantes que não se enfrentavam. Assim ao invés de 3 jogos cada, no sistema todos contra todos, relizaram-se apenas 2 jogos por equipe. Os cabeças de chave foram baseados nos rankings da FIFA à época e eram os seguintes:

  • Grupo 1: Brasil e França
  • Grupo 2: Hungria e Turquia
  • Grupo 3: Áustria e Uruguai
  • Grupo 4: Inglaterra e Itália

Primeira fase

A Hungria, pelo Grupo B, aplicou na 1ª fase duas goleadas históricas,uma sobre a fraca Coréia do Sul por 9 a 0 e a outra sobre nada mais, nada menos do que a Alemanha Ocidental, 8 a 3. Turquia e Alemanha Ocidental então tiveram que jogar o desempate pois terminaram empatados em pontos. A partida foi vencida pelos alemães com facilidade. O técnico Sepp Herberger colocou o time reserva em campo contra os húngaros, pois assim absorveria melhor uma mais que provável derrota e pouparia seus comandados.

Pelo Grupo A, o do Brasil, ocorreu um episódio bastante curioso. Brasil e Iugoslávia venceram seus primeiros compromissos (Brasil 5 a 0 contra México e Iugoslávia pela contagem simples sobre a França) e o empate garantia ambos na fase seguinte. Acontece que os jogadores do Brasil não conheciam o tal regulamento e atacavam insistentemente a meta iugoslava, com os jogadores eslavos fazendo gestos aos brasileiros pelo empate que beneficiaria os dois. Ao final do jogo alguns brasileiros choravam e apenas posteriormente a situação foi esclarecida. Tanto brasileiros como iugoslavos se classificaram à fase seguinte.

No grupo C, Áustria e Uruguai classificaram-se sem problemas. A Celeste Olímpica ganhou da Tchecoslováquia por 2 a 0 e da Escócia por 7 a 0.uma curiosidade é que ,insatisfeito com as intromissões da comissão técnica no seu trabalho, o técnico da Escócia Andy Beattie pediu demissão logo após a derrota para a Áustria. A Áustria também passa fácil com 1 a 0 na Escócia e 5 a 0 na Tchecoslováquia. No Grupo D, o English Team tenta se refazer do desastre de 50, sua estréia em copas. Empata em um jogo espetacular com a Bélgica por 4 a 4 e ganha da Suíça por 2 a 0. Suíça e Itália duelariam duas vezes no grupo. Na primeira partida os helvéticos venceriam por 2 a 1 num jogo muito conturbado e de uma arbitragem bastante controversa do brasileiro Mario Vianna. As equipes se enfrentariam novamente, e no jogo desempate a Suíça vence por 4 a 1. Chega as Quartas de Final.

Time alemão campeão de 1954

Fase final

O Brasil foi a vítima magiar nas Quartas. Uma verdadeira batalha campal em Berna e Hungria vence por 4 a 2. Áustria e Suíça fazem o jogo com maior número de gols da história dos mundiais: Áustria 7 x 5 Suíça. A Alemanha Ocidental vence a Iugoslávia por 2 a 0 e o Uruguai atropela a Inglaterra por 4 a 2.

Numa das semifinais tivemos a Áustria encarando a equipe da República Federal da Alemanha, uma das três nações alemãs da época. O time da RFA se classificou batendo os alemães da região do Sarre, ocupado pela França, enquanto a Alemanha Oriental não se inscreveu para a Copa. Com a final em jogo, a equipe alemã bateu a austríaca por 6 a 1. Destaque para os irmãos Fritz e Ottmar Walter, que, com passes rápidos, levaram sempre perigo ao gol austríaco.

Na outra semifinal, tivemos um dos mais interessantes jogos do torneio, onde a Hungria liderava sobre o Uruguai ao final do primeiro tempo por 1 a 0. Mas ao final dos noventa minutos o placar apontava 2 a 2, levando a partida a prorrogação. A igualdade foi quebrada por Sándor Kocsis, que marcaria dois gols no tempo extra e assim levando a Hungria a final, derrotando um time que jamais havia perdido um jogo de Copa do Mundo. O Uruguai sofreria sua segunda derrota ao ceder o terceiro lugar aos austríacos por 1×0.

Final: “O Milagre de Berna”

O Wankdorf Stadium em Berna recebeu 60.000 pessoas se espremerem para acompanhar a partida final entre Alemanha Ocidental e Hungria, uma repetição do jogo da primeira fase. Nesta fase, a Hungria venceu os reservas alemães por 8 a 3. O Time Dourado dos húngaros era o favorito, pois vinha de 32 partidas invicto, porém vinha de duas partidas duras. Começou a chover no dia do jogo – na Alemanha isso é chamado de “Fritz-Walter-Wetter” (tempo de Fritz Walter) pois dizia-se o capitão da equipe alemã Fritz Walter jogava seu melhor futebol na chuva. Adi Dassler, proprietário da Adidas e fornecedor de material esportivo para a seleção alemã, forneceu chuteiras com cravos intercambiáveis, que melhor se adaptariam ao campo molhado.

Na final se viu Ferenc Puskás atuando mesmo não estando em sua melhor forma. Ainda assim ele colocou seu time à frente do placar em apenas 6 minutos de jogo, e com Zoltán Czibor fazendo outro tento dois minutos depois parecia que os favoritos realmente levariam o título. Porém, com um rápido gol de Max Morlock no décimo minuto, e Helmut Rahn empatando aos 19, a maré começou a virar.

No segundo tempo a Hungria desperdiçou diversas chances. Mas, nervosos não conseguiram nada. Os alemães praticamente “cozinharam” o jogo a seu favor, e acabariam premiados. A meros seis minutos do final da partida, o popular narrador do rádio alemão Herbert Zimmermann fez sua mais memorável declaração ao dizer: “Rahn deveria chutar do meio da rua” (em alemão: “aus dem Hintergrund müsste Rahn schießen”), e assim foi. O segundo gol de Rahn, que chutou da meia-lua da área, após a zaga húngara afastar mal a bola, deu a liderança da partida aos alemães. Depois, Puskás ainda teve um gol impedido.

Aos alemães foi entregue a Taça Jules Rimet e o título de vencedores da Copa do Mundo com a torcida cantando junto o hino nacional alemão. Na Alemanha, esta partida é conhecida como o Milagre de Berna. Um filme baseado na história foi lançado em 2003. Para os húngaros, a derrota foi um desastre.

Os 11 gols marcados por Kocsis não apenas o garantiram a artilharia desta Copa, mas o tornou o recordista como artilheiro em uma Copa, superando Ademir de Menezes que havia marcado 9 tentos na Copa anterior. A marca de Kocsis viria a ser quebrada na Copa seguinte por Just Fontaine e seus 13 gols.

COPA DO MUNDO DE 1958

SEDE: SUÉCIA

PARTICIPANTES: 16 PAÍSES

CAMPEÃO: BRASIL

VICE-CAMPEÃ: SUÉCIA

A Copa do Mundo de 1958 foi a sexta Copa do Mundo disputada, e contou com a participação de 16 países. 51 países participaram das eliminatórias. Um torneio marcante em muitos aspectos, a Copa da Suécia viu entre outras coisas a estréia de Pelé, treze gols marcados pelo artilheiro francês Just Fontaine, e a primeira conquista do Brasil, o que representa a primeira e única vez que um time sul-americano levantou a taça em solo europeu. Os grandes favoritos ao título eram ingleses, soviéticos, franceses e alemães. O Brasil, depois do vice em 1950 e da fraca campanha em 1954 era visto com desconfianças. A Hungria, de protagonista em 54 chegava como mera coadjuvante em 58, sendo que sem os seus principais craques, a equipe pouco pode fazer na copa.

AS ELIMINATÓRIAS

Esta Copa do Mundo viu a inscrição e classificação da União Soviética pela primeira vez, e a classificação de todas as nações constituintes do Reino Unido: Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, com os norte-irlandeses ainda conseguindo a façanha de eliminar a Itália, bicampeã em 1934 e 1938, pela primeira (e única) vez na história da competição.

Além das Eliminatórias européias, o País de Gales, que terminou em segundo atrás da Tchecoslováquia, jogou uma repescagem contra Israel depois que os israelenses venceram seu grupo sem precisar jogar devido às desistências de Turquia, Indonésia e Sudão. A FIFA determinou que nenhuma equipe se classificaria para a Copa sem jogar pelo menos uma partida pois muitos times se classificaram em Copas anteriores só por causa da desistência de outros. Gales venceu a repescagem e se classificou.

Na América do Sul, a surpresa foi a eliminação do Uruguai, bicampeão em 1930 e 1950 e semifinalista em 1954, que foi eliminado pelo Paraguai, após sofrer uma goleada em Assunção por 5-0, com três gols de Amarilla.

Em 8 de fevereiro, Lennart Hyland e Sven Jerring apresentaram os resultados do sorteio onde as equipes classificadas foram divididas em quatro grupos.

A COMPETIÇÃO

Formato

O formato da competição mudou comparado ao da Copa anterior: 16 times ainda competiam em quatro grupos de quatro equipes, mas desta vez todos enfrentavam todos pelo menos uma vez, sem tempo extra em caso de empate. No lugar disso, se o segundo e terceiro colocados empatassem em número de pontos, haveria um jogo desempate do qual o vencedor seguiria adiante. Se o desempate ficasse empatado, então a regra de goal average dos jogos do grupo seria utilizada para determinar o classificado. Se ainda assim persistisse a igualdade, haveria sorteio. Se os dois primeiros colocados da chave terminassem empatados, goal average seria utilizado para definir o primeiro e o segundo. Este regulamento não havia sido concluído até o início da competição e continuou sendo debatido no meio do certame.

Comemoração de mais um gol do Brasil em  1958

Favoritos

Os especialistas da época arriscavam não dar palpites em relação ao favorito.

Tomando por base o torneio anterior disputado na Suíça em 1954, a campeã Alemanha Ocidental era favorita, mas perdera 7 jogos amistosos em 10 disputados. Embora tivese renovado a equipe com os novatos Uwe Seeler e Karl-Heinz Schnellinger, a equipe base era praticamente a mesma que havia derrotado a Hungria na final de Berna, contando com seu capitão Fritz Walter, na época com 38 anos, e em fim de carreira.

A Hungria vinha forte desde que fora derrotada na final de 1954, mas a Revolução Húngara, ocorrida em 1956, onde os tanques soviéticos dominaram Budapeste, fizeram com que seus principais jogadores (Ferenc Puskas, Sándor Kocsis e Zoltán Czibor) fugissem do país, e se refugiassem em clubes da Espanha. Com isso, a Hungria iria para a Suécia com uma equipe que perdera seu brilho, e contava com uma mistura de remanescentes de 1954, como Gyula Grosics, László Budai e József Bozsik e novatos não-testados em competições internacionais, como Máté Fenyvesi, Károly Sándor, Ferenc Szojka e Lajos Tichy.

A União Soviética era uma das grandes favoritas, visto que, em 1956 ganhara a medalha de ouro no Torneio de Futebol, nos Jogos Olímpicos de Melbourne, e contara com toda a base que ganhara àquele torneio.

Por sediar o torneio, a Suécia era grande favorita, e contava com atletas experientes, que jogavam na Série A italiana, como Nils Liedholm, Agne Simonsson, Gunnar Gren e Kurt Hamrin.

A Inglaterra tinha um bom time, mas veio enfraquecido, pois, seis meses antes do torneio, perdera Duncan Edwards, Tommy Taylor, e Roger Byrne, num desastre de avião em Munique. Os jogadores eram do Manhcester United, equipe tricampeã inglesa, e que era a base da seleção nacional. Com isso, tiveram que refazer os planos para o Mundial, convocando jogadores que jogaram em 1950, como o veterano Tom Finney.

Dos latinos, o Brasil era o grande favorito, e tinha uma mescla de jogadores experientes e novatos na dose certa, mas havia ressalvas quanto ao controle emocional dos jogadores, quando expostos à pressão.

Transmissão e cobertura

Depois do sucesso de transmitir a Copa anterior de 1954, esse torneio também foi televisionado. O lançamento da segunda versão do satélite Sputnik pelos soviéticos, em janeiro de 1958, possibilitou a transmissão televisiva do torneio para os países europeus. No total, 11 países europeus aderiram ao consórcio liderado pela Sveriges Radio, estatal de Rádio e TV, que detinha os direitos de transmissão.

Para os países não-europeus, ficava a opção de adquirir os kinescópios dos jogos, filmados em 16 mm (ainda não havia surgido o video-tape, e os kinescópios eram o melhor meio de gravar conteúdo filmado na época). O consórcio providenciava aos interessados os kinescópios de cada partida a preço de custo, acrescido de apenas 1% de margem de lucro, para custear o trabalho das equipes de filmagem para registro dos jogos. No Brasil, a extinta TV Tupi adquiriu os kinescópios, que, anos mais tarde, puderam ser transformados em video-tape.

Para a cobertura do Mundial, 2000 jornalistas se credenciaram para cobrir o evento. Dos credenciados, 200 eram jornalistas alemães.

Primeira Fase

No Grupo 1 a Alemanha Ocidental ficou em primeiro lugar. A Irlanda do Norte surpreendeu o mundo ao ficar com a segunda vaga após derrotar a Tchecoslováquia no jogo desempate. A Tchecoslováquia aplicou na Argentina uma super goleada por 6 a 1 e os jogadores foram recebidos em Buenos Aires com uma chuva de pedras e moedas.

No Grupo 2 o destaque foi a França. Com craques como Fontaine e Kopa o time goleou o Paraguai por 7 a 3 e venceu a Escócia por 2 a 1. Com um saldo tão bom a derrota para a Iugoslávia na segunda rodada não fez diferença. Os iugoslavos ficaram com a segunda vaga.

No Grupo 3 a Suécia, dona da casa, passeou. Gales ficou em segundo. Assim esta foi a única copa até hoje em que as quatro seleções britânicas participaram juntas (Escócia, Irlanda do Norte, País de Gales e Inglaterra), só a Inglaterra e a Escócia não se classificaram para as Quartas.

No Grupo 4 Brasil, Inglaterra, Áustria e URSS decidiriam 2 vagas. O Brasil estreou bem com 3 a 0 na Áustria. Após o empate em 0 a 0 contra o English Team, os jogadores se reuniram com o treinador, Vicente Feola, e pediram a entrada de Mané Garrincha e Pelé no time. O pedido deu resultado: Brasil 2-0 URSS, com grande atuação de Garrincha contra seu marcador. A URSS ficou com a outra vaga ao vencer a Inglaterra por 1 a 0 no jogo desempate.

Segunda Fase

Nas Quartas o Brasil enfrentou a forte defesa do País de Gales. Nesta partida Pelé brilhou. Ele aplicou um drible curtíssimo em seu marcador (“chapéu”) e girou de primeira. A França encarou a Irlanda do Norte em partida de grande atuação de Just Fontaine, que marcou dois dos quatro gols da vitória dos Bleus. Helmut Rahn marcou o único gol da partida entre alemães e iugoslavos, colocando os germânicos nas semis. Os donos da casa bateram os soviéticos por 2 tentos a 0.

Nas semifinais a Suécia continuou sua escalada ao derrotar a Alemanha Ocidental por 3 a 1 num jogo conturbado, onde os megafones do estádio engrossavam o coro da torcida. Provocações aprendidas pelos suecos no futebol italiano fizeram com que o alemão Erich Juskowiak fizesse uma falta violenta e fosse expulso. O capitão alemão Fritz Walter sofreu uma contusão que encerraria sua carreira após uma falta, e como substituições só puderam ser feitas após a Copa de 1970, o time alemão ficou com dois jogadores a menos.

A escalação vencedora de 1958

Na outra partida, um grande duelo. A melhor defesa (Brasil) contra o melhor ataque (França). O Brasil faz uma exibição brilhante, com Pelé, Garrincha e Didi em um grande dia. Ainda que os franceses tivessem saído na frente, grandes atuações do time brasileiro se refletiram no resultado: 5 a 2 Brasil. A França arrasa a Alemanha pelo terceiro lugar em um 6 a 3 histórico com quatro gols de Just Fontaine. Fontaine terminou a Copa com 13 gols e é até hoje o artilheiro com maior número de gols dentro de uma única Copa do Mundo.

Final

A final seria disputada no Estádio Råsunda entre Brasil e Suécia em frente a um público de 50.000. O Brasil perde o sorteio e joga de azul, ambos os times tinham o uniforme nº 1 em amarelo. “Nós vamos vencer, vamos jogar com a cor do manto de Nossa Senhora Aparecida” disse o dirigente da delegação brasileira Paulo Machado de Carvalho. Nem o gol sueco que inaugurou o placar abalou a equipe. Didi, o príncipe etíope, certamente uma das peças mais importantes do time brasileiro, pegou a bola e foi calmamente andando com ela debaixo dos braços, lembrando a todos que o Botafogo tinha dado uma goleada na Suécia e não ia ser a seleção brasileira que ia perder deles. Resultado: uma partida excepcional que, mesmo com a derrota por 5 a 2 em casa, foi aplaudida de pé pela torcida sueca, ao saudar como campeões do mundo Pelé, Vavá, Zito, Mazzolla, Garrincha, Didi, Gilmar, Zagallo, entre outros. Assim o Brasil sagrava-se pela primeira vez campeão mundial de futebol.

BRASIL CAMPEÃO E O SURGIMENTO DE UM REI

Com um elenco fabuloso, a Seleção Brasileira enfim obteve o título de campeão mundial na Copa de 1958, após este lhe escapar em edições anteriores, e viu Pelé e Garrincha despontarem como grandes craques do futebol em todos os tempos.

A equipe dirigida pelo técnico Vicente Feola fez uma boa campanha na fase de grupos, como duas vitórias e um empate. O Brasil ficou no Grupo 4, ao lado de Áustria, Inglaterra e União Soviética. Na estréia, uma vitória por 3 a 0 sobre os austríacos. Na partida seguinte, contra os ingleses, apenas um empate em 0 a 0. Como não havia substituição durante os jogos, Vavá entrou no time titular no lugar de Dida. Devido à má apresentação da equipe, o treinador decidiu para o terceiro jogo substituir Joel, Mazzola e Dino Sani por Garrincha, Pelé e Zito. Assim, na última rodada, os brasileiros venceram os soviéticos por 2 a 0 e garantiram a classificação à próxima fase em primeiro lugar na chave.

Nas quartas-de-final, com Mazzola no lugar de Vavá, o Brasil teve dificuldades para eliminar o País de Gales por 1 a 0, com um gol antológico de Pelé. Nas semifinais, os brasileiros (com Vavá de volta) mostraram um grande futebol diante da Seleção Francesa de Futebol (que contava com o artilheiro da competição Just Fontaine) e venceram o rival por 5 a 2. Na final, diante dos donos da casa, outra grande apresentação. Apesar dos suecos até começaram bem, abrindo o placar, o Brasil mostrou tranqüilidade e repetiu o placar diante dos franceses 5 a 2, a maior goleada de uma seleção em uma final de Copa do Mundo. A única novidade no time para a final foi a entrada de Djalma Santos no lugar de De Sordi.

A escalação da equipe para a final seguiu o esquema 4-2-4, com: Gilmar, Djalma Santos, Bellini, Orlando e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Pelé, Vavá e Zagallo.

COPA DO MUNDO 1962

SEDE: CHILE

PARTICIPANTES: 16 PAÍSES

CAMPEÃO: BRASIL

VICE-CAMPEÃ: TCHECOSLOVÁQUIA

A Copa do Mundo de 1962 foi a sétima Copa do Mundo disputada, e contou com a participação de dezesseis países. 56 países participaram das eliminatórias. O campeonato ocorreu no Chile. O Brasil, campeão da Copa anterior, partia rumo ao bicampeonato com praticamente o mesmo time que conquistou o título na Suécia. Com base nas superstições de Paulo Machado de Carvalho, o dirigente da delegação, o mesmo comandante do avião em 58 levou a seleção se repetira em 62.

Mas outras seleções ameaçavam o bi do time canarinho. A URSS estava mais forte do que em 58 e a Hungria ameçava relembrar a sua grande copa em 1954. O time chileno, apesar de modesto, jogava em casa e não tinha nada a perder. Outra seleção que merecia destaque era a Iugoslávia.

Antecedentes

Vários países se candidataram a sede da Copa de 1962: os europeus eram os favoritos, mas a FIFA tinha decidido que depois de duas copas seguidas no continente europeu (Suíça em 1954 e Suécia em 1958), era a vez da América Latina. Sendo assim, só sobravam as candidaturas argentina e chilena.

A Argentina vinha pleiteando o direito de sediar uma Copa desde 1930. Já o Chile só apresentara sua candidatura em 1952, e era considerado um país sem condições necessárias para realizar um evento daquele porte.

Porém, em Junho de 1956, na Inglaterra, onde os 56 países membros votavam, o Chile acabou ganhando o páreo, com 32 votos. A Argentina só obtivera 10, e 14 países se abstiveram da votação.

Com o direito de sediar a Copa ganho os chilenos começaram a montar a infra-estutura necessária para a competição, liderados pelo brasileiro naturalizado chileno Carlos Dittborn, presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol. O Estádio Nacional teve sua capacidade de 45 mil espectadores aumentada para 70 mil, e um novo estádio foi construído em Viña del Mar, o Sausalito.

Garrincha

Em Maio de 1960, quando os preparativos iam de vento em popa, o país foi pego de surpresa por um terremoto que registrou 9,5 pontos na escala Richter, o maior registrado na história mundial recente.[1] O tremor tinha deixado cinco mil mortos e 25% da população desabrigada, além de lançar dúvidas sobre a capacidade do Chile de sediar a Copa depois da trágedia.

Em face desses problemas, Dittborn pronunciou a frase que acabaria se tornando o slogan não oficial da competição: “Porque nada tenenos, lo haremos todo” (porque nada temos, faremos tudo). A FIFA lhe deu um voto de confiança e as obras foram terminadas em tempo recorde.

Dittborn, porém, não viveu para ver o resultado de seus esforços. Ele sofreria um ataque cardíaco em 28 de abril de 1962, um mês antes da Copa. O estádio de Arica foi batizado em sua homenagem.

Naturalizações e doping

Três dias antes da Copa, a FIFA se reuniu em Santiago e decidiu as regras para a naturalização de jogadores. As medidas visavam a acabar com a troca de países por parte de jogadores. Exemplos clássicos incluiam Di Stéfano e Puskás, ídolos respectivamente da Argentina e da Hungria, que nessa Copa iriam jogar pela Espanha. Ainda havia o caso de Mazola, que jogou a Copa de 1958 pelo Brasil e em 1962 atuou pela Itália.

As regras determinavam que a partir da próxima copa (1966) um jogador só poderia jogar por uma seleção se nunca tivesse participado pela seleção de outro país em partidas oficiais.

Outra polêmica da Copa seria em relação ao doping. O assunto tinha sido levantado pelo Congresso Médico de Santiago. Di Stéfano teria dito então que não via nenhum problema em um jogador tomar pílulas estimulantes. A declaração provocou revolta no Chile, que pediu providências à FIFA. O problema, porém, era como combater tal ação. Apesar do exame de urina já existir, não havia uma lista oficial de substâncias proibidas. O único país na época que tinha uma legislação antidoping era a Itália. Portanto, é provável imaginar que muitos jogadores tenham usado diversas substâncias na Copa para aumentar seu desempenho.

A COMPETIÇÃO

Primeira Fase

No Grupo 1, a surpresa foi a eliminação prematura do Uruguai. O grande jogo foi um empate entre URSS e Colômbia em 4 a 4. Nessa partida, houve o primeiro (e até hoje) único gol olímpico da história das Copas marcado por Marcos Coll, da Colômbia. A segunda vaga ficou com a forte Iugoslávia. No confronto entre os países comunistas nessa fase, ocorreu uma das entradas mais violentas da historia das Copas, feita pelo ponteiro iugoslavo Muhamed Mujić no lateral soviético Eduard Dubynskyi. Essa fratura foi tão violenta que o lateral soviético acabou inutilizado para o futebol.

No Grupo 2, os chilenos fizeram a festa ao ganharem da Suíça por 3 a 1 e da Itália por 2 a 0. Neste jogo valeu tudo, houve vários socos e pontapés dos dois lados e os italianos sofreram com a catimba sul-americana e também com a péssima arbitragem do britânico Ken Aston onde somente foram expulsos dois jogadores italianos. A Alemanha Ocidental que venceu o Chile por 2 a 0 ficou em primeiro e o Chile em segundo. A Itália estava fora.

No Grupo 3 na estreia o Brasil bateu o México por 2 a 0 com um gol antológico de Pelé em que driblou toda a defesa mexicana antes de tocar na saída de Carbajal. No segundo jogo, contra a Tchecoslováquia, Pelé sofreu contusão e não voltaria a atuar nesta Copa. Amarildo teve a dificílima missão de substituir o rei e foi bem sucedido. O Brasil empatou com a Tchecoslováquia em 0 a 0, derrotou a Espanha em jogo dramático e de virada, 2 a 1. Por muito pouco, a equipe de Aymoré Moreira não foi eliminada na primeira fase. A Tchecoslováquia mesmo perdendo para o México por 3 a 2 ficou com a outra vaga.

No Grupo 4 brilhou a Hungria que aplicou uma goleada de 6 a 1 na Bulgária. A Argentina, mesmo jogando perto de sua torcida caiu nesta fase com o empate em 0 a 0 contra a Hungria em uma grande atuação de Grosics, último remanescente do esquadrão húngaro de 1954. A outra vaga foi da Inglaterra, que apesar da derrota para a Hungria por 2 a 1, ganhou da Argentina por 3 a 1 e garantiu a vaga com empate de 0 a 0 contra a Bulgária.

Segunda Fase

Uma curiosidade que aconteceu, foi na semifinal entre Brasil e Chile: o jogador brasileiro Garrincha fez uma falta grave no chileno Eladio Rojas. O árbitro foi avisado do fato e certamente expulsou Garrincha de campo; então porquê Garrincha pôde participar da final contra a Tchecoslováquia? Provavelmente, jamais se saberá.

Brasil campeão de 1962

Pode-se dizer que o Brasil só decolou a partir das Quartas quando Mané chamou para si a responsabilidade e dizimou o English Team: 3 a 1. No dia seguinte, os jornais ingleses estampavam: “Mané Garrincha é um extra-terrestre”.

Uma surpresa foi a vitória da irregular Tchecoslováquia por 1 a 0 contra a forte Hungria. Os chilenos iam ao delírio ao despacharem a URSS por 2 a 1 e chegarem às semifinais. A Iugoslávia venceu a Alemanha Ocidental por 1 a 0, num dos vários duelos com os tedescos válidos pelas Quartas de uma Copa do Mundo.

Nas semifinais o Brasil venceu o Chile dono da casa por 4 a 2 no Estádio Nacional lotado. Os chilenos com o lema “como nada temos queremos tudo” surpreenderam e ficaram com um honroso terceiro lugar ao derrotar a Iugoslávia. A Tchecolováquia, que cresceu durante a competição, venceu a Iugoslávia por 3 a 1.

FINAL

Brasil e Tchecoslováquia novamente se encontrariam na final. Masopust abriu o placar. O Brasil empatou com Amarildo. Zito virou e Vavá marcou o terceiro. Com o placar em 3 a 1 o Brasil se sagraria bicampeão mundial de futebol.

A equipe titular na final seguiu o esquema 4-2-4, com: Gilmar, Djalma Santos, Mauro, Zózimo e Nilton Santos; Zito e Didi; Amarildo, Garrincha, Vavá e Zagallo.

COPA DO MUNDO DE 1966

SEDE: INGLATERRA

PARTICIPANTES: 16 PAÍSES

CAMPEÃ: INGLATERRA

VICE-CAMPEÃ: ALEMANHA OCIDENTAL

COLOCAÇÃO DO BRASIL: ELIMINADO NA 1ª FASE

A Copa do Mundo FIFA de 1966, oitava edição da competição, foi sediada na Inglaterra de 11 de julho a 30 de julho. A Inglaterra foi escolhida como anfitriã pela FIFA em agosto de 1960 para celebrar o centenário da codificação do futebol na Inglaterra. Foi um ano de triunfo para os donos da casa, uma vez que o English Team venceu a final batendo a Alemanha Ocidental por 4 a 2, conquistando assim o primeiro (e até agora único) título mundial dos ingleses, e se tornando a primeira sede a vencer o torneio desde que a Itália venceu em 1934.

A COMPETIÇÃO

Primeira Fase

A Copa do Mundo de 1966 teve um herói bastante incomum fora das quatro linhas, um cachorro chamado Pickles. Antes do torneio a Taça Jules Rimet foi roubada de uma vitrine de exposição no Center Hall de Westminster, em Londres, junto a uma exposição filatélica. Uma caçada nacional pela taça foi instaurada. Ela foi descoberta enrolada em jornal quando um cão farejou alguns arbustos em Londres. A FA mandou que se fizesse uma réplica no caso que não encontrassem a original a tempo. Esta réplica está exposta no National Football Museum, na Inglaterra.

O formato do certame se manteve o mesmo da Copa anterior: as 16 equipes classificadas se dividiriam em quatro grupos com quatro. Os dois primeiros de cada grupo avançariam às quartas-de-final.

Ainda que a Copa tenha conseguido grandes públicos, a competição foi marcada por ter poucos gols uma vez que as equipes começaram a jogar de maneira muito mais tática e defensiva. Isso foi exemplificado pela Inglaterra de Alf Ramsey que terminou em primeiro lugar do grupo 1 com apenas quatro gols marcados, mas nenhum sofrido. O Uruguai seria o segundo classificado do grupo eliminando México e França. Todas as partidas deste grupo foram disputadas no Wembley Stadium exceto pela partida entre França e Uruguai que foi disputada no White City Stadium.

No Grupo 2, a Alemanha Ocidental e a Argentina se classificaram com facilidade, ambos com 5 pontos. A Espanha fez 2, enquanto a Suíça deixou a competição após,pela segunda vez seguida em Copas do Mundo,perder todas as partidas.

Eusébio marcando um gol para Portugal

No noroeste da Inglaterra, o Old Trafford e o Goodison Park serviram de sedes para o Grupo 3. Neste grupo o Brasil, campeão da copa anterior, seria eliminado por Portugal e Hungria. A Bulgária também seria eliminada. O Brasil foi derrotado por húngaros e portugueses em partidas controversas apitadas por dois juízes ingleses, Kenneth Dagnall e George McCabe, que decidiram ignorar uma grande quantidade de faltas nos brasileiros direcionadas em jogadores-chave. Portugal chegava a fase final de uma Copa pela primeira vez, e jogou muito bem. A seleção lusa venceu as três partidas na fase de grupos, com belas atuações do prodigioso atacante Eusébio, que marcaria no total nove gols na Copa se tornando assim artilheiro máximo da competição.

O Grupo 4 teve a maior surpresa da competição quando a Coreia do Norte bateu a Azzurra por 1 a 0, e se classificou junto com a união Soviética. Além da Itália, o Chile foi eliminado.

Segunda Fase

Nas quartas-de-final a Alemanha Ocidental bateu o Uruguai por 4 a 0 numa partida em que o árbitro inglês Jim Finney expulsou dois uruguaios: Horacio Troche e Hector Silva. A Coreia do Norte esboçava goleada semelhante contra Portugal, pois em 22 minutos de jogo o placar tinha 3 a 0 para os norte-coreanos. Coube a Eusébio mudar esse panorama. O Pantera Negra marcou quatro gols e José Augusto marcaria o quinto, numa grande virada da equipe portuguesa.

Nos outros jogos, a URSS de Lev Yashin bateu a Hungria por 2 tentos a 1 e na partida entre Argentina e Inglaterra houve apenas um gol que seria dos ingleses, marcado por Geoff Hurst. Foi mais um jogo marcado por controvérsia arbitral. Antonio Rattín se tornou o primeiro jogador a ser expulso numa partida entre seleções em Wembley. O árbitro alemão, Rudolf Kreitlein, expulsou Rattín por indisciplina e pelo “olhar em seu rosto” mesmo não entendendo espanhol. Rattín primeiramente se recusou a sair de campo e acabou sendo escoltado por vários policiais.

Com os resultados das quartas, as quatro equipes restantes eram todas europeias. Ambas semifinais terminaram em 2 a 1: Franz Beckenbauer marcou o tento que deu a vitória para a Alemanha Ociental frente a URSS, enquanto Bobby Charlton marcou os dois gols da vitória inglesa sobre Portugal. Outro placar de 2 a 1 ocorreria na decisão do terceiro lugar com vitória portuguesa sobre os soviéticos.

Final

A partida se realizou no Wembley Stadium com cerca de 98 mil pessoas presentes. Após doze minutos de jogo Helmut Haller colocaria a Alemanha Ocidental na frente, mas Geoff Hurst empataria o jogo quatro minutos depois. Martin Peters viraria o jogo em favor dos ingleses aos 78 minutos. Com um minuto para o fim da partida uma falta foi marcada em favor dos alemães. A bola foi lançada à área e Wolfgang Weber consegiu tocá-la e levar o jogo a um novo empate, enquanto os ingleses reclamavam de um possível toque de mão.

Ao final dos 90 minutos o placar era de 2 a 2, então seria jogada a prorrogação. No minuto 98 Hurst marcaria novamente; seu chute bateria no travessão, e quicaria exatamente sobre a linha. Desde então se debate se a bola realmente passou a linha, o que faria uma grande diferença, uma vez que se o placar permancesse empatado, a Alemanha Ocidental talvez não permitisse o mesmo espaço a Hurst. Imagens de arquvo observadas digitalmente ilustram que o segundo gol de Hurst não teria cruzado a linha… No último minuto Hurst novamente marcaria, passando pelo meio de campo alemão para efetuar seu terceiro gol na partida. Ao mesmo tempo a torcida invadiria o campo. Geoff Hurst se tornaria assim o primeiro jogador a marcar três vezes numa final de Copa do Mundo.

Inglaterra a seleção campeã de 1966

A descrição dos momentos finais da partida pelo comentarista da BBC, Kenneth Wolstenholme entraria para a história: “Some people are on the pitch. They think it’s all over.” (Hurst marca o quarto) “It is now!”. (“Algumas pessoas estão no campo. Elas pensam que já está está tudo acabado.” [Hurst marca] “Agora está!”)

A seleção inglesa recebeu a recuperada Taça Jules Rimet das mãos da Rainha e se tornaram campeões do mundo pela primeira vez.

Mascote

World Cup Willie, o mascote para a Copa de 1966, foi o primeiro mascote da história das Copas, e um dos primeiros mascotes a ser associado com uma competição esportiva importante. World Cup Willie é um leão, símbolo típico do Reino Unido, vestindo uma camisa com a Union Flag inscrita com as palavras “WORLD CUP”.

Veja também: Todas as Copas do Mundo parte 1: 1930 a 1950

Breve a história das copas de 1970 a 1974.

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wp1024_parque_vitoria_regiaParque Vitória Régia

Já pensou num lugar com quase  toda aquela agitação de São Paulo, com um comércio onde milhões são gerados, lugares bonitos, mulheres bonitas e com todos os problemas da cidade grande, como o trânsito por exemplo, acho ser uma das únicas coisas chatas, difícil estacionar naquela cidade, mas os estacionamentos até que são bem baratos, vale a pena deixar o carro lá.

Realmente eu não tenho idéia de como esta cidade é imensa em todos os sentidos, um lugar onde tudo acontece, hoje havia um pastor pregando para ninguém na praça, nenhuma alma viva parou para ouvir o cara, mas ele permanecia lá como se todos estivessem ouvindo, parece que certas pessoas para muitos são invisíveis.

Noutro dia, no mesmo lugar na praça, havia alguns latinos tocando aquele instrumento latino que eu acho ser de bambús, um som muito legal, característica latina, (tudo latino, rs) esses pelo menos, havia gente ouvindo, coisas de cidade grande.

Para quem mora no interior do interior, aquela cidade é uma maravilha, principalmente para os negócios, como no meu caso, mas é só o começo para mim.

Sempre gostei daquela cidade, quem sabe um dia eu me mude pra lá, já temos até terreno.

Como toda cidade grande, o aspecto cultural também é muito favorecido, para quem é músico é um campo vasto a ser explorado, barzinhos, gravadoras, shows, etc e tal, afinal já disseram que devemos ir aonde o povo está, e para que não é músico também é legal, Lulu Santos, Ivete Sangalo, Djavan e por aí vai…

Lulu Santos em Bauru:

Dionne Warwick em Bauru:

Tempinho bom quando ia de trem para Bauru, muito bom viajar de trem, só no Brasil, que  praticamente, foi abandonada a  ferrovia. Será que ninguém ainda não viu os interesses de alguns setores dos transportes do nosso país em acabar com este meio de locomoção.

E por falar em trem, este video mostra a estação de Bauru em 1988:

Mas a cidade realmente é sem limites, espero conhecê-la dos pés a cabeça um dia.

Bauru – Cidade sem limites

Calcadao_de_Bauru_SP_Brasil_01Calçadão da Batista

Bauru é um município brasileiro do estado de São Paulo. Fundado em 1896, a uma altitude de 526 m, é hoje centro de um território de 673,5 km², onde vivem 355.675 (estimativa feita em 2000) habitantes.

Após 1850, na procura de novas terras para ocupação e colonização, pioneiros paulistas e mineiros começam a explorar a vasta região situada entre a Serra de Botucatu, o Rio Tietê, o Rio Paranapanema e Rio Paraná, até então habitado por grupos de índigenas Kaingang.

Em 1856 Felicíssimo Antonio Pereira, provindo de Minas Gerais, adquire terras e estabelece próximo ao atual centro de Bauru a Fazenda das Flores. Anos depois, em 1884, essa fazenda (também chamada de Campos Novos de Bauru) teria parte de sua área desmembrada para a formação do arraial de São Sebastião do Bauru.

O distrito progride, mesmo sujeito a ataques dos nativos Kaingang e relativamente isolado do resto do Estado, e torna-se distrito de Agudos em 1888. A chegada de migrantes oriundos do leste paulista e de Minas Gerais leva à emancipação da cidade em 1 de agosto de 1896.

O novo município sobrevive do cultivo do café, mesmo tendo terras mais fracas e inférteis que o restante do estado. Em 1906 é escolhido como ponto de partida da ferrovia Noroeste do Brasil, ligando a cidade a Corumbá e à Bolívia.

Durante a primeira metade do século XX Bauru torna-se o principal pólo econômico da vasta região compreendida pelo Oeste Paulista, Norte do Paraná e Mato Grosso do Sul.

Bauru recebeu nas primeiras décadas do século XX levas de imigrantes de várias partes do mundo, com destaque para os italianos, espanhóis, portugueses e japoneses. O entroncamento rodo-ferroviário no qual se situa, fez atrair ainda imigrantes sírios, libaneses, alemães, franceses, chineses e judeus de diversas nacionalidades. Mais recentemente, passou a receber bolivianos, argentinos, chilenos, palestinos e norte-americanos, tornando-se uma das cidades mais cosmopolitas do Interior Paulista.

bauru2

Este aspecto do cosmopolitismo bauruense é denotado ainda hoje pelas diversas instituições de origem imigrante existentes no município, entre elas a Associação Luso-Brasileira (AALB), o Clube Nipo-Brasileiro, a Associação Cultural Dante Alighieri, o antigo Cine Capri, a Associação Cultural Miguel de Cervantes, o Tenrikyo, o extinto Fuentes, a Festa das Nações e o próprio eixo urbanístico denominado Nações Unidas, integrado por avenidas, parque com lago e anfiteatro, várias praças etc.

Existem algumas hipóteses para explicar a origem do nome do município. Uma das mais aceitas foi proposta por Ismael Marinho Falcão, que viveu durante muitos anos com os índios Kaigang, que habitavam essa região.

Origem do nome

bauruBauru – Cidade sem limites

De acordo com Ismael, a região era conhecida como ubauru, devido à abundância de uma erva denominada ubá, usada para confeccionar cestas, e uru, uma ave parente da galinha.

Outras hipóteses dizem que o nome teria vindo de mbai-yuru, que quer dizer “queda de água” ou “rio de grande inclinação”, ou ybá-uru, que quer dizer “cesta de frutas”, ou bauruz, que era como os índios que habitavam as margens do rio Batalha eram conhecidos.

Teodoro Sampaio dizia que Bauru é corrupção de “upaú-ru”, ou “upaú-r-y, designando rio da lagoa. Do Tupi: de “Upá” ou “Upaú”, lago, lagoa, água represada, e “U”, o mesmo que “I”, água corrente, rio, líquido, etc.

Segundo o historiador Correia das Neves, em seu livro “No velho Bauru”, o “r” entrou por eufonia, considerando esse o nome que melhor traduz e exprime a o significado da palavra Bauru na língua tupi.

Esportes

vistacamponoroesteCampo do Noroeste

O município é sede do Esporte Clube Noroeste, também conhecido como Norusca, uma das equipes mais tradicionais do futebol do interior paulista. Seu estádio é o Estádio Alfredo de Castilho, com capacidade para 18.840 espectadores.

Foi na cidade que Pelé iniciou sua carreira, atuando nas categorias infanto-juvenil do Bauru Atlético Clube, ou BAC, antes de se transferir para o Santos. Atualmente o clube conta com uma sede de campo. A sede central do BAC foi demolida para ceder espaço a rede de supermercados Tauste, de Marília.

Economia

A relativa infertilidade de suas terras, e a facilidade de transporte provocada pelo entroncamento rodo-ferroviário existente no município levaram ao setor de serviços e comércio a ser a principal atividade econômica do município.

A agricultura é incipiente, baseando-se no cultivo do abacaxi e frutas tropicais. A pecuária sempre esteve presente no município e a cana-de-açúcar ganhou espaço nos últimos anos, com a instalação de diversas usinas no interior paulista.

O setor industrial é representado por indústrias de transformação, metal-mecânica e alimentícias. Nos setores gráfico e alimentício, Bauru possui empresas líderes nacionais de seus setores, com grande volume de exportações e comércio interno.

sanduicheFamoso sanduíche Bauru

Bauru também é conhecida por um sanduíche, que leva o mesmo nome, Bauru, criado por Casimiro Pinto Neto em uma um bar de São Paulo, Ponto Chic, em 1934, quando era aluno da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, e mais tarde impulsionado pelo “Zé do Esquinão”. A receita, apesar de mudar muito em outras regiões do estado, tem de base: pão francês, rosbife, fatias de tomate, picles e queijo derretido.

Educação

UNESP 10Campus da Unesp

É um município com grande atividade universitária. Além de campus da Universidade de São Paulo (onde funciona a Faculdade de Odontologia de Bauru, considerada a melhor faculdade de Odontologia do Brasil e a terceira melhor do mundo) e da Universidade Estadual Paulista – Unesp, que possui na cidade seu maior campus, em número de cursos e alunos (19 cursos e mais de 6 mil estudantes) e 4 faculdades: Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC); Faculdade de Engenharia de Bauru (FEB) e Faculdade de Ciências (FC), e mais recentemente a Faculdade de Tecnologia de Bauru (FATEC). Funciona em Bauru também a Universidade do Sagrado Coração – USC, a Instituição Toledo de Ensino (ITE), a Universidade Paulista (UNIP), Instituto de Ensino Superior de Bauru (IESB), as Faculdades Integradas de Bauru (FIB) e a Faculdade Fênix/Anhanguera Educacional.

No município há também grande número de cursos técnicos. As principais escolas são o Colégio Técnico Industrial (CTI), da Unesp, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI),o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), o Colégio Liceu Noroeste e, desde 2006, a ETEC Rodrigues de Abreu (administrada pelo Centro Paula Souza e governo do estado), que ministra os cursos técnicos de Administração, Enfermagem, Logística, Informática e Segurança do Trabalho.

Zoológico de Bauru

fotos_Zoo

Fundado em 24/08/1980, o zoológico é formado por uma floresta natural com preservação total de sua vegetação. Abriga um grande número de animais brasileiros e busca também a preservação de várias espécies.

Possui aquário, pinguinário e uma área reservada para répteis. Tem como prioridade quatro objetivos: a educação, a conservação, a pesquisa e o lazer.

O Jardim Botânico Municipal de Bauru possui mais de 340 hectares onde são preservados um pouco do que era a a cidade de Bauru antes da urbanização. É um verdadeiro refúgio para a vida silvestre, localizado junto do Zoo Bauru.

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